Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 464
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Capítulo 464: Confronto
“Qual é o significado disso?” A voz de Colt retumbou pelo corredor.
O homem estava firmemente à frente de Atena, ombros largos e expressão sombria, as linhas de sua camisa tão impecáveis que poderiam cortar. Seu queixo tremia enquanto observava os agentes da Nimbus, vestidos de escuro, se moverem silenciosamente pelo chão de mármore. Haviam chegado há apenas algumas horas, já estabelecendo um perímetro seguro ao redor dos aposentos do Presidente.
Atena esfregou as têmporas antes de responder. A pressão atrás de seus olhos pulsava—fadiga e tensão em igual medida. Ela não tinha forças para esta discussão. O tom de Colt a fazia querer responder asperamente, mas ela forçou-se a respirar devagar, a manter a calma.
Enquanto isso, a sala de estar havia se tornado uma base tática. Laptops alinhavam-se na mesa moderna ao lado de scanners holográficos e bioleitores portáteis. Os equipamentos dos agentes da Nimbus brilhavam levemente sob as luzes embutidas no teto. A eficiência silenciosa deles parecia apenas irritar ainda mais Colt.
Atena cruzou os braços, lançando-lhe um olhar frio que não escondia totalmente seu cansaço. “Você vai ter que falar mais baixo, Colt. O Presidente está descansando.”
“O Presidente,” Colt disse com raiva contida, “é minha responsabilidade. Estas pessoas—” ele gesticulou bruscamente para os agentes — “não foram autorizadas pelo meu escritório.”
Antes que Atena pudesse responder, seu telefone vibrou. O nome piscando na tela a fez respirar aliviada.
Ewan.
Ela levantou um dedo em direção a Aiden, pedindo-lhe silenciosamente que segurasse Colt.
Aiden, sempre o bom amigo, se interpôs entre eles, murmurando algo baixo que Atena não conseguiu captar enquanto ela atendia a chamada.
“Ewan,” ela disse, baixando a voz.
Ele não se preocupou com formalidades. “Como estão as coisas? Reconheci a decoração atrás de você no momento em que a transmissão foi ao ar. Essa é a casa do Presidente, não é?”
Atena fez uma careta. Claro que ele notaria. “É sim. As coisas se complicaram.”
“Complicaram,” ele ecoou secamente. “Eu vi os guardas, Atena. Você está no meio de um vespeiro.”
A carranca de Colt aprofundou-se enquanto ela falava, seu corpo rígido de raiva contida. Atena encontrou rapidamente o olhar dele antes de voltar sua atenção para Ewan.
“Está sob controle,” ela disse, embora seu tom traísse dúvida. “As leituras voltaram limpas, mas isso não significa que estamos seguros. Quem quer que tenha injetado o Presidente e sua família pode ainda estar por perto.”
Um momento de silêncio. Então a voz de Ewan suavizou. “Você parece cansada. Venha para casa quando puder. Vou deixar seu prato favorito esperando. Comida de conforto, como sempre.”
Isso arrancou dela uma risada—aquela pequena e genuína que parecia estranha após o caos do dia. “Você ainda se lembra disso?”
“Para você? Sempre.”
O calor na voz dele permaneceu enquanto ela encerrava a chamada, mas o sorriso desapareceu quase instantaneamente. O peso da realidade recaiu sobre seus ombros. Ela olhou para o telefone, depois para Colt, cuja expressão havia se tornado tempestuosa.
“Por que você está contando negócios do Presidente para um estranho?” ele exigiu.
Atena guardou o telefone no bolso, os olhos ligeiramente estreitados. “Ewan não é um estranho.” Por que ele não podia ser cabeça fria como Valentim? Será que era porque havia um segredo ligado ao próprio escritório de segurança dele?
“Ele não é segurança. Ele não é médico. Ele nem sequer foi autorizado.” A voz de Colt carregava aquela autoridade que outrora fazia os novatos tremerem. “Então o que ele é para você para que você confie nele com os assuntos de Estado?”
