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Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 463

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Capítulo 463: Entrevista

A sala de estar do presidente havia sido transformada.

Cabos se estendiam como vinhas pelo piso de mármore polido, câmeras montadas em tripés alinhadas precisamente em direção ao elegante sofá no centro. Luzes de caixa brilhantes brilhavam de cada canto, banhando o ambiente em um brilho branco estéril que apagava sombras. Uma grande faixa com o emblema da Rede Nacional de Mídia estava perto da parede, ladeada por duas bandeiras menores.

Três técnicos de som moviam-se silenciosamente, ajustando microfones e fones de ouvido, enquanto um par de operadores de câmera testava ângulos e verificava o foco.

Atena sentou-se onde disseram a ela—no lado esquerdo do sofá, de frente para a câmera. O cheiro de metal aquecido dos equipamentos se misturava com o leve aroma de lustra-móveis e desinfetante que ainda pairava no ar. Ela puxou a manga do blazer, tentando alisar dobras invisíveis, embora sua mente estivesse longe de estar calma.

“Doutora Atena?” uma voz suave chamou.

Ela levantou o olhar. A entrevistadora já estava atravessando a sala—alta, graciosa, cabelos loiros caindo em ondas suaves até os ombros. Sua maquiagem estava perfeitamente equilibrada, pronta para a câmera, e seu blazer branco justo sobre uma blusa lavanda dava a ela o charme polido de uma mulher que vivia para a televisão.

Ela estendeu uma mão bem cuidada, sorrindo calorosamente.

“Cynthia Rowe, Rede Nacional de Mídia,” ela se apresentou. “É uma honra conhecê-la, Doutora. Verdadeiramente.”

Atena retribuiu o aperto de mão com um sorriso educado. “A honra é mútua, Sra. Rowe.”

Cynthia riu suavemente, acomodando-se do outro lado. “Por favor, me chame de Cynthia. Meus telespectadores acham ‘Sra. Rowe’ muito formal.”

Ela tinha o tipo de voz que podia fazer até as piores notícias parecerem quase reconfortantes—calma, melódica, persuasiva. Atena podia entender por que ela era uma das principais âncoras de campo do país. Seus olhos eram inteligentes, brilhavam de curiosidade, e ao ajustar seu microfone, Atena sentiu um leve perfