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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 479

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Capítulo 479: Veredito Condenatório

A longa mesa de jantar brilhava sob a luz quente do lustre, lançando um dourado suave sobre a madeira polida e os pratos intocados.

Lá fora, o céu já havia se rendido à noite, um azul profundo se misturando com a noite. Dentro, a atmosfera era leve, mas espessa com tensão disfarçada.

O velho Sr. Thorne quebrou o silêncio.

Seu garfo bateu suavemente contra o prato quando ele o colocou. “Athena,” ele disse, sua voz calma, calma demais. “O que está acontecendo?”

Athena não levantou o olhar. Ela estava sentada no final da mesa, seus dedos ao redor do copo, seus olhos fixos no redemoinho escuro de suco que ela não havia tocado.

Seu avô se inclinou para frente. “Por que você absolveu as acusações nas redes sociais? Por que deixou Ewan enfrentar tudo sozinho? Aconteceu algo?”

A pergunta cortou o silêncio como uma faca.

Todos os olhares se voltaram para ela, preocupados e cautelosos. Até os gêmeos levantaram o olhar dos pratos, a confusão sombreando seus rostos.

Mas Athena não disse nada.

Sua garganta doía por todas as palavras que ela queria dizer — a fúria, a dor, a humilhação. Cada emoção que ela manteve engarrafada desde aquele momento no escritório de Ewan fervilhava dentro do seu peito, entupindo sua língua, pressionando suas costelas.

Ela levantou o copo e o colocou de volta, o movimento pequeno mas agudo.

“Athena,” seu avô disse novamente, mais firmemente desta vez. “Quando você fica em silêncio, piora tudo. Você disse às crianças para não ajudarem o Aranha, para não darem apoio em consertar essa bagunça. Por quê? Por que você está punindo ele? Ele fez algo?”

Ela finalmente levantou o olhar, seu olhar firme mas vazio, não mostrando nada nem quando notou o pânico nos olhos dos seus filhos.

Ela tinha se avisado, não tinha? Tentou se fazer ver a razão, até tentou explicar para sua avó que deixar Ewan entrar, fazer com que as crianças confiassem nele, poderia ter consequências desastrosas, e veja… já estava acontecendo.

Não tinha se passado nem um dia, e eles pareciam que os céus haviam caído.

A carranca do velho Sr. Thorne se aprofundou, sem saber o que fazer com aquilo. Até Ewan se recusou a falar.

“Vocês dois escolheram esse jogo? Vocês acham que isso nos protegerá? Deixar ele queimar enquanto você fica de lado vai ajudar alguém? Você está preocupada com as crianças? Se sim, você deveria ter me procurado… teríamos conversado sobre isso, como costumamos fazer em assuntos assim…”

Seus lábios se entreabriram, mas nenhum som saiu. Ela engoliu em seco, pressionando suas unhas contra a palma sob a mesa, a dor a aterrando.

Porque como ela poderia explicar isso?

Como ela poderia dizer a eles que horas depois de Ewan tê-la abraçado e prometido para sempre, ele encontrou consolo na boca de outra mulher?

Que a memória dos lábios dele em Victoria fazia seu estômago se revirar toda vez que ela fechava os olhos?

Que ela não conseguia suportar ouvir o nome dele sem sentir aquela pontada de traição de novo?

A voz suave de Florence quebrou o silêncio. “Athena, querida?”

Ela piscou, percebendo que todos ainda estavam olhando. Principalmente os gêmeos — dois pares de olhos largos e incertos, olhando para ela como se ela pudesse se despedaçar.

Seu coração apertou. A raiva subiu pelo céu da boca, mas ela a conteve… essas eram as pessoas erradas para transferir a agressão. Essa era a sua família.

Ela respirou fundo devagar. “Crianças,” ela disse gentilmente, forçando um pequeno sorriso que não alcançou seus olhos. “Subam.”

Eles hesitaram, sentindo a tensão.

“Agora,” ela acrescentou, seu tom mais firme.

Os gêmeos franziram a testa, trocando um olhar de protesto, mas quando viram sua expressão — aquela seriedade grave que significava que ela não devia ser questionada — eles deslizaram das cadeiras e obedeceram, seus passos ecoando pelas escadas.

Quando o último som desapareceu, Athena se recostou na cadeira, esfregando as têmporas. O silêncio que se seguiu era sufocante.

O velho Sr. Thorne exalou pesadamente. “O que está acontecendo com você, querida?” ele perguntou suavemente. “Não precisamos de divisão, não agora. Não quando as apostas estão contra nós.”

A mão de Athena caiu sobre a mesa. “Divisão?” ela repetiu amargamente, sua voz baixa. “Você acha que eu estou nos dividindo?”

Florence tentou acalmar. “Seu avô só quer dizer que—”

“Não,” Athena interrompeu, seus olhos brilhando brevemente antes de se apagarem de novo. “Eu posso lidar com isso sem Ewan. Eu não preciso dele. Aiden e eu podemos lidar com isso. Se o Aranha não quiser mais trabalhar para nós, está bem.”

Os olhos de Gianna se estreitaram ligeiramente, mas ela não disse nada. Então, não foi planejado? O que poderia ter acontecido?

O velho Sr. Thorne balançou a cabeça, insatisfeito. “Você está errada, Athena. Não podemos nos fragmentar agora… Você excluindo Ewan, ignorando essa bomba… seja lá o que ele tenha feito…”

“Eu terminei de falar,” Athena interrompeu, levantando-se abruptamente.

Sua cadeira deslizou ruidosamente contra o piso de mármore. Todos se encolheram com o som.

Os lábios de Florence se abriram, como se fosse chamá-la de volta, mas Athena já estava se afastando. Seus passos eram firmes, mas seu coração disparava. Ela parou brevemente no canto do hall, sua mão apoiada na parede.

Atrás dela, as vozes começaram novamente.

“Alguém sabe o que realmente aconteceu?” seu avô perguntou, a frustração infiltrando-se em seu tom.

“Não,” Chelsea disse calmamente. “Ela não contou a nenhum de nós.”

“Ela está sofrendo,” Florence murmurou. “Você pode ver isso nos olhos dela.”

A garganta de Atena apertou. Ela fechou os olhos por um momento, depois se afastou da parede e caminhou em direção ao seu quarto. Mas antes que pudesse alcançar as escadas, ela parou.

Uma voz, alta, discutindo com os guardas. Ewan.

O sangue dela gelou.

Ele estava aqui.

Ela havia dito aos guardas para mantê-lo longe da mansão. Longe dela. Ele só tinha permissão para chegar perto da cabana de Spider, e mesmo isso tinha sido uma misericórdia relutante.

Então por que ele estava aqui, discutindo com os guardas na varanda dela?

Atena refez seus passos, a bainha macia de seu vestido roçando o mármore. Seu pulso acelerou, cada batida um golpe agudo contra suas costelas.

Quando ela chegou à porta da frente, já podia ouvir a tensão—a borda afiada da voz de Ewan, o tom firme e desconfortável dos guardas tentando obedecer às ordens.

Sua família a seguiu, curiosa e preocupada.

As luzes da varanda derramavam ouro na entrada, onde Ewan estava—ombros tensos, olhos desesperados, parecendo um homem que não havia dormido há dias.

“Atena,” ele respirou quando a viu.

Ela parou no topo dos degraus. Sua família pairava atrás dela.

“O que você está fazendo aqui?” Sua voz estava calma, mas carregava uma frieza que tornou a noite mais aguda.

Ewan deu um passo hesitante à frente, mãos erguidas como se estivesse se rendendo. “Por favor. Eu preciso falar com você. Apenas me escute.”

O maxilar de Atena se contraiu.

Ele parecia destruído—olhos vermelhos, gravata frouxa, o peso do escândalo pressionando pesado sobre sua figura. Mas nada disso a suavizou.

“Você precisa ir embora,” ela disse calmamente.

“Atena, por favor—”

“Vá embora,” ela repetiu, seu tom agora mais firme.

Atrás dela, o Sr. Thorne avançou. “Atena,” ele começou gentilmente, “pelo menos ouça-o—”

“Avô, não,” ela disparou, virando-se bruscamente. As palavras saíram mais duras do que ela pretendia, mas ela não parou. “Não me peça para ouvir mentiras.”

Florence arfou suavemente.

Atena se virou de volta para Ewan, sua compostura se quebrando apenas o suficiente para sua voz tremer. “Você não deveria ter vindo aqui. Eu disse para você ficar longe.”

Os olhos de Ewan brilharam. “Eu só preciso de uma chance para explicar—”

“Eu não quero sua explicação!” ela gritou. A dor por trás das palavras era crua, raspando contra sua garganta. “Você teve sua chance, Ewan. Você me prometeu—” Sua voz quebrou, e ela a forçou a se firmar novamente. “Você prometeu que…” ela não conseguiu terminar as palavras. “E horas depois, você estava nos braços de outra mulher.”

O rosto de Ewan se contorceu de angústia. “Não era o que parecia—”

“Então o que era?” ela disparou. “Um reflexo? Um acidente? Poupe-me.”

Os guardas se mexeram inquietos, à espera de seu comando.

“Expulsem-no,” ela disse finalmente, sua voz baixa, controlada. “Se ele não está aqui para ver Spider, então ele não tem nada a fazer nesta propriedade.”

Os guardas hesitaram, olhando para Ewan, cuja expressão havia se desmoronado completamente.

Ele a olhou como um homem vendo sua última esperança escapar. “Atena…”

Ela não se moveu.

Sua voz se quebrou quando ele falou novamente. “E quanto às crianças?”

A pergunta a atingiu como um soco no estômago. Sua garganta apertou. Mas ela se recompôs, forçando a lógica fria onde havia apenas desolação.

“Você pode vê-las,” ela disse depois de uma pausa, “uma vez por mês.”

Arfadas ecoaram atrás dela, mas Atena não tinha terminado.

“Isso é o que o conselho dos anciãos decidiu afinal… e eu prefiro que você respeite isso.”

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