Os lábios de Atena se apertaram. Colt era inacreditável! “Ele está por dentro de tudo desde que isso começou. Talvez você deva verificar seus relatórios antes de me acusar.”
Colt inalou bruscamente pelo nariz, visivelmente se contendo. Ele conhecia, é claro, o histórico de Ewan. Mas ainda assim, seu orgulho se eriçava.
Ele olhou novamente em torno da sala, sua carranca aprofundando-se enquanto dois agentes da Nimbus instalavam um painel sensorial perto do corredor. “Você acha que meus homens trairiam o Presidente?”
“Não,” respondeu Atena, calma e deliberada. “Mas acho que seria bom para minha mente se meus homens o protegessem. Os seus podem cuidar do resto da mansão. Não vou correr riscos, Colt. Você não deveria também.”
As narinas dele inflaram. “Você está excedendo.”
“Estou protegendo,” ela rebateu suavemente.
Os dois ficaram travados em combate silencioso por um momento, seus olhares implacáveis. Finalmente, Colt murmurou, “Você não tem essa autoridade.”
Atena suspirou, olhando brevemente para Aiden—que estava quieto, braços cruzados, fingindo estudar o mapa holográfico na parede, mas claramente ouvindo. Então ela mentiu, suave e sem esforço.
“O Presidente autorizou.”
Colt congelou. “O quê?”
“Ele deu a autorização antes de descansar. Você pode confirmar depois, se quiser, mas sugiro que não percamos tempo.”
A mandíbula de Colt trabalhava silenciosa, os dentes rangendo. Ele queria argumentar, mas o tom de Atena soava como uma ordem. Finalmente, com um aceno rápido que mal ocultava sua irritação, ele saiu do caminho.
“Está bem. Mas quero isso por escrito.”
“Claro,” ela disse com um pequeno, cansado sorriso.
Ela se virou para a equipe Nimbus. “Dez de vocês vão proteger os aposentos do Presidente. Troca a cada quatro horas. Quero dois monitorando o corredor, dois no salão leste, um no acesso ao telhado. O restante ficará de prontidão. Entendido?”
“Sim, senhora.”
O próprio detalhe secreto de segurança de Colt se moveu inquieto, o ressentimento fervendo sob a superfície. Atena podia sentir isso—o insulto não declarado de ter estrangeiros invadindo sua jurisdição. Mas ela não se importava. Não hoje. Não com a vida do Presidente pendendo por fios invisíveis.
Ela se virou de volta para Colt. “Você e seus homens podem continuar garantindo o perímetro externo. Confio que manterão a mansão selada.”
O rosto de Colt era granito. “Você já fez o seu ponto, Dr. Caddels.”
“Não quis provar nada,” ela disse suavemente. “Apenas mantê-lo vivo.”
Ele não respondeu, apenas deu um aceno curto antes de se afastar com dois de seus homens.
Atena exalou, a tensão deixando sua coluna. Ela olhou para os agentes de segurança restantes, não os da equipe de Colt—cansados, mas ouvindo. Seus olhos encontraram os dela, e ela viu não desafio, mas compreensão cansada.
“Eu sei que não é fácil,” ela disse. “Mas não podemos correr riscos. Quem nos invadiu, fez isso debaixo dos nossos narizes. Vocês fizeram o melhor—todos nós fizemos. Agora vamos garantir que isso não aconteça novamente.”
Alguns acenaram. Um até murmurou, “Sim, senhora.”
Atena sorriu fracamente, oferecendo um breve aceno de gratidão antes de sair da sala.
A mansão estava mais silenciosa agora. O zumbido distante dos scanners Nimbus ecoava suavemente pelos corredores enquanto ela caminhava.
Em seu quarto, Atena começou a arrumar suas coisas. Ela se movia mecanicamente, seus pensamentos uma confusão.
Ela já deveria ter saído há horas. O noivado estava se aproximando, e embora seu coração não estivesse completamente nisso, ela ainda devia a noite à promessa que havia feito.