Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 498
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Capítulo 498: Encontro IV
De volta ao restaurante, todos estavam esperando tensamente.
Atena sentiu isso no momento em que ela e Ewan entraram. O zumbido baixo da conversa havia morrido, substituído por aquele tipo de silêncio que prende a respiração antes de uma má notícia.
Ela raciocinou, ao deslizar para o assento que havia ocupado anteriormente, que Aiden já devia tê-los informado do que havia acontecido; Ewan tinha mantido contato com ele.
Sem esperar que alguém pedisse mais detalhes, ela lhes deu uma versão resumida do encontro com Fiona—sua voz estava equilibrada, cortante, querendo ir direto ao ponto. Todos os olhos na mesa a seguiam enquanto ela falava, a luz bruxuleante do aplique de parede lançando sombras longas sobre seus rostos.
Ela olhou de relance para seus filhos no meio da história, meio esperando confusão, mas seus olhares aguçados diziam o contrário. Eles não estavam incomodados com as “conversas maduras”—suas mentes geniais já haviam capturado e reunido, de alguma forma, tudo o que estava acontecendo.
Atena engoliu um inchaço silencioso de orgulho.
“Precisamos informar o Spider,” disse Susan suavemente quando ela terminou. “Ele não saiu conosco porque ainda está descansando. Recuperando-se ou não, ele precisa saber o que está acontecendo.”
Aiden, que agora estava de pé com as mãos enfiadas nos bolsos, assentiu em concordância. Seu maxilar estava tenso, o leve contração muscular mostrando sua tensão. “Ele será informado. Mas sim—eu apoio a ação. O esconderijo será atacado esta noite. Tudo o que Fiona disse se alinha com o que estamos rastreando.”
O velho Sr. Thorne assentiu com a avaliação de Aiden, embora seus olhos traíssem inquietação. “Se esse for o caso, o tempo não é nosso amigo. Temos que agir imediatamente.”
A atmosfera se espessou, porém, quando Atena declarou silenciosamente que queria se juntar à missão.
Todas as cabeças se viraram.
Chelsea e Areso congelaram, atônitos—não porque duvidassem de sua coragem, mas porque não sabiam. Eles nunca tinham visto esse lado dela.
Para eles, ela era a estrategista, a intelecto, aquela que carregava calor e razão. Nenhum deles, exceto Gianna, sabia que ela era muito habilidosa em combate.
“Não, você não pode.” Sandro foi o primeiro a romper o silêncio. “Atena, você não precisa vir. Nós podemos lidar com isso. Você tem trabalhado incessantemente desde esta semana.”
Atena apenas arqueou uma sobrancelha para ele, seus lábios se curvando em algo entre diversão e desafio. “Eu não estou pedindo permissão, Sandro.”
Gianna deu um sorriso discreto ao lado dela, sua expressão dizia que não estava surpresa. A mente de sua amiga estava, na maioria das vezes, decidida, antes mesmo de falar.
Ewan recostou-se, cruzando os braços como se pesando o protesto que sabia que seria inútil. O canto de sua boca se contraiu. “Ela vai vir,” disse ele finalmente, em um tom que parecia ser definitivo.
Sandro suspirou, balançando a cabeça em derrota. “E assim, meu amigo caiu sob o controle dela.”
Zane, sentado do lado oposto, deu uma risada baixa que carregava um traço de riso. “Sob? Por favor. O homem não teve chance.”
Atena revirou os olhos com as provocações, embora uma leve corada tocasse suas bochechas. “Continuem falando,” murmurou, e isso provocou outra onda de risos na mesa—aliviando, mesmo que brevemente, a tensão no ar.
O momento passou, mas a urgência não. Os planos foram finalizados rapidamente depois disso. Ficou acordado que eles iriam até o esconderijo imediatamente. O velho Sr. Thorne e sua esposa ficariam com os amigos de Atena e as crianças. Os outros homens cuidariam das disposições de segurança tanto no laboratório de Atena quanto na mansão dos Thornes.
Atena pôde sentir a mudança na energia—cadeiras se arrastando, sapatos raspando contra o chão de azulejos, a urgência raspada das pessoas se preparando para a ação. Ela também se levantou, vestindo sua jaqueta, quando algo na mesa chamou sua atenção.
“O que é isso?” ela perguntou, apontando para o cartão brilhante no centro.
Chelsea virou-se para ela, ajustando os óculos com um pequeno sorriso. “Ah, isso. O dono do restaurante passou por aqui mais cedo. Ele nos ofereceu descontos – disse que queria que tirássemos fotos e as postássemos nas redes sociais para aumentar a visibilidade de sua empresa.”
A testa de Atena franziu levemente, curiosidade despertada. “O dono? Como ele é? Um homem velho?”
Antes que Chelsea pudesse responder, Gianna se inclinou para frente, sua expressão iluminada de diversão. “Velho? De jeito nenhum. Ele é bonito. Italiano.”
Isso foi suficiente para fazer as crianças se animarem, todos assentindo em concordância brincalhona.
Susan riu baixinho e entrou na conversa. “Ele realmente é. Só o sotaque, Atena—meu Deus.”
Atena inclinou a cabeça, sorrindo de lado quando seu olhar encontrou o de Areso. Sua amiga estava corando furiosamente, olhos fixos no celular como se isso pudesse salvá-la da atenção.
As sobrancelhas de Atena se ergueram. “Areso?”
Sua amiga estremeceu levemente ao ser chamada, então deu uma risada fraca, acenando com a mão. “Ah, pare. Eu não estou—”
Mas o rubor em suas bochechas se aprofundou, traindo-a.
Atena estava espantada. “Então… minha querida amiga tem uma queda pelo italiano, hein?”
Ela havia mencionado o último apenas por pura curiosidade, mas parecia que algo mais havia acontecido com a chegada do chefe italiano. E ela desejava ter visto o homem que deixou a decidida Areso assim – um espetáculo muito raro.
Gianna explodiu em risadas enquanto Chelsea sorria, balançando a cabeça. “Exatamente o que eu estava pensando! Ela praticamente derreteu quando ele sorriu.”
“Eu não derreti,” Areso disse rapidamente, embora sua voz carregasse aquele tom de quem claramente tinha derretido. “Ele só… parecia gentil. Só isso.”
“Gentil,” Gianna repetiu, prolongando a palavra provocativamente. “Claro.”
Atena riu suavemente, balançando a cabeça. “Vamos deixar a Areso em paz. Vamos nos mover. Temos pouco tempo.”
O riso se dissipou naturalmente, substituído pela tensão focada que veio com a prontidão.
Ewan veio para ficar ao lado dela, sua mão roçando levemente a dela enquanto se preparavam para sair. “Já te disse que você está linda hoje?” ele murmurou.
Atena olhou para ele, um vestígio de sorriso ainda nos lábios. “Talvez…”
Ele tinha dito isso mais vezes do que ela poderia contar. Mas uma garota nunca se cansa de ser elogiada por seu parceiro.
Seus dedos se entrelaçaram nos dele, e ele apertou de volta, uma promessa silenciosa passando entre eles.
“Você é linda, meu amor…”