Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 512
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Capítulo 512: Onde Ela Pertencia
Atena voltou para casa com um humor brilhante, quase cantarolante, o tipo de humor que flutuava ao seu redor como luz solar quente. Nem o peso de precisar de testemunhas fortes para o caso a abalava; ela se recusava a deixar que isso acontecesse.
Ela entrou na mansão, cantarolando suavemente, seus passos leves, seus ombros relaxados. Mas parou no meio do cantarolar quando entrou na sala de estar.
Todos estavam lá — toda a sua família, amigos incluídos — esperando, conversando suavemente entre si até que a notaram. A visão aqueceu seu peito novamente.
Ela já tinha pensado nisso inúmeras vezes, mas momentos como aqueles a faziam sentir ainda mais forte: essa comunidade era uma das maiores bênçãos do universo para ela. Ela sentia isso em seus ossos.
Ela não perdeu tempo. As crianças correram para ela primeiro, e Atena deixou beijos brincalhões e barulhentos no topo de suas cabeças, fazendo-os guinchar. Ela bagunçou o cabelo de Cairo a seguir; a menininha ofereceu a ela um sorriso fraco, quase imperceptível, mas estava lá — suave, tímido, ainda em recuperação — e o coração de Atena apertou.
Ela cumprimentou seus avós, sua voz calorosa, antes de se virar para o resto da sala. Então, sem hesitação, ela se jogou no espaço ao lado de Ewan — o mesmo lugar que Sandro acabara de desocupar, sabendo que era melhor dar espaço ao casal.
Sorrindo, Atena inclinou-se e pressionou um beijo tímido na bochecha de Ewan.
“Oooh,” a família entoou de uma vez.
As bochechas de Atena esquentaram, e ela enterrou o rosto brevemente contra o ombro de Ewan enquanto ele ria, envolvendo um braço em sua cintura.
Beijar Ewan audaciosamente na frente de sua família e amigos nunca deixava de deixá-la tímida. Ela desistira de tentar entender o porquê, acreditando que desapareceria com o tempo.
“Então,” Areso perguntou provocativamente, “como foi?”
A memória a atingiu, e Atena não conseguiu evitar o sorriso lento que se espalhou por seus lábios. Seu avô, observando-a de perto, balançou a cabeça com um pequeno suspiro resignado — mas também estava sorrindo, e ela podia ver o orgulho escondido atrás de seus olhos.
“Foi melhor do que eu planejei,” Atena disse, inclinando-se um pouco para trás, uma satisfação tranquila colorindo sua voz. “Queria ter capturado a expressão dele.”
Risos ecoaram na sala de estar, mesmo enquanto ela entrava em mais detalhes.
Quando terminou, exalou, então trouxe à tona o assunto que estava no fundo de sua mente — as testemunhas. Imediatamente, a sala suavizou com preocupação.
Ewan apertou sua cintura gentilmente. “Está resolvido.”
Atena virou-se para ele com uma sobrancelha levantada, com um sorriso incerto. “Resolvido?”
Ele assentiu uma vez, despreocupado, confiante. “Connor e o antigo chefe serão testemunhas.”
O sorriso de Atena vacilou. “Mas… a liberdade deles, Ewan. Isso não os colocará em risco? Connor especialmente—”
“Tenho tudo sob controle,” ele disse, sua voz firme, calorosa, tranquilizadora de uma maneira que apenas ele conseguia. “Eu prometo.”
Ela o encarou por mais um segundo, então lentamente deixou a preocupação se dissolver. Se Ewan dizia que estava resolvido, então estava. Ela confiava nele com cada parte de si mesma.
Um pequeno suspiro aliviado escapou, e ela derreteu em seus braços, descansando a cabeça em seu ombro, ignorando as piscadelas sugestivas dos amigos, aceitando o silêncio confortável.
Kathleen e Nathaniel vieram segundos depois, abraçando-a apertado, ela e Ewan, beijando suas bochechas, murmurando boa noite com vozes sonolentas.
Atena os reuniu, inspirando seu calor familiar. “…Eu também amo vocês.”
Foi quando ela notou Cairo parada um pouco afastada, seus olhos cheios de algo saudoso — nostalgia, desejo, uma dor silenciosa por algo que tinha perdido.
Ela levantou uma mão e acenou para a menininha, gentilmente.
Cairo piscou, surpresa — ela não esperava por isso — mas seus pés se moveram por instinto, levando-a em direção a Atena.
Atena se afastou de Ewan e abriu os braços.
