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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 524

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Capítulo 524: Cativos II

Atena não sentiu seu coração no início. Ela apenas sentiu a ausência dele—um esvaziamento abrupto, um vazio se abrindo dentro de seu peito no momento em que sua mente entendeu o que seus olhos estavam lhe dizendo.

Antonio.

Por um longo segundo esticado, seu corpo esqueceu como respirar. Ela o encarou, incapaz de piscar, incapaz de formar a forma de um pensamento. O choque não a atingiu como um golpe; atingiu-a como a frieza de águas profundas—lento, penetrante, paralisante. Ela tentou engolir, mas sua garganta parecia selada.

Ele não deveria estar aqui.

Ele não poderia estar aqui.

No entanto, lá estava ele, se aproximando como se atraído por sua incredulidade, como se ele tivesse prazer em caminhar diretamente para o centro de seu silêncio atônito.

“Seu bastardo!!” Ewan o xingou entre dentes cerrados—raiva, veneno, descrença tudo misturado—mas nem isso conseguiu desviar seus olhos.

Não conseguiu libertá-la da visão de alguém em quem ela já confiou, já se apoiou, já dormiu com, parado ali com aquela expressão. Aquele desdém. Aquele estranho, triunfante desgosto.

“O que…” Sua voz quebrou no nada. Ela fechou os olhos, uma vez, forte, como se um piscar pudesse apagá-lo da realidade.

Quando ela os abriu, ele estava mais perto.

Seu sorriso se alargou.

“O quê?” ele ecoou, inclinando-se como se saboreasse sua confusão tremulante. Ele estendeu a mão e tocou sua bochecha com uma familiaridade que fez seu estômago revirar. “Surpresa em me ver?”

Ela virou o rosto, rangendo os dentes, um som suave, rouco de recusa escapando de seu peito. Ela sacudiu sua mão de sua pele como se fosse algo queimando.

A expressão de Antonio mudou num instante.

O tapa veio mais rápido do que sua mente pôde registrar a intenção por trás disso. Um flash quente, violento explodiu em sua visão—luz explodindo por trás de suas pálpebras, som saindo do mundo.

Sua cabeça virou para o lado, e por um momento havia apenas estrelas flutuando em águas escuras.

“Atena!” A voz de Ewan se quebrou em um grito cru. “Seu covarde—!”

Mas os homens riam.

A risada curta, cruel de Herbert. A de Antonio, mais suave, deleitada. Sua diversão a atingiu tão acentuadamente quanto o golpe.

Antonio segurou seu queixo grosseiramente, levantando seu rosto, forçando seu olhar para cima. Seus olhos brilhavam com algo muito próximo de satisfação.

Ewan lutava contra as cordas até que a madeira sob ele gemia. Seu rosto estava vermelho de esforço, os tendões no pescoço se destacando dolorosamente enquanto ele se debatia. Mas as amarras seguravam, cortando sua pele até que marcas surgissem, cruas e dolorosas.

Antonio olhou para ele, quase preguiçosamente. Então ele bateu nela novamente.

E novamente.

Não o suficiente para quebrá-la—não, ele não tinha esse objetivo. Ele mirava na humilhação. No medo. No conhecimento de que ela não poderia pará-lo. Cada golpe caía como um ponto final em alguma sentença privada que ele manteve enterrada por muito tempo.

O lábio de Atena rachou. Calor escorria por seu queixo. Seu nariz latejava no ritmo de seu pulso acelerado.

Os olhos de Ewan se encheram de lágrimas, lágrimas impotentes escorrendo sem permissão. Sua voz se quebrou em súplicas roucas, depois em ameaças, depois em um som baixo, gutural que não era totalmente humano.

Antonio não olhou para ele enquanto agarrava Atena novamente, os dedos cravando-se cruelmente em seus ombros, arrastando-a para mais perto. Ele não olhou para Ewan quando forçou sua boca contra a dela—brutal, possessivo, destinado apenas a degradar.

As lágrimas de Atena escorriam por suas bochechas, nascidas da dor, do choque, da insuportável falsidade daquilo.

Ela provou sangue e desespero.

O grito estrangulado de Ewan rasgou a sala, algo mais profundo e mais ferido do que um grito. Suas lutas se tornaram frenéticas, as cordas se cravando mais fundo em seu pescoço, seus pulsos, seu peito. Sua pele se partiu em alguns lugares, linhas finas de vermelho marcando a violência de seu desespero.

