Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 471

  1. Home
  2. Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus!
  3. Capítulo 471 - Capítulo 471: Conforto
Anterior
Próximo

Capítulo 471: Conforto

Uma batida quebrou o silêncio.

Atena deu um leve sobressalto, com os dedos ainda molhados de lavar o rosto. Ela estava encarando o espelho do banheiro por um tempo que parecia uma eternidade, perdida no silêncio assombrado de seus próprios pensamentos.

Quem poderia estar batendo a esta hora?

Sua mente voou imediatamente para seus avós. Será que Aiden os chamou? Contou a eles que algo estava errado? Ela rezava para que ele não tivesse feito isso. A última coisa que ela queria era ver a preocupação estampada em seus rostos envelhecidos, ter que explicar por que mais um relacionamento havia desmoronado antes mesmo de florecer em algo concreto.

A batida veio de novo, suave mas insistente.

Ela secou as mãos, alisou o rosto e saiu do banheiro, forçando uma respiração calma. Mas o ritmo de seu coração não combinava com a firmeza que ela tentava projetar.

Quando abriu a porta, vestida apenas com um roupão de banho, a visão do outro lado roubou suas palavras.

Ewan.

Ele estava lá, os ombros largos como sempre, sua expressão incerta. Nas mãos, um presente em caixa cuidadosamente embrulhado, com uma fita amarrada com cuidado que de repente parecia demais.

Seus olhos percorreram o rosto dela, e por um momento ele apenas encarou — como se estivesse tentando se lembrar de como respirar.

“Atena…” A voz dele era baixa, controlada, mas por baixo daquele controle, ela ouviu a rachadura da emoção. “Eu vim para…” Ele olhou para o presente em sua mão, forçando um sorriso que não alcançou seus olhos. “Para te dar isso. Era para o seu noivado… Não consegui entregar naquela noite. Eu, uh… Saí abruptamente, eu sei.”

Ele pigarreou, claramente desconfortável.

Atena piscou, tentando encontrar sua base na súbita enxurrada de memórias que vinham com sua presença, com a intensidade silenciosa de seu olhar.

“Você não precisava—”

“Eu queria,” ele disse, cortando-a gentilmente. “Teria sido indelicado não fazê-lo.”

O pequeno sorriso que ele ofereceu vacilou quando seu olhar se intensificou, fixando-se nos olhos dela, capturando informações que ela lutava para manter escondidas. Ele sempre conseguiu ler ela muito facilmente. Muito profundamente.

“O que há de errado?” ele perguntou baixinho. “Você parece… diferente.”

Ela balançou a cabeça, rápido demais. “Nada.”

Ewan franziu a testa. “Atena.”

O tom fez isso. Quebrou a barreira novamente.

Seus lábios tremeram antes que pudesse detê-los, e no segundo seguinte, ela sentiu o ardor das lágrimas. Elas caíram rápidas, quentes e humilhantes. Ela virou o rosto, tentando escondê-las, mas ele já estava avançando.

“Ei,” ele murmurou.

E antes que pudesse pensar, ele a puxou para seu peito. A caixa de presente caiu de sua mão, esquecida, atingindo o chão com um baque surdo. Seus braços eram firmes, ancorando-a, seu cheiro familiar e estabilizador.

“Fale comigo,” ele murmurou contra o cabelo dela. “O que aconteceu?”

Ela balançou a cabeça, mas as lágrimas continuaram a fluir. Ela estava controlando tudo, exceto pelo primeiro choro — desde a confissão de Antonio, desde a traição que a deixou sem fôlego de incredulidade — e agora tudo se derramava novamente. A raiva. O medo. A dor.

“É o Antonio,” ela sussurrou, a voz falhando.

Os braços de Ewan se enrijeceram ao redor dela. “O que tem ele?”

Atena inalou tremulamente, então recuou apenas o suficiente para olhar para ele. Seus cílios estavam molhados, seus lábios trêmulos. “Ele… ele tentou me engravidar. De propósito.”

As sobrancelhas de Ewan se franziram abruptamente. “O quê?”

Ela acenou com a cabeça, lágrimas escorrendo pelo queixo. “Ele disse que achou que facilitaria as coisas. Que eu não conseguiria ir embora se—se eu estivesse carregando o filho dele.” Sua voz quebrou novamente. “Ele mexeu na proteção, Ewan. Sem me contar. Ele tirou a minha escolha.”

O maxilar de Ewan se apertou, uma veia pulsando em sua têmpora. Então, através dos dentes cerrados, ele sibilou, “Eu vou matá-lo.”

Não importava que mais de sete anos atrás ele tivesse se casado com a mulher à sua frente exatamente para esse propósito. Não. Ele achava que era diferente. Então, ela estava ciente de sua necessidade de um filho.

Isso era diferente. Isso era doentio!

A respiração de Atena ficou presa.

Ela podia sentir o calor da raiva dele mesmo antes de ele se mover—a tensão irradiando de seu corpo, a tempestade por trás de seus olhos escuros. Seus punhos estavam cerrados, sua respiração pesada, como se estivesse tentando prender algo selvagem dentro dele.

“Ewan, não…” Ela colocou uma mão trêmula em seu peito, tentando trazê-lo para a realidade.

Ele olhou para ela, o rosto tenso de fúria. “Ele violou sua confiança, Atena. Ele tirou sua escolha. Você entende o que isso significa? Eu não vou deixá-lo escapar dessa.”

Garganta dela se fechou. Ela sabia que a raiva dele vinha de um lugar de proteção, mas ainda assim a perturbava como as sombras dançavam facilmente por trás de seu olhar.

“Por favor,” ela sussurrou, sua mão ainda contra o peito dele. “Não faça isso. Eu só… só quero paz. Não posso passar por mais caos.”

O olhar dele suavizou levemente, embora seu maxilar permanecesse rígido. “Você ainda vai se casar com ele?”

Ela olhou para o dedo nu. “Não,” ela disse em voz baixa. “Eu não acho que sim.”

Ewan seguiu seu olhar. Alívio brilhou em seus olhos, desprotegido e cru. Foi breve, mas inconfundível. Ele exalou uma respiração que parecia não perceber que estava prendendo.

Sem pensar, ele a puxou novamente. Desta vez não era apenas conforto—era algo mais profundo. Algo que vibrava sob o silêncio.

Atena não resistiu.

Ela sentiu o calor do peito dele, a batida do coração contra sua bochecha, e por um breve momento, ela permitiu-se respirar na segurança dele.

Seus dedos se fecharam contra a camisa dele. Sua mão moveu-se para suas costas, esfregando círculos lentos, tentando acalmar seu tremor.

E então, ela levantou o rosto naquele momento. E então, seus olhos se encontraram.

O ar mudou imediatamente.

O olhar de Ewan caiu para seus lábios. Lentamente, deliberadamente. Ele não escondeu. Não fingiu.

Sua respiração engasgou levemente, e ela sentiu—o mesmo puxão que sempre sentiu perto dele. A atração que fazia todo o resto se tornar nada.

“Ewan…” ela exalou, incerta se era um aviso ou um suplicante.

Ele segurou seu rosto gentilmente, seu polegar enxugando a umidade em sua bochecha. “Eu não deveria,” ele sussurrou. “Mas eu não posso evitar.”

Seu coração bateu uma vez—forte—antes que ela levantasse o queixo. Seus olhos estavam semicerrados, buscando os dele.

Era tudo que precisava.

Ele inclinou a cabeça e a beijou.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter