Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 499
- Home
- Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus!
- Capítulo 499 - Capítulo 499: Última Invasão?
Capítulo 499: Última Invasão?
A noite estava densa e silenciosa. O tipo de silêncio que segurava a respiração antes que o caos se instalasse.
No esconderijo, Ewan e Atena se agacharam em uma crista de terreno áspero, a metros da casa espalhada que pairava como uma besta no escuro. Ao lado deles estavam Aiden, Susan, Sandro e uma pequena equipe de agentes treinados — dez ao todo — cada um designado para a missão com precisão silenciosa.
Suas roupas táticas pretas se fundiam com a noite. Todos estavam vestidos com armaduras completas — capacetes foscos com viseiras reflexivas, coletes de combate amarrados firmemente em seus peitos, armas penduradas em posição baixa e prontas. Luvas pretas, botas pretas, tudo preto — nem uma faixa de pele exposta.
Até mesmo suas respirações saíam abafadas pelos filtros presos às suas máscaras, leves sopros contra o luar.
Atena ajustou o microfone de ouvido, seus dedos enluvados roçando a lateral do capacete. Ela podia ouvir a voz de Spider crepitando através da estática, afiada e seca de urgência.
“Vocês têm menos de uma hora para entrar e sair,” ele disse. “Coordenadas carregadas. A casa tem algumas assinaturas de calor — dez no andar de cima, provavelmente dormindo. Dois no subsolo. Os gêmeos. Não consigo vê-los claramente, mas eles estão no laboratório, ainda se movendo. Trabalhando. Provavelmente terminando algo.”
Suas palavras vibravam suavemente nos ouvidos de todos, um pulso de calma digital antes da tempestade.
Ewan tocou o pequeno tablet preso ao seu pulso, trazendo à tona a grade digital que Spider havia enviado. Seus olhos se moviam rapidamente, absorvendo, memorizando. Ele parecia cada centímetro o comandante — seu rosto ilegível atrás da viseira, mas sua presença firme, fundamentando.
“Certo,” ele começou, a voz baixa mas transmitida pelos comunicadores. “Vocês todos conhecem suas funções. Aiden — flanqueie à direita com dois agentes. Sandro — vá para a parte de trás com Susan. O resto de vocês cubra os pontos de entrada e mantenha posição. Limpe os cômodos rápido e quieto onde possível. Nos movemos em sincronia, sem heroísmos solitários.”
Ele pausou, olhando brevemente para Atena ao seu lado, depois de volta para seus homens. “Vamos entrar.”
Enquanto os outros se levantavam e desapareciam no escuro, agachando-se e escorregando pelas árvores em direção ao muro do perímetro, Ewan segurou Atena. Sua mão enluvada agarrou gentilmente o braço dela.
Ela se virou, as sobrancelhas franzidas sob o capacete. “O que você está fazendo?”
Por um momento, nenhum dos dois se moveu. Então ele se inclinou mais perto, seus capacetes quase se tocando. “Eu te amo,” ele disse baixinho, a linha de comunicação levando sua voz ao ouvido dela como um sussurro. “Fique segura. Eu já prometi às crianças que você ficaria.”
Um leve sorriso tocou seus lábios sob a viseira. Ela assentiu uma vez, devagar, firme, depois bateu levemente seu capacete contra o dele. “Então é melhor você manter essa promessa,” ela murmurou.
Ele riu por baixo da respiração — um som suave, fugaz — antes de apertar mais firmemente a arma.
Ela esperou que ele se levantasse, e juntos, eles começaram a se mover — baixos, silenciosos, duas sombras deslizando pela escuridão em direção à casa.
O prédio em si era maior de perto — uma estrutura antiga com paredes lascadas e janelas estreitas, a tinta descascando como pele morta. Uma única luz da varanda piscava fracamente perto da frente, lançando sombras fantasmais nas paredes rachadas. O ar cheirava a óleo, metal e fumaça velha. Em algum lugar distante, um cão latiu uma vez e depois ficou em silêncio.
