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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 492

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Capítulo 492: Desculpas II

“Você estava falando muito…”

A voz de Ewan era baixa, provocante, seu hálito ainda roçando os lábios dela enquanto ele se afastava apenas o suficiente para encontrar seu olhar surpreso.

Seus olhos, escuros e investigativos, mantinham os dela cativos. Atena piscou para ele, sua mente ainda cambaleando pelo calor do beijo que a deixara tonta.

“Desculpe,” ela sussurrou novamente, mal audível, mas ele a silenciou com outro beijo – mais firme desta vez, mais profundo, suas mãos deslizando em torno de sua cintura, ancorando-a a ele como se ela pudesse desaparecer se ele a soltasse.

O ar entre eles rareou. Suas respirações se misturaram, seus lábios se movendo em uníssono – desesperados, perdoadores, doloridos. Não era o tipo de beijo que queimava; era o tipo que curava. Cada movimento parecia uma palavra não dita, cada suspiro como uma confissão.

Quando ela finalmente se afastou, ofegante, Atena quase chorou de alívio. Lágrimas brotavam em seus olhos, trêmulas enquanto ela sussurrava, “Pensei que você ficaria bravo comigo… sobre a empresa, tudo.”

O peito de Ewan subia e descia pesadamente. Ele a estudou por um momento, então a puxou para junto de si, envolvendo-a nos braços. Sua voz era áspera quando falou contra o cabelo dela. “Se eu estava preocupado com algo, era que você estava suportando mais estresse do que precisava.”

Seu coração palpitou dolorosamente com sua calma. Ele não estava bravo. Ele não a estava acusando. Ele estava… preocupado com ela.

Foi então que ela percebeu o quanto estava errada. O quanto pouco ela o tinha entendido. Ela havia passado horas construindo a imagem de um homem consumido pelo orgulho, pela vingança e pela fria ambição. Mas, pressionada contra seu peito, ouvindo o ritmo constante de seu coração, ela percebeu o quanto essa imagem era tola.

Ele nunca fora sem coração. Ele simplesmente estava magoado.

“Eu não mereço você,” ela murmurou contra ele.

“Você merece paz,” ele contrapôs calmamente. “E eu pretendo garantir que você a tenha.”

As palavras desfizeram algo dentro dela, desarmando-a completamente.

Depois de um momento, Ewan a guiou até o sofá. Eles sentaram-se próximos, seus joelhos se tocando, o silêncio se estendendo confortavelmente entre eles. Atena respirou fundo, decidindo que era hora.

“Tem algo que eu preciso te contar,” ela começou, sua voz firme. “Sobre a noite passada. Sobre meus avós.”

Ewan inclinou a cabeça, a curiosidade suavizando sua expressão.

“Eu contei a eles o que aconteceu. Sobre John. Sobre tudo que ele confessou antes de deixar o país.”

Por um momento, ele não disse nada. Então seus lábios se curvaram. “Você fez?”

Atena assentiu. “Eu pensei… eles mereciam saber.” Uma pausa. “Eles o perdoaram, Ewan.”

Ele se inclinou para frente, os olhos quentes de gratidão. “Obrigado.”

Ela sorriu suavemente, mas ele não havia terminado. Sua mão subiu, acariciando o rosto dela, o polegar roçando sua pele. “De verdade, Atena. Obrigado.”

Ela abriu a boca para responder, mas antes que as palavras pudessem se formar, Ewan pressionou um beijo suave na ponta do nariz dela. O gesto inesperado a agradou, depois a fez rir. Um som quieto e suave que encheu a sala com calor.

Ele sorriu diante de sua reação. “Não resisti. Eu senti tanto a sua falta…”

Atena riu, balançando a cabeça. “Você é impossível.”

“Só com você.”

Suas risadas se entrelaçaram, leves e irrestritas, quebrando o que restava da tensão que pairava entre eles. Pela primeira vez em dias, Atena se sentiu leve. Verdadeiramente leve. Como se algo pesado tivesse finalmente sido retirado de seu peito.

À medida que suas risadas se dissipavam, ela se inclinou contra ele, descansando a cabeça em seu ombro. “Eu também contei a eles sobre as descobertas de Aiden,” ela disse suavemente. “O relatório sobre o pai de Connor e o pagamento da minha avó—”

Ewan a interrompeu gentilmente. “Eu sei.”

Seus olhos se levantaram. “Você sabe?”

Ele assentiu, seu tom casual mas gentil. “Eu soube esta manhã. Spider me contou antes de você chegar. Gianna contou a ele.”

Atena exalou, meio surpresa, meio aliviada. “Então… isso significa que você não está bravo?”

Ele riu. “Você já usou sua cota de desculpas por hoje, Atena.”

Os lábios dela se curvaram timidamente. “Talvez eu goste de pedir desculpas a você.”

Seu olhar se aprofundou, e por um momento, seu polegar traçou o maxilar dela em círculos lentos. “Se isso vier sempre acompanhado de um beijo depois, posso começar a te provocar com mais frequência.”

Isso a fez rir novamente, embora seu coração batesse mais forte desta vez. Ela olhou para ele, refletindo: Este homem.

Aquele com quem ela havia brigado, duvidado, afastado — e que ainda a olhava como se ela fosse algo que valesse a pena esperar.

