Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 516
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Capítulo 516: Verdade? II
O pavor se acumulava no estômago de Atena quanto mais ela observava Ewan.
Sua tez, já pálida de choque, continuava perdendo cor até ele parecer quase translúcido, como alguém à beira de um ataque de pânico.
Ela nunca o havia visto assim – nem mesmo nos piores momentos do caso judicial que havia ocorrido entre eles meses atrás. Sua respiração estava superficial, ombros tensos, olhos desfocados, mãos tremendo contra as coxas.
Sua própria mente, frenética e caótica, tentava remontar as últimas palavras que tinha dito. O nome que ela tinha proferido casualmente—Limey Linwood—de repente tinha um gosto metálico em sua língua. Um frio estranho desceu por sua espinha.
Ela sussurrou o nome novamente, desta vez devagar, como se provasse cada sílaba. E então seu coração martelou dolorosamente quando as letras se rearranjaram em sua mente.
Limey. Miley.
Seus olhos se abriram arregalados.
Um pseudônimo. Um disfarce. Uma cientista conhecida pelos colegas por sua genialidade, mas conhecida no mundo médico sob um pseudônimo.
Limey Linwood… havia sido a mãe de Ewan. Ela se lembrou de Ewan falando sobre ela apenas dias atrás, sobre sua fascinação por ciência e drogas.
A realização a atingiu com força brutal. Um fluxo de calor, depois gelo, depois um tremor oco que ela não podia esconder. Ela olhou para Ewan, observando seu olhar fixo no espaço vazio diante dele como se estivesse vendo fantasmas que só ele podia ver.
Ao lado da porta do carro estava John, ainda flanqueado por guardas. Suas sobrancelhas estavam franzidas em confusão e algo muito mais escuro—medo. Sua voz rompeu o silêncio, tensa e instável.
“Alguém vai me dizer qual é o problema? Falei demais?”
Ninguém respondeu. Nem Sandro, que estava sentado rigidamente no banco do motorista. Nem Zane, que estava com a boca levemente aberta. Nem Aiden, que parecia tão perplexo quanto.
Foi Atena quem finalmente encontrou sua voz—rachada, pequena, trêmula.
“Ela… Limey Linwood… ela não era apenas uma pesquisadora.”
O peso da verdade pressionou o carro como uma nuvem de tempestade prestes a se romper.
“Ela era a mãe de Ewan.”
Silêncio absoluto.
A respiração de Aiden se prendeu bruscamente.
Zane se virou lentamente para olhar para ela, como se esperasse que ela estivesse brincando.
Sandro xingou baixinho.
E John…
John fechou os olhos como se as palavras fossem facas.
Quando os abriu novamente, lágrimas brilhavam ali – não as lágrimas de um homem inocente, não exatamente, mas de alguém que acabara de encontrar uma razão para odiar seu próprio passado.
“Eu… por favor,” ele sussurrou, a voz se quebrando. “Juro pela minha vida—eu não sabia. Eu não sabia quem ela era. Eu não…”
Ele engoliu em seco, o peito subindo e descendo enquanto o peso dos velhos pecados que havia acabado de confessar o cercava.
“Naquela época… eu estava aceitando qualquer trabalho que aparecesse. Qualquer coisa que pudesse elevar as Víboras. Qualquer coisa para construir poder. Eu não sabia seu nome, sua família, nada. Eles me disseram que ela tinha bloqueado o projeto e precisava ser… lidar. E eu fui estúpido. Eu não fiz perguntas.”
Sua voz se quebrou completamente. “Se eu soubesse—”
Ele não conseguiu terminar. A vergonha estrangulou o resto.
Ewan permaneceu silencioso. Terrivelmente silencioso. Ele nem sequer piscou.
Atena sentiu a tensão irradiando dele—uma raiva feroz, fervente, que ela só havia vislumbrado uma vez antes, quando sua vida foi ameaçada. Mas essa raiva era mais profunda. Mais antiga. Enraizada em uma dor tão pesada que ela se sentia esmagada sob seu peso.
Ela precisava quebrar a paralisia antes que algo catastrófico acontecesse.
