Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 465
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Capítulo 465: Compromisso Bem-Sucedido
A estrada se estendia à frente como uma faixa de prata sob a luz decrescente. O sol havia baixado, pintando o céu em tons de dourado e âmbar que se fundiam no horizonte. Atena recostou-se no carro, seu olhar distante enquanto a cidade passava embaçada. O zumbido rítmico do motor preenchia o silêncio, mas sua mente estava longe de estar quieta.
Seus pensamentos permaneciam no variante Cinza. Os pacientes que ela havia testado aquela manhã estavam se estabilizando agora, seus sinais vitais normalizando. Isso deveria ter sido um conforto. Mas não era.
Ela esfregou uma mão no rosto, os olhos cansados. Cada vitória contra o vírus parecia dar origem a uma nova sombra. E após a entrevista desta noite – o momento em que sua descoberta se tornaria pública – o mundo saberia que a cura existia. O que significava que as pessoas que não queriam que ela existisse também saberiam.
O que a gangue faria a seguir?
Quem quer que esteja por trás da disseminação tinha recursos, coordenação – e nenhuma hesitação em matar. A infecção do Presidente havia provado isso. Eles não parariam agora. Não depois que ela havia declarado que a batalha estava quase vencida na televisão ao vivo.
Seu telefone vibrou contra sua coxa, mas ela ignorou. Não queria outro alerta. Ainda não.
“Senhora, estamos quase chegando na Mansão Thorne,” disse o motorista, quebrando o silêncio.
Atena piscou, o nome a puxando da espiral de pensamentos. A Mansão Thorne — sua casa, o orgulho de sua família, e esta noite, o local onde deveria ser sua celebração de noivado.
Seu coração deu uma torcida desconfortável.
O carro saiu da estrada principal, os pneus esmagando suavemente enquanto entravam no longo caminho arborizado que levava à mansão. Em algum lugar além dessas árvores, ela já podia ouvir risadas e música — os suaves acordes de violino e conversas flutuando pelo ar.
Será que ainda era particular? ela se perguntou.
E Antonio…
Sua garganta apertou. Ele já estava aqui?
Ela se inclinou levemente para a frente, olhando pela janela. O segundo carro estacionado pelo portão respondeu à pergunta antes que ela pudesse terminar em sua mente. Elegante, escuro, inconfundivelmente de Antonio.
Seu pulso vacilou. Ele havia chegado cedo. Claro que havia.
O motorista desacelerou até parar diante do portão, e Atena expirou suavemente, pressionando a palma contra a coxa para se equilibrar. Quaisquer dúvidas que ela tivesse teriam que esperar. O noivado aconteceria esta noite.
Ela havia escolhido este caminho, não havia?
“Obrigada,” ela murmurou ao motorista.
Quando o carro parou completamente, ela tomou uma última respiração profunda antes de sair. O ar da noite a envolveu — fresco e fragrante, carregando o leve aroma de lírios em flor dos jardins de sua avó.
Logo à frente, ela avistou Gianna, conversando animadamente com um dos guardas perto de uma pilha de caixas embrulhadas. Atena captou as palavras “entrega” e “endereço errado” antes que Gianna a notasse.
“Atena!” O rosto de Gianna se iluminou com um sorriso malicioso enquanto a acenava. “A mais recente noiva em potencial finalmente chega!”
Atena fez uma careta, as bochechas esquentando. “Não começa,” ela disse, mas Gianna a ignorou, puxando-a para um abraço apertado.
“Você parece exausta,” Gianna murmurou, afastando-se levemente para estudar seu rosto. “Você esteve trabalhando novamente, não esteve?”
“Culpada,” Atena admitiu, sorrindo levemente.
Gianna revirou os olhos. “Você consertará o mundo antes de consertar seu horário de sono.”
“Provavelmente,” Atena respondeu com uma pequena risada.
Gianna gesticulou em direção ao lado da mansão. “Venha, por aqui. Usaremos as escadas leste. O salão principal está um desastre agora – decorações por toda parte. Sua avó tem reorganizado tudo como se estivesse organizando um baile real.”