Ela o amava. Não da maneira como o amava anos atrás — com devoção cega e confiança imprudente — mas profundamente, conscientemente. Um amor que havia sido testado, quebrado e renascido.

O peito dela apertou-se de emoção. Ela queria dizer a ele, mas sua língua falhou. Em vez disso, sorriu levemente e se aconchegou mais contra o lado dele.

Ewan percebeu, claro. Sua mão pousou na cintura dela, quente e protetora. “Você está quieta de novo,” ele murmurou.

“Apenas pensando.”

“Perigoso,” ele provocou.

Ela sorriu contra o ombro dele. “Não desta vez.”

Antes que um deles pudesse dizer mais, o telefone de Ewan vibrou na mesa de café. Ele suspirou, pegando-o. “Um minuto,” ele disse suavemente, levantando-se.

Atena o observou enquanto ele atendia a chamada, sua expressão se afilando naquele calmo, profissional e familiar. “Sim… sim, está bem. É o mesmo endereço. Casa do Sandro.”

Quando ele terminou a ligação, Atena inclinou a cabeça. “Quem era?”

“O repórter,” ele disse, colocando o telefone de volta no bolso. “Marquei uma entrevista.”

As sobrancelhas dela se ergueram. “Uma entrevista? Com a mídia?”

Ele acenou com a cabeça. “É hora de eu parar de deixar outras pessoas contarem minha história.”

Sua garganta secou. “Ewan, eu—”

Mas antes que ela pudesse começar a se desculpar novamente, ele se inclinou e a beijou levemente nos lábios, a silenciando mais uma vez.

“Eu disse sem mais desculpas,” ele sussurrou contra seus lábios.

As bochechas dela coraram, metade pelo beijo, metade pela forma como ele a desarmava tão facilmente. “Isso vai ser uma coisa usual agora?” ela perguntou, a voz suave.

O sorriso dele foi lento, perigoso. “Você quer que seja?”

Atena piscou, então riu, balançando a cabeça. “Você é incorrigível.”

“Só com você,” ele repetiu, e ela riu mais alto desta vez, o som brilhante e cheio.

Momentos depois, o som de uma batida veio à porta. O repórter havia chegado. Ewan olhou para ela, silenciosamente perguntando se ela estava pronta. Ela acenou com a cabeça, alisando o cabelo, seu coração acelerando.

Quando a porta se abriu, Atena congelou de surpresa.

Era o mesmo repórter que a havia entrevistado semanas antes na residência do presidente.

A mulher piscou, o reconhecimento iluminando seu rosto. “Doutora Atena? Que surpresa agradável.”

Atena sorriu desajeitadamente. “Parece que continuamos nos encontrando em momentos inesperados.”

O repórter riu levemente antes de voltar sua atenção para Ewan. “Senhor Ewan, obrigado por concordar em falar comigo. Entendo que isso é… um assunto delicado.”

Ewan acenou educadamente. “É hora das pessoas ouvirem a verdade.”

Eles se acomodaram na sala de estar, as câmeras filmando silenciosamente ao fundo. Atena se sentou ao lado de Ewan, sua mão tocando discretamente a dele—um gesto não verbal de apoio.

As perguntas começaram suavemente. Sobre sua carreira, seu trabalho atual. Mas eventualmente, o assunto mudou.

“Os relatórios sobre seu passado… sobre seu envolvimento com uma organização criminosa,” o repórter disse cuidadosamente. “São verdadeiros?”

Ewan não vacilou. Sua voz estava firme quando ele respondeu. “Sim. Eu entrei para a gangue anos atrás—não porque eu queria, mas porque não tive escolha. Depois que meus pais foram assassinados, após inúmeras tentativas de assassinato contra mim, decidi buscar proteção para mim mesmo… pessoal contratado não estava fazendo o trabalho corretamente então. Era pura sobrevivência.”

A sala ficou em silêncio, exceto pelo zumbido silencioso do equipamento de gravação.

“Eu fiquei tempo suficiente para entender o que eu tinha me tornado,” ele continuou, seus olhos distantes. “Mas quando conheci Atena, quando me casei com ela, eu soube que não poderia continuar vivendo aquela vida. Então eu saí. Completamente. E passei todos os dias desde então tentando construir algo melhor—para ela, para nossos filhos, e para mim mesmo…”

A crueza honesta em seu tom, enquanto ele falava mais sobre aqueles anos sombrios, sobre coisas que fez para sabotar algumas operações, fez os olhos de Atena arderem. Ela conhecia a história, sim, mas ouvi-lo dizer isso publicamente, sem vergonha, apenas com uma verdade calma, fez seu peito inchar de orgulho.

O olhar do repórter suavizou. “Isso é… incrivelmente corajoso da sua parte, Senhor Ewan. Falar tão abertamente.”

Ewan sorriu levemente, então alcançou a mão de Atena, entrelaçando seus dedos. “Tenho firmes crentes em mim… isso facilita as coisas.”

Atena então voltou-se para olhar para ele, sua garganta se apertando. A emoção nos olhos dele espelhava a dela.

Não havia volta para eles agora. Afinal, estavam sendo transmitidos ao vivo.

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