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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 480

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Capítulo 480: Veredito Condenatório II

Ewan ainda podia reconhecer a mulher parada à sua frente. Apenas parecia que eons se passaram desde que ele viu essa versão dela.

A Atena que ele conheceu nos últimos tempos sempre foi calma, deliberada, composta, amorosa e suave quando ela aceitou seu pedido por uma nova chance — mas a que o encarava agora era puro fogo e tempestade, sua fúria queimando cada palavra que saía de seus lábios.

Seus olhos, escuros e brilhantes, lembravam-lhe vidro derretido — quente, frágil e à beira de quebrar.

O momento em que ela pronunciou aquelas palavras — você só tem permissão para vê-los uma vez por mês — algo em seu peito se quebrou. O chão sob seus pés subitamente parecia inclinar, e ele sentiu como se o mundo tivesse se reduzido ao espaço entre ele e ela.

Seus filhos. Seu coração. Será que ela pensava que ele sobreviveria a isso? Porque ele tinha certeza que não.

Ele deu um passo à frente, quase tropeçando enquanto a brita molhada se movia sob suas botas. A garoa que começara momentos atrás escurecia sua camisa, grudando-a em seu peito, mas ele não se importava.

“Atena,” ele começou, sua voz falhando, rouca, “por favor, não faça isso. Não deixe Kael vencer.”

Ela riu — um som curto e sombrio, do tipo que não era diversão mas escárnio e dor entrelaçados.

“Não deixe Kael vencer?” ela repetiu, seu tom carregado de descrença. “Você acha que isso é sobre Kael? Sim, ele pode ter sido o responsável pelo artigo, mas ele não colocou seus lábios nos de Victoria.”

Suspiros percorreram pela segunda vez, entre aqueles que assistiam, até o Velho Sr. dos Thornes ficou rígido ao lado dos guardas.

“Isso não foi o que aconteceu,” Ewan conseguiu dizer após uma pausa atordoada, balançando a cabeça intensamente. “Você entrou no momento errado, Atena. Ela veio para mim — como se fosse planejado, como se ela soubesse que você estaria lá.”

Os lábios de Atena se torceram em um meio sorriso desdenhoso. “Planejado? Você quer que eu acredite que Victoria está agora trabalhando com Kael?”

Ewan abriu a boca, mas nenhum som saiu. Ele não tinha mais certeza. O timing fora muito perfeito, cruelmente preciso. E o sorriso de Victoria — ele ainda o via quando fechava os olhos.

Mas a dúvida era um veneno, e ele não queria dar a ela qualquer razão para pensar que ele estava desviando a culpa.

“Eu não sei,” ele admitiu, a voz áspera. “Mas não foi o que você pensa. Você tem que acreditar em mim.”

Os olhos de Atena relampejaram. Ela enfiou a mão no bolso do suéter e tirou o telefone com um movimento brusco. Por um momento, suas mãos tremeram — não de fraqueza, mas de uma fúria mal contida. Ela rolou a tela e a virou em direção a ele.

“Então explique isso.”

Ewan piscou, seu coração parando quando seu olhar caiu sobre as imagens. Elas eram… impossíveis.

Ele se viu — seu rosto, inconfundível — deitado ao lado de Victoria em uma cama. A cabeça dela em seu peito nu, seu braço jogado sobre a cintura dela. Outra foto, seus lábios na têmpora dela.

Ele deu um passo para trás, o fôlego travando em descrença. “Não. Esse não sou eu.”

A risada de Atena cortou o ar novamente, dessa vez tremendo ligeiramente, como se ela se segurasse na borda da raiva. “Não é você? Você acha que eu não reconheceria seu corpo, Ewan?”

“Não é!” ele declarou, sua voz ecoando pelo pátio. “Não sou eu. É falso, Atena! Você tem que saber disso. Você me conhece.”

Os olhos dela reluziam, e por um breve segundo, ele pensou ver a mulher que uma vez sorrira quando ele tocava sua bochecha, que uma vez sussurrou que confiava nele. Mas aquela suavidade desapareceu num piscar de olhos.