“John,” ela disse suavemente. “Vá.”
Os olhos dele se levantaram, confusos.
“Vá,” ela repetiu, mais firme agora. “Apenas… vá para casa. Em segurança. Não faça nada estúpido como se machucar. Por favor.”
A voz dela vacilou, mas sua motivação era clara—havia apenas tanto que um homem podia enfrentar em um único dia sem desmoronar sob isso.
E Ewan poderia ser bom com autocontrole, mas havia limites também…
John hesitou, o olhar piscando para Ewan novamente, como se implorasse silenciosamente por perdão. Mas Ewan não se moveu. Não olhou. Não respirou.
John finalmente assentiu, os ombros caindo, e se virou. Os guardas o seguiram imediatamente, guiando-o de volta para o segundo carro e para o comboio já organizado para confundir qualquer rastreador que o pessoal de Kael pudesse ter colocado.
Assim que ele desapareceu de vista, o silêncio no carro se aprofundou—denso, sufocante, absoluto. Ninguém ousou falar. Nem mesmo Sandro, que normalmente nunca faltava palavras.
A viagem para casa foi dolorosamente silenciosa. Cada curva da estrada parecia ecoar o crescente silêncio de Ewan.
—
No momento em que entraram na mansão, o ar mudou.
Bandeiras e balões pendiam do teto, indicadores da celebração pela vitória no tribunal que Florence havia planejado. Risadas pairavam suavemente, a casa com o aroma de refeições preparadas e o calor da família.
Mas tudo congelou assim que a porta se fechou atrás deles.
Florence, que estava rindo com Chelsea momentos antes, parou no meio do movimento. Seus olhos, afiados e sábios, examinaram primeiro Atena—depois Ewan—e sua expressão se apertou. Ela não precisava de explicações. Podia sentir o desastre.
“Cairo,” Florence disse suavemente, “leve os gêmeos para cima.”
Cairo, perceptivo como sempre, deu uma olhada no rosto de Atena e não protestou. Ela conduziu os mais jovens para longe em passos silenciosos.
Jessica, parada perto da porta da cozinha, enrijeceu quando viu a expressão de tempestade de Ewan. Ela se desculpou silenciosamente. Ela o evitara antes, desconfiando dele, mas o que via agora não era frieza—era dor, e ela não queria intrujar.
Gianna e Chelsea ficaram para trás, trocando olhares preocupados. Areso seguiu Jessica, não querendo ser interrogada por sua mãe se ficasse.
Spider entrou exatamente naquele momento, pronto para oferecer suas congratulações. Mas parou imediatamente quando sentiu a tensão. Seu cumprimento alegre morreu em seus lábios. Ele simplesmente assentiu e se sentou, esperando.
Quando todos estavam acomodados, Atena finalmente contou a eles o que havia acontecido, roboticamente.
Tudo. A confissão de John. O projeto. A conexão. A mãe de Ewan.
Quando ela terminou, houve um silêncio mortal; houve suspiros; houve expressões de choque.
Gianna, por um lado, estava apertando o braço do sofá com força, dor e descrença, uma boa mistura em seu rosto.
Zane foi o primeiro a falar—voz trêmula de desespero.
“Meu pai não faria… Ele não é… Nós nem sabemos se John está dizendo a verdade.”
Aiden balançou a cabeça lentamente. “Eu não acho que ele está mentindo.”
Ele alcançou sua bolsa e puxou um arquivo.
Um grosso—aquele em que ele e Spider estavam trabalhando há semanas.
Ele o colocou sobre a mesa.
“Herbert era dono do terreno onde foi encontrada a primeira cepa do vírus,” Aiden disse calmamente. “O mesmo terreno onde aqueles médicos criminosos foram capturados.”
Atena fechou os olhos. Isso deve ser o motivo do seu estado melancólico no carro antes da confissão de John. Seu amigo havia segurado ou suspeitado da verdade.
“E Herbert tinha permissão para acessar os escritórios presidenciais. Isso explica como estruturas como aquela poderiam existir despercebidas. Apenas alguém com enorme acesso político poderia ter financiado um local de pesquisa oculto como o que atacamos.”