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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 477

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Capítulo 477: Artigo Condenatório

Os dedos de Atena se moviam de forma constante sobre o teclado, o suave zumbido do ar-condicionado e o leve tique-taque do relógio eram os únicos sons que faziam companhia a ela.

O escritório dela tinha um leve cheiro de desinfetante e café — um aroma ao qual ela já estava tão acostumada que quase lhe dava conforto. Os papéis estavam empilhados cuidadosamente em sua mesa, o tablet aberto ao lado deles, e seus óculos na metade do nariz enquanto trabalhava no último relatório médico para a diretoria do hospital.

Haviam se passado três dias desde a mensagem ameaçadora de Kael sobre um certo presente, e até agora, não havia acontecido nada. Apenas a típica multidão de pacientes fluindo pelo hospital, embora isso estivesse sob controle.

Ela quase se convencera de que a mensagem não passara de guerra psicológica — uma tática de intimidação, uma piada cruel destinada a abalar ela.

Ainda assim, seu estômago se recusava a ficar tranquilo.

Antonio também não aparecera, o que era ao mesmo tempo um alívio e uma curiosidade. Ela não tinha certeza do que fazer em relação ao silêncio dele. Uma parte dela se perguntava qual seria o próximo movimento dele, mas outra, a parte exausta dela, estava grata pelo espaço.

A busca por Fiona, por outro lado, tinha sido progressiva. As atualizações de Spider vinham duas vezes por dia, sempre rápidas e codificadas, cheias de triunfos silenciosos sobre firewalls digitais e canais criptografados. Ele prometera que em breve eles teriam sua localização precisa, e Atena se agarrava a esse lampejo de progresso como se fosse oxigênio.

Mas, apesar de tudo isso, não era Fiona, nem Antonio, nem mesmo a ameaça de Kael que dominava seus pensamentos.

Era Ewan.

Seus lábios se curvaram levemente, seus dedos parando sobre o teclado. Três dias, e parecia uma vida de momentos roubados. Ewan tinha sido a própria definição de contenção — todas as nuances de cuidado, atencioso ao extremo, mas transbordando daquela mesma energia crua que enfraquecia seus joelhos sempre que ele a olhava por muito tempo.

Três dias de toques pequenos e intencionais. De dedos se roçando no corredor. De mãos se encontrando no escuro. De beijos roubados que não levaram a lugar algum, deixando ambos tremendo e cautelosos, como se temessem o que estava do outro lado da linha que ainda não haviam cruzado.

Eles não haviam contado à família — não diretamente. Mas Atena sabia que todos sabiam.

O comentário brincalhão de sua avó — “Você está mais leve nos pés, querida” — foi feito com um brilho conhecedor nos olhos.

Leve nos pés? Atena queria rir. Ela estava leve na alma.

Ela também notou as piscadelas de Gianna, e os olhares astutos de Arseo. Chelsea nem se dava ao trabalho de fingir. As crianças não eram muito melhores — como Nathaniel às vezes sorria ao pegá-la olhando por muito tempo para o pai deles, ou como Kathleen ria sempre que limpava um fiapo imaginário da camisa de Ewan.

Atena não sabia que um amor assim ainda existia. Ou talvez ela apenas tivesse esquecido. O tipo que era quieto mas consumia, pesado mas libertador — um paradoxo com o qual ela estava aprendendo a conviver.

Era mais doce agora, talvez porque era recíproco. Porque ela não precisava mais adivinhar. Ele a amava. Ele confiava nela.

Seu coração acelerou ao pensar na noite anterior — o tempo deles juntos na cabana. A maneira como ele a olhou como se ela fosse tanto um milagre quanto um mistério enquanto jantavam tarde o que ele preparara. A maneira como seu riso encheu a pequena casa, suave e profundo, como se pertencesse ali.

Ela abanou o rosto, uma risada escapando. A esse ritmo, ela pensou, eu é que vou arrastá-lo para a cama. O que ele estava esperando, afinal?

Seu sorriso permaneceu, olhos suaves com calor, até que a porta se abriu abruptamente.