A voz de Spider voltou a soar em seus ouvidos. “Trinta metros de distância. Sem movimento nas câmeras. Procedam.”
Sandro foi o primeiro a alcançar a porta dos fundos. Sua figura ligeiramente grande movia-se com facilidade prática, cada passo medido. Ele olhou para trás uma vez, ergueu a mão em um sinal silencioso. Todos congelaram.
Três segundos de silêncio. Então, ele arrombou a porta.
O estrondo ecoou pela noite, rasgando em pedaços o silêncio.
O som era alto, intencional.
Atena recuou levemente com a explosão, o recuo do som rolando pelo composto. Ewan não se moveu, não corrigiu Sandro. Ele sabia por quê. Sandro nunca gostou de matar pessoas enquanto dormiam.
Para ele, havia algo desonroso nisso — atirar em alguém indefeso. Se fosse para matar, ele queria que fosse de frente.
O grito veio quase imediatamente.
“O que foi isso?!”
Então—caos.
Tiros explodiram, altos e selvagens. As balas rasgaram o ar, ricocheteando no metal, estilhaçando móveis. O clarão dos tiros cortava a escuridão como relâmpagos.
Ewan e Atena se moveram rápido—sincronizados, eficientes. Eles fluíam pelo corredor como água, suas botas silenciosas contra o azulejo rachado.
Ewan cobria o lado esquerdo dela; ela cobria o lado direito dele. Toda vez que ele se agachava, ela se levantava. Toda vez que ela mirava, ele se ajustava ao ritmo dela. Era uma dança—violenta, mortal, impecável.
Gritos enchiam o ar enquanto os membros da gangue tropeçavam para fora dos quartos, meio vestidos e em pânico, agarrando armas.
Os tiros de Atena eram limpos e precisos—um disparo no ombro, outro na perna. Não letais quando possível. Ewan não era tão condescendente. Suas balas atingiam o centro de massa, eficientes e definitivos.
Havia mais deles do que ele esperava. Fiona havia dito que esse era o último encontro dos membros restantes da gangue, mas Ewan assumira que o governo já havia eliminado a maioria deles. Claramente, ele subestimou.
Aranha não havia dado um número—apenas “alguns”. Ewan se amaldiçoou por não ter insistido no detalhe.
“Corredor esquerdo limpo,” a voz de Aiden veio pelos comunicadores, tiros crepitando levemente atrás de suas palavras.
“Direita limpa,” Susan acrescentou sem fôlego.
Atena se abaixou atrás de uma mesa virada enquanto balas batiam na parede acima dela. Pó caiu do teto, sufocando o ar. Ewan se agachou ao lado dela, disparando uma rajada curta em direção à porta. O homem ali caiu, agarrando o peito.
“Você está bem?” ele perguntou, olhando para ela brevemente.
Ela assentiu, limpando o pó do visor. “Melhor do que ele.”
Ewan soltou uma risada curta. “Avançar.”
Eles seguiram em frente, passando por cima de corpos estendidos, o ar pesado com pólvora e fumaça. O pulso de Atena acelerava, mas seu foco nunca vacilava. Sua mente seguia o mapa que Aranha havia lhes dado—as coordenadas para o laboratório subterrâneo. Os gêmeos estavam lá.
“Escadas à frente,” a voz de Aranha cortou novamente. “Três guardas esperando em cima…”
“Entendido,” Ewan disse, sinalizando para os outros.
Eles viraram a última esquina em formação—Sandro primeiro, depois Aiden, então Ewan e Atena na retaguarda.
Os três guardas que Aranha mencionara estavam de fato lá, rifles erguidos, olhos arregalados ao verem a equipe avançando. Eles dispararam.
Atena e Ewan se abaixaram, balas passando zumbindo sobre suas cabeças, faiscando contra o concreto. Sandro soltou um grunhido, rolou para a frente e disparou de volta—sua arma pesada rugindo enquanto ele derrubava dois deles.
O último tentou correr. Atena atirou bem no joelho dele.
Ele caiu gritando.