Antonio manteve seu aperto sobre ela—mãos se movendo com controle provocador, reivindicando espaço em seus seios que a fazia recuar para dentro, tentando afastar sua alma do momento.

Ela se sentiu despida, não de roupas, mas de segurança, de dignidade, da versão de si mesma que uma vez acreditou conhecê-lo.

Quando ele finalmente a soltou, ela se afundou nas cordas, sua respiração instável, sua visão turva. Sua bochecha latejava. Sua boca tinha gosto de cobre. Suas costelas doíam de como ela se esforçava para se manter unida.

Ele a atingiu uma última vez.

A voz de Ewan estava perdida, apenas grunhidos escapavam de seus lábios.

“Você sabe,” Antonio disse, seu tom conversacional, quase afetuoso, “o quanto eu queria fazer isso?”

O sangue dela esfriou.

“Você sempre andava por aí,” ele continuou, inclinando-se para que sua voz roçasse o ouvido dela, “se achando superior. Como se você dominasse todos os lugares que entrava. Como se fosse intocável.” Seu sorriso se distorceu. “Achava que era melhor do que todo mundo. Melhor do que eu.”

O estômago de Atena se revirou.

“E naquela época,” ele prosseguiu, sua voz mergulhando em algo mais sombrio, “quando estávamos juntos… você sempre foi tão teimosa. Malcriada, até. Eu queria amarrar você naquela época também.” Ele riu suavemente. “Você era muito mais problema do que as outras.”

Seus olhos se arregalaram. “As… outras?” ela sussurrou, sua voz quase sumida.

Ele inclinou a cabeça, divertido. “As garotas antes de você. Eu não mantive nenhuma delas por muito tempo. Muito grudentas. Muito barulhentas. Muito inúteis.” Ele deu de ombros. “Então me livrei delas.”

Seu fôlego parou novamente.

“Livrou-se…?” A pergunta mal deixou seus lábios.

Ele sorriu. “Se eu não tivesse amado você, Atena… você teria ido embora no primeiro mês.”

O mundo caiu sob seus pés.

Sua pele ficou congelada. Seu pulso parou bruscamente antes de voltar em disparos aterrorizados. Sua mente se agitava, em pânico, tentando entender como ela havia amado alguém que poderia dizer tais palavras, que poderia revelá-las com orgulho.

Eu teria me casado com ele, ela pensou. Seu estômago revirou. Eu teria me casado com um serial killer.

Antonio inalou para falar novamente, deleite em seus olhos, mas Herbert levantou uma mão.

“Isso é o suficiente,” Herbert disse levemente, embora a diversão colorisse seu tom. “Você está deixando nossos convidados desconfortáveis.”

Ambos os homens riram.

O guarda arrastou duas cadeiras com um som de arranhão, colocando-as na frente de Atena e Ewan.

Herbert sentou-se com graça tranquila. Antonio afundou-se ao lado dele, cruzando uma perna sobre a outra, elegância em desacordo com a crueldade que ainda emanava dele.

Ewan olhou para eles, mandíbula cerrada, dentes rangendo. Ele parecia pronto para quebrar algo—qualquer coisa—se pudesse se libertar.

“Então,” Herbert disse, cotovelos repousando casualmente sobre os joelhos. “Como estamos hoje?”

Silêncio.

Atena olhou para o chão, sua respiração trêmula. Ewan encarou Herbert como se o olhar pudesse queimá-lo.

Herbert suspirou exageradamente e fez um gesto em direção ao guarda.

O guarda removeu seu cinto com um movimento praticado, quase rítmico.

O primeiro golpe caiu nas costas de Ewan. Ele mal se mexeu—seu corpo estava muito tenso, demasiado consumido pela fúria para registrar qualquer outra coisa.

Então o segundo golpe atingiu Atena.

Seu grito foi arrancado antes que ela pudesse contê-lo.

Ewan rugiu, todos os músculos dele se contraindo enquanto ele lutava contra as cordas novamente. “Pare… PARE!! me bata, não…!”

O riso de Antonio se sobrepôs ao de Herbert, ambos deleitando-se com o espetáculo.

“Ela é sua fraqueza,” Herbert observou, sorrindo. “Sempre soube disso.”

Antonio assentiu pensativamente. “Você está certo novamente, Herbert. Mulheres são um risco. Sempre foram.”

Seu olhar voltou para Atena. “Mas acredito nisso agora mais do que nunca.”

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