“Eu achava que conhecia,” ela disse baixinho. “Mas já estive errada antes.”

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. As gotas de chuva começaram a cair mais rápido agora, suaves a princípio, depois mais pesadas, até tamborilarem contra os degraus de pedra e o telhado acima. O trovão roncava ao longe, como se a terra ecoasse sua raiva.

.

Ewan engoliu em seco, a dor queimando por trás de seus olhos. Ele desejava que Sandro tivesse vindo com ele, alguém que pudesse ajudar a pleitear seu caso, provar que essa loucura não era real. Ele deu mais um passo à frente.

“Atena, por favor,” ele disse de novo, sua voz se quebrando, “não faça isso. Não os leve para longe de mim. Não—não me exclua. Vou me ajoelhar aqui se precisar. Ficarei até você acreditar em mim.”

Ela o encarou por um longo momento, os olhos ilesos, então se virou. “Então ajoelhe-se se é isso que você quer.” ela disse friamente. “Apenas faça isso longe desta varanda!”

Ela sinalizou para dois guardas, e eles, hesitantes, deram tapinhas nos ombros de Ewan.

Ele os seguiu para longe, silenciosamente, do abrigo da varanda, para o frio da chuva pesada. Mas ele não se moveu um centímetro, quando eles o deixaram para buscar sua própria segurança.

Atena fez uma careta, como se não se incomodasse com aquela cena, então ela caminhou de volta para a mansão sem olhar para trás.

Os joelhos de Ewan tocaram o chão ao vê-la partir. A dor que percorreu suas pernas mal foi registrada comparada ao vazio em seu peito. A chuva agora caía livremente, encharcando seu cabelo, escorrendo em seus olhos, mas ele não se mexeu. O mundo ao seu redor virou manchas de cinza.

Diante dele, ele podia ouvir o choro quieto de Florence, Gianna murmurando algo sob sua respiração, mas seus olhos não deixavam as portas da frente, como se invocassem Atena para voltar, para mudar de ideia.

A voz do velho senhor Thorne era pesada, contida. “Há um erro em algum lugar,” ele disse para ninguém em particular. “Deve haver.”

Ewan mal ouvia a discussão que ocorria ali, enquanto eles o observavam com piedade. Sua mente repassava a cena no escritório, repetidamente—o choque no rosto de Atena quando ela entrou, o sorriso de Victoria, o silêncio condenador que se seguiu.

Ele queria despedaçar o mundo. Gritar. Provar que a imagem que ela tinha em seu telefone era uma mentira. Mas o que importava a prova quando o coração já tinha decidido?

Seus pensamentos voltaram-se para as crianças—seus filhos. Como ele lhes diria? Como explicaria que não poderia vê-los por semanas? Que sua mãe, a mulher que ele amava além das palavras, agora acreditava que ele era um mentiroso e um traidor?

Ele abaixou a cabeça, a água da chuva pingando de seu cabelo, suas roupas grudando pesadamente em seu corpo. Ele sentia frio—por dentro e por fora.

Dentro da casa, Atena fez uma pausa brevemente na janela com vista para o pátio. Através do borrão da chuva, ela o viu ainda ajoelhado ali, imóvel, uma figura solitária sob o aguaceiro. Algo torceu em seu peito, mas ela cerrou os punhos, reprimindo o sentimento.

Florence apareceu ao seu lado. “Você vai deixá-lo lá fora?”

Atena não respondeu. Seu olhar permaneceu fixo nele. “Ele pode ir embora quando quiser.”

“Mas você sabe que ele não vai,” Florence disse calmamente.

“Eu não me importo,” Atena sussurrou. “Ele mentiu para mim.”

Florence suspirou, balançando a cabeça. “Talvez. Ou talvez ele não tenha. Vocês dois passaram pelo inferno, Atena. Não deixe a raiva fazer o que Kael não conseguiu.”

Os lábios de Atena se comprimiram em uma linha fina. “Boa noite, avó.”

Ela se virou e foi embora, sem olhar para Florence, o som de seus passos ecoando levemente pelo corredor, cada passo medido, final.

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