Atena riu, seguindo sua amiga por um caminho de pedra mais estreito sombreado por vinhas de glicínias. A rota dos fundos era deliciosamente tranquila, longe de convidados e olhares curiosos.
“Ela é mais forte do que todos nós,” Gianna disse levemente enquanto se aproximavam da entrada lateral.
“Isso ela é,” Atena concordou, balançando a cabeça com carinho. Sua avó, apesar de toda sua idade, era uma força da natureza. Não importava que ela tivesse estado doente dias atrás. Um telefone era tudo que ela precisava para chamar o mundo.
Gianna a levou escada acima até o quarto, ainda conversando sobre o caos lá embaixo—flores fora de lugar, bufê atrasado, e uma orquestra que ameaçou sair por causa da fiação elétrica.
Quando entraram no quarto de Atena, ela sentiu o mais leve alívio de escapar. O familiar cheiro de lavanda enchia o ar. Suas roupas estavam organizadas cuidadosamente na cama—um elegante vestido de seda marfim suave, delicado e gracioso.
Gianna se jogou na beira da cama, chutando os saltos. “Então,” ela disse com um sorriso provocador, “como estamos nos sentindo? Nervosas? Animadas? Prestes a pular pela janela?”
Atena levantou uma sobrancelha. “O que você acha?”
“Definitivamente a última opção,” Gianna sorriu.
Ambas riram.
Quando o riso cessou, Gianna inclinou a cabeça. “Mas falando sério. Você acha que é isso que você quer? Com Antonio?”
Atena hesitou, seu sorriso vacilante. O que ela queria?
Dissera a si mesma inúmeras vezes que fazia sentido—Antonio era estável, respeitável, alguém confiável. Mas não conseguia afastar o eco vazio em seu peito sempre que pensava em se casar com ele.
“Ele é… bom,” disse finalmente, dando a resposta que sabia que Gianna queria ouvir.
Os olhos de Gianna se estreitaram, como se pudesse ver através da evasiva educada, mas ela deixou passar. “Você parece empolgada.”
Atena sorriu irônica. “Só estou cansada.”
Gianna se apoiou nas mãos, seu olhar pensativo. “Você sabe, Antonio costumava ser divertido. Depois, ele ficou estranho.”
Atena piscou. “Estranho?”
“Mm,” Gianna acenou com a cabeça. “Quando estávamos na faculdade, ele era diferente—amigável, aberto, até mesmo encantador à sua maneira quieta. Mas depois ele mudou. Se isolou. Foi estranho. Ele não deixava as pessoas entrarem facilmente depois disso. Honestamente, fiquei surpresa quando ele concordou em te acolher todos esses anos atrás.”
Atena ficou perplexa.
Gianna deu de ombros. “Simplesmente, Antonio não gosta de estranhos. Nunca gostou. Mal falava com alguém fora dos seus círculos de trabalho. Por isso achei estranho—mas você estava desesperada, e ele tinha espaço. Então, fiquei apenas grata por você não ficar desamparada.”
Atena sorriu levemente, imaginando. “E eu sou grata por isso, Gianna.” uma pausa. “Obrigada.”
Gianna dispensou o agradecimento com um gesto.
Mas Atena já estava pensando. Antonio sendo estranho? Por que ele a aceitou em sua casa? Até defendeu ela?
Sua mente seguia esse fio até que uma batida forte assustou ambas as mulheres.
A porta se abriu abruptamente revelando Chelsea acompanhada por Areso, ambos com expressões idênticas de horror.
“Você está falando sério agora?” Chelsea gritou. “Você nem está vestida? O noivado está prestes a começar!”
Atena piscou, entre a diversão e a culpa. “Já?”
“Sim, já!” Areso disse, olhos arregalados. “As pessoas estão sentadas! Sua avó está prestes a explodir!”
Gianna explodiu em risos enquanto Chelsea avançava, segurando o pulso de Atena.
“Banheiro. Agora.”
“Espere, eu—”
“Sem desculpas!” Chelsea latiu, empurrando-a gentilmente em direção à porta ao lado. “Você pode salvar o mundo depois de colocar o vestido.”