Cairo hesitou por um segundo… então entrou no abraço.
Atena a envolveu em um abraço suave, mas firme, uma mão subindo para segurar a parte de trás de sua cabeça. As pequenas mãos de Cairo finalmente se levantaram, pousando ao redor da cintura de Atena em um abraço tímido, incerto, que tocou o coração de todos.
“Boa noite, Cairo,” sussurrou Atena, beijando sua testa com o mais suave toque de lábios.
A menina assentiu, olhos brilhando com algo frágil, algo lentamente se refazendo. Ela deu um passo para trás, acenou levemente e conduziu os gêmeos para seus quartos.
Atena os observou partir antes de afundar nos braços de Ewan. Ele deixou um beijo terno em sua testa, murmurando suavemente, “Você é uma heroína, sabe disso.”
Do outro lado da sala, seus avós também estavam sorrindo, cheios de afeição. Desejos de boa noite começaram a flutuar no ar enquanto as pessoas começavam a se levantar.
Atena suspirou satisfeita, músculos relaxando. “Acho que… Vou me retirar para a noite,” ela disse, embora seus olhos demorassem em Ewan, silenciosamente desejando mais tempo com ele. Eles estavam sozinhos na sala de estar.
Mas Ewan balançou a cabeça de forma brincalhona. “Ainda não.”
Seu coração deu uma pequena, surpresa batida. “Ainda não?”
“Eu tenho algo para você.” Sua voz baixou, quente, pesada de significado.
Oh.
Claro que ele tinha.
Claro que ele havia planejado algo. Estava escrito em todo seu rosto.
Ele se levantou e ofereceu sua mão. Ela colocou a dela instantaneamente, seu pulso acelerando enquanto ele a conduzia para fora da mansão em direção à cabana—a mesma cabana onde eles compartilharam seu primeiro jantar de aniversário juntos. Ela sentiu seu coração acelerar a cada passo.
Outro jantar?
Quando chegaram ao pequeno caminho que levava à cabana, ela arfou suavemente.
Flores. Espalhadas pelo chão formando um delicado, sinuoso caminho—pétalas macias formando um caminho que parecia brilhar sob as luzes quentes levando à porta. Vermelhos, rosas, brancos, pétalas como confetes e sussurros de romance.
Seu fôlego falhou. Ela apertou a mão de Ewan com mais força, sobrecarregada, seu coração escorregando para aquela sensação quente e consumidora que ela nunca conseguia descrever totalmente—amor, profundo e infinito.
A cabana em si estava suavemente iluminada, as janelas acesas por dentro com um tom dourado. Quando ele empurrou a porta, ela quase esqueceu de respirar.
O interior havia sido transformado novamente—como pisar em um conto de fadas. Velas tremeluziam em todos os lugares, a luz dançante se espalhando pelo chão de madeira. A mesa estava lindamente arrumada, comida quente esperando, presentes organizados cuidadosamente de um lado. Música suave tocava ao fundo, algo lento e quente.
Ela se virou para ele, os olhos arregalados, a voz mal acima de um sussurro. “O que—o que estamos celebrando?”
Ewan apenas deu de ombros, aquele sorriso familiar puxando seus lábios. “Precisa haver uma razão para celebrar você?”
Seu fôlego parou.
Antes que pudesse responder, ele segurou seu rosto entre as mãos e a beijou. Não levemente. Não de forma brincalhona. Mas com uma espécie de fome que ele havia segurado a noite toda.
Ele a beijou como se tivesse esperado o dia todo por este momento—lento, profundo, suave e selvagem ao mesmo tempo. Atena derreteu-se nele, os dedos se enroscando na sua camisa, seu coração batendo em todos os lugares ao mesmo tempo.
Talvez ele pretendesse esperar. Talvez ele tivesse planejado começar com a comida ou os presentes ou algum discurso que ele havia guardado—
Mas no momento em que a beijou, tudo dentro dele se quebrou.
Ele não sabia se poderia esperar por mais nada… não quando ela estava bem aqui, suave, quente, com gosto de tudo que ele sempre quis.
E Atena—deuses—Atena o beijou de volta com cada gota de emoção que ela tinha guardado em seu peito. Seu mundo virou, calor correndo por seu corpo, sua mente esvaziando-se exceto pela sensação dele.
O cenário de conto de fadas desvaneceu-se. Tudo esquecido.
Havia apenas ele. E ela.
E a certeza avassaladora de que isto—isto—era exatamente onde ela pertencia.