Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 503
- Home
- Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus!
- Capítulo 503 - Capítulo 503: Perfeição. Quase
Capítulo 503: Perfeição. Quase
Já faziam duas semanas desde aquela noite — a invasão do último esconderijo da gangue — duas semanas desde que tudo com o vírus cinza e sua variante havia sido resolvido.
Pacientes tinham sido liberados para suas famílias; a proibição de grandes reuniões havia sido suspensa; e nenhuma outra pessoa havia vindo para tratamento.
Também faziam duas semanas desde que o presidente concedeu a Atena uma honra nacional — adicionando à sua crescente coleção — e desde que Aiden foi promovido a Chefe do Serviço Secreto de Segurança.
Tanto por não trabalhar mais para o governo, após o problema do vírus.
A empresa do Ewan estava de volta ao normal, prosperando novamente. A fusão de suas próprias empresas havia sido anunciada, e os rumores mudaram do vírus cinza para seu possível anúncio como a herdeira do Império Thorne.
Tudo parecia perfeito.
Perfeito porque — Atena olhou para o novo anel de diamante simples em torno de seu terceiro dedo — Ewan tinha proposto casamento a ela duas noites atrás, durante o jantar no restaurante italiano que agora era a sensação do momento. Eles haviam mantido sua promessa ao dono, Dario, que Atena suspeitava ter se afeiçoado bastante à sua amiga, Areso.
Perfeito porque Ewan tinha certeza de que ela se sentisse nas nuvens todos os dias. Seus filhos estavam com boa saúde — prosperando — e até mesmo tentando fazer amizade com Cairo, que sua avó vinha falando em adotar.
Cairo, que ainda não tinha dado um sorriso desde aquela noite — um lembrete silencioso para Atena de que nem todos os pontos soltos tinham sido resolvidos.
Ainda assim, ela ria livremente agora, e desfrutava das carícias de Ewan em seu corpo, embora ele ainda estivesse hesitante em cruzar aquele limiar que ambos ansiavam por se afogar.
No entanto, havia um nó em seu estômago, um que apertava às vezes quando ela se lembrava de Kael — lembrava que ele ainda estava desaparecido, assim como o principal autor do crime.
O presidente havia dado uma longa entrevista na semana passada após uma reunião com ela e sua equipe — para esclarecer os fatos sobre o vírus antes de apresentá-los ao público. No final, ele havia advertido a todos para permanecerem vigilantes e reportarem qualquer movimento suspeito.
Até agora, não havia relatos reais — a menos que você conte os falsos de pessoas esperando ganhar algum dinheiro rápido.
Ela suspirou, fechando o documento diante dela na mesa. Seus olhos derivaram para o relógio.
Já são 11 horas da manhã?
Ela precisava começar a se mover em direção à empresa de seu avô — o anúncio estava acontecendo hoje.
Ela havia falado com Herbert sobre sua posição no hospital alguns dias atrás. Este último lembrou-a do contrato que ela havia assinado, pedindo-lhe que esperasse enquanto procurava por um substituto.
Ela aceitou o pedido dele, compreendendo seu ponto de vista. Afinal, ela havia apenas dado um aviso prévio.
Esperançosamente, ele encontraria alguém em breve.
No entanto, ela recomendou Kent a ele — aquele que operou nela quando o rastreador foi encontrado em seu interior — bom amigo de Ewan. Ela acreditava que Kent seria um bom substituto.
Refletindo em seus pensamentos, Atena se levantou e alisou as dobras invisíveis de sua saia azul-marinho ajustada. Ela pegou seu casaco, sua bolsa e começou a sair do escritório.
Seu telefone tocou com uma mensagem de sua avó, e ela soube imediatamente que a reunião estava prestes a começar.
“Logo estarei aí, vovó…” ela digitou rapidamente, prestes a alcançar a porta quando esta de repente se abriu — deixando entrar Herbert.
“Herbert, oi… boa tarde.”
Enquanto ela o cumprimentava, um sorriso se formou em seus lábios, embora suas sobrancelhas se franzissem em curiosidade. A última vez que haviam falado, ele estava no meio do continente.
“Atena, vejo que você já está indo para a reunião da diretoria?” Herbert disse, entrando.
Atena assentiu. “É por isso que você voltou tão cedo?”
Herbert assentiu, gesticulando para que ela saísse primeiro. Ele a seguiu de perto.
“Eu tenho algumas ações na sua empresa,” ele disse casualmente.
Atena riu, olhando para trás para piscar para Ciara antes de sair do espaço. “Ainda não é a minha empresa.”
Herbert bufou. “Ainda seguindo o caminho modesto?”
Atena deu de ombros, apertando o botão do elevador. “Como foi a aquisição?”
“O de sempre,” Herbert respondeu enquanto entravam no elevador. “Mas imagine, você é o rosto por trás das empresas que estou tentando comprar há alguns meses.”
Uma risada escapou de Atena, suave mas divertida, e ela sorriu. “Desculpe então, velho.”
Herbert zombou, cruzando os braços enquanto o elevador começava a descer. “Você é uma mulher de sorte. Tem certeza de que o melhor que pode fazer é o Ewan?”
Desta vez, Atena riu alto, percebendo o significado oculto e o humor em seu tom. “Sim,” ela respondeu simplesmente, ainda sorrindo.
O relacionamento deles não era exatamente mais privado.
Quando as portas do elevador se abriram, Rodney já estava esperando no estacionamento. Ao ver Atena se aproximar, ele imediatamente abriu a porta do carro.
“Para onde, senhora?”
“Para a empresa do meu avô…” ela respondeu, mas pausou quando percebeu que Herbert ainda estava com ela.
“Posso me juntar a você?” ele perguntou antes que ela pudesse dizer uma palavra.
Ela franziu ligeiramente a testa, mas assentiu, gesticulando para que ele entrasse pelo outro lado.
“Obrigado,” ele disse ao se acomodar.
“Então, me diga,” Herbert começou alguns minutos depois, depois que Rodney saiu do estacionamento. “De que forma nossos negócios podem prosperar juntos—você sabe…”
Atena riu suavemente, balançando a cabeça. Este velho era um empresário por completo.
Momentos depois, eles chegaram à empresa dos Thornes.
O prédio erguia-se à frente—grande, majestoso, um arranha-céu que captava a luz do sol em cada painel de vidro. Suas paredes elegantes refletiam a silhueta da cidade como um espelho. O emblema—um brasão dourado em forma de fênix surgindo de uma coroa—estava gravado bem acima da entrada principal, ousado e imponente.
Era o maior prédio que ela já tinha visto, e mesmo depois de todos esses anos, ainda tirava seu fôlego.
O império do seu avô. E agora, logo seria dela.
Ela olhou novamente para seu anel, o pequeno diamante brilhando sob a luz da manhã. Tanta coisa havia mudado em duas semanas. Tanta coisa ainda era incerta.
Mas por enquanto—
Era o suficiente para respirar, para estar ali, para sentir aquela rara sensação de equilíbrio entre o caos que ela tinha sobrevivido e a paz que estava construindo.
Perfeito.
Quase.