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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 520

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Capítulo 520: Casa de Morgan

A casa estava quieta demais. Havia um silêncio que parecia errado, como se alguém tivesse colocado no mudo uma vida já enfraquecida pelo segredo.

Poeira repousava teimosamente nas bordas dos móveis antigos, e as sombras se agarravam aos cantos como se tivessem criado raízes. Havia teias de aranha teimosas no teto, e o cheiro distinto de mofo vindo de todos os lugares.

Mas isso era de se esperar; o proprietário estava morto e assim estava sua vontade de se manter vivo.

Atena movia-se através do silêncio com uma leve carranca entre as sobrancelhas. Ela varreu sua lanterna através de mais uma gaveta, mais uma caixa sem sentido, mais um beco sem saída.

Atrás dela, ela ouviu Ewan mover-se. “Alguma coisa?” ele perguntou.

Atena suspirou. “Não. Nenhuma maldita coisa.”

Eles estavam atrás disso há horas — seguindo o último fio que Morgan havia deixado para trás quando o torturaram meses atrás. O colar. A única bugiganga que ele se recusou a deixar até o fim.

Spider havia encontrado coordenadas que levavam direto a esta casa, o que deveria ser encorajador, mas em vez disso a busca parecia como perseguir fumaça. Não havia nada aqui, nada que ela pudesse ver.

Ela bateu a tampa da caixa de madeira que estava verificando. “E essa coisa estúpida não cabe em nenhuma das caixas aqui,” ela murmurou, segurando o colar de prata. O pingente de chave brilhava opacamente, zombando dela.

Então—dedos quentes tocaram sua traseira.

Atena congelou. “Sério?”

O riso de Ewan era baixo e descarado. Quando ela se virou, ele estava perto demais, olhos brilhando no quarto escuro, boca curvada com aquele charme perigoso que tinha todo o direito de fazer seu coração hesitar.

“Você parecia estressada,” ele murmurou, completamente sem se desculpar.

“Você é louco,” ela sussurrou, mas não recuou.

A mão dele deslizou para sua cintura, puxando-a contra ele. O calor familiar de seu corpo aliviou algo embolado no peito dela. Ele beijou a ponte do nariz dela, suave e breve, mas o suficiente para derreter sua resistência.

“Estamos em uma missão, Ewan,” ela lembrou, cutucando o peito dele.

“Hmm. E eu não posso te beijar em uma missão?”

“Você pode… mas deixa minha bunda em paz. Concentre-se.”

O sorriso dele se alargou. “Sim, senhora.”

Ela revirou os olhos, mas a provocação havia feito seu trabalho. Além disso, ele não estava se afogando na raiva que o consumiu depois que descobriram a verdade sobre a morte de seus pais.

As sombras, claro, visitavam seu rosto às vezes, nos dias seguintes, mas ela sempre se certificava de que ele não estivesse sozinho. Era ou ela estava com ele, ou os gêmeos estavam grudados nele.

A família também havia sido carinhosa, sem exagerar a ponto de lembrá-lo do mal, mas o suficiente para mostrar que se importavam. Chelsea até assou um bolo para ele dois dias atrás; e ela quase nunca entrava na cozinha para nada.

Atena saiu de seus braços momentos depois e examinou a sala de estar novamente—desesperada por algo, qualquer coisa, para justificar virem aqui.

Não havia nada… até que seu olhar varreu a lareira.

Seu coração parou.

Lá—bem na moldura de pedra, mal visível, pois as teias de aranha tinham tomado o centro do lugar—havia uma discreta indentação retangular. Uma pequena demais para qualquer chave regular. Mas perfeita para—

“Ewan,” ela sussurrou, apontando.

Ele seguiu seu olhar. Seus olhos se arregalaram. No segundo seguinte, ele segurou seu rosto, beijou-a na boca rapidamente e profundamente. “Amuleto da sorte,” ele murmurou contra os lábios dela.

Ela riu, adrenalina já subindo. “Vamos!”

Eles correram para a lareira.

Atena pressionou a chave do colar na fenda. Nada aconteceu a princípio. O silêncio parecia sufocante… até que um clique suave ecoou pela sala.

Então, todo o interior da lareira estremeceu—empurrando para trás antes de deslizar para a esquerda.

Uma nuvem de poeira se levantou quando um pequeno compartimento se revelou.

Dentro havia uma caixa antiga, com moldura de ferro.

Ela trocou um olhar de empolgação com Ewan.

Ele estendeu a mão, levantou a caixa e a colocou suavemente no tapete empoeirado. A fechadura era idêntica à do buraco da fechadura do colar também.

Atena inseriu o colar novamente. Outro clique. A caixa rangeu ao abrir.

Eles se inclinaram sobre ela juntos.

Documentos. Pilhas deles. Contratos dobrados. Cartas. Recibos. Fotos. Impressões de computador antigas com carimbos de tempo de décadas atrás. E um diário—a caligrafia instantaneamente reconhecível de Morgan.

O pulso de Atena acelerou. Ela alcançou a caixa e pegou o diário. Ela o abriu, com os dedos voando enquanto cruzava datas e anotações.

“É igual ao outro diário dele,” ela murmurou.

Ewan pairava atrás dela. “O que tem nesse aqui?”

“Transações… há uma detalhando um contrato,” ela disse, levantando um pacote grampeado. “Entre ele e… codinome Lagostim.”

Ewan ficou tenso. “Lagostim? Isso é—”

“Herbert,” Atena completou. “Sim. É ele. Mas precisamos de provas sólidas.”

O contrato por si só não era suficiente—não em um mundo onde inimigos manipulavam rastros de papel como massa de modelar.

Ela cavou mais fundo na caixa.

Mais documentos. Alguns alinhados com coisas escritas no diário. Outros eram completamente novos, dias antes de sua captura—registros de transações, comunicações codificadas e coordenadas de vários locais de entrega. Cada um apontava mais fundo na teia retorcida que eles vinham desvendando há meses.

Então, bem no fundo—escondido sob folhas soltas—ela encontrou pequenos retângulos pretos.

Chips de áudio.

“Áudios,” Atena sussurrou.

Ewan se inclinou mais perto. “Nós temos algo para tocá-los?”

“Não.” Ela virou o chip. Sem marcas, sem data. “Precisamos levá-los para algum lugar mais seguro. Onde possamos escaneá-los adequadamente.”

Eles se olharam—a concordância mútua passando silenciosamente. Era hora de partir.

Eles devolveram os itens na caixa, a trancaram com o colar e fecharam o compartimento oculto apenas o suficiente para parecer intocado. Ewan escondeu a caixa sob sua jaqueta enquanto saíam da casa.

Lá fora, o ar frio da noite os atingiu.

Quando chegaram ao carro, Atena entrou no banco do passageiro enquanto Ewan levantava a almofada do banco do motorista, deslizando a caixa por baixo.

Ela exalou. “Ok. Agora vamos…”

“Para a Casa de Herbert,” Ewan disse, ligando a ignição.

“Zane nos deu acesso, certo?”

“Sim. O pai dele está viajando. Alguma conferência.”

Atena olhou pela janela enquanto saíam da entrada da Casa de Morgan. Conferências todas as vezes. Sobre o que era essa? Mais discussões sobre como usar ou fechar o Projeto Cinza?

Ela olhou para Ewan, cujos olhos permaneciam na estrada, mas ocasionalmente se fixavam nela. “Finalmente vamos pegá-lo. Vamos, Ewan.”

Ewan estendeu a mão, apertando a dela. “Sim, meu amor. E desta vez, vamos terminar do jeito certo. Sem mais surpresas. Sem mais jogos.”

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