Ciara entrou sem bater, sua face pálida, sua respiração irregular. A porta se fechou suavemente atrás dela, e o coração de Atena deu um salto com a visão do medo escrito no rosto de sua secretária.

“O que?”

Mas Ciara não respondeu. Ela simplesmente cruzou a sala em passos rápidos e trêmulos e estendeu seu celular. Suas mãos tremiam tanto que Atena teve que estabilizá-las para pegar o aparelho.

Um olhar para a tela, e seu estômago despencou.

Era a notícia.

A manchete gritava em negrito no topo da tela, impossível de ignorar:

“URGENTE: Magnata dos Negócios, Ewan Giacometti Exposto como Membro Chave da A Gangue dos Víboras do Diabo!!!”

Por um longo momento, Atena não pôde respirar. O mundo se reduziu àquela única manchete, ao banner vermelho piscando “AO VIVO” no canto da tela. Sua garganta parecia papel de lixa, seu pulso rugindo em seus ouvidos.

Ela rolou a tela para baixo, sua visão embaçando. O artigo estava cheio de capturas de tela — supostas “evidências”.

Clipes de áudio de conversas criptografadas entre Ewan e pessoas desconhecidas, supostamente ligadas à Gangue do Diabo.

Transações — datadas, documentadas — canalizando dinheiro através de empresas de fachada para negócios de drogas, tráfico de mulheres….

E então, seus olhos captaram as fotos bem no final do artigo

Foto dela.

Seus filhos.

O hospital.

Tudo cuidadosamente etiquetado e interligado sob uma legenda arrepiante:

“Família do Chefe da Máfia Irlandesa—Os Verdadeiros Criadores da Variante?”

A mão de Atena voou para sua boca. O sangue drenou do seu rosto.

“Dra. Atena…” A voz de Ciara tremia. “É… é verdade?”

A cabeça de Atena ergueu-se, olhos arregalados e sem piscar, mas ela não respondeu. Em vez disso, virou-se bruscamente e começou a organizar sua mesa.

Ela pegou o telefone, pretendendo enviar uma mensagem para Aiden—para dominar o artigo, para rastrear sua fonte—quando viu o anexo que veio com o link.

Registros. Conversas. Transferências bancárias.

Pareciam legítimos. Demasiado legítimos.

Seu estômago se revirou violentamente.

Ela fechou os olhos, pressionando uma mão na testa enquanto o peso da realização afundava. A postagem não era apenas enganosa—foi calculada. Criada para destruir.

Já, as seções de comentários estavam explodindo.

“Então ela não é uma heroína—ela é a criadora do vírus?”

“O hospital dela é uma fachada! Eles estão experimentando em pessoas!”

“Olhe para os filhos dela—os mesmos que desapareceram durante o surto. Coincidência?”

“Gangue do Diabo recruta a família inteira. Nojento.”

Sua visão escureceu por um segundo. O cômodo parecia menor.

Ela devolveu o telefone a Ciara, com a voz baixa mas firme. “Bloqueie os canais sociais do hospital. Desative os comentários. Ninguém deve responder a isso, entendeu?”

Ciara acenou rapidamente, olhos arregalados.

“Ligue para a Dra. Stella. Ela cuidará das operações públicas enquanto eu estiver fora. Mantenha a equipe calma—diga-lhes que isso será resolvido. Sem entrevistas, sem declarações até eu dizer o contrário.”

“Fora?” As sobrancelhas de Ciara se juntaram. “Onde você—?”

Atena já estava na porta, pegando seu casaco e chaves. “Preciso ver Ewan”, disse ela, com um tom incisivo. “Precisamos conversar sobre isso.”

As palavras não deixaram espaço para discussão.

Ela saiu do escritório com passos rápidos e precisos, embora seu interior tremesse.

Kael havia orquestrado isso, e finalmente cumpriu sua promessa. O presente. Aquele que os quebraria.

Especialmente seus filhos. Como sobreviveriam na escola?

“Droga, Kael”, ela sussurrou, entrando no elevador, com a voz trêmula. “Você vai pagar por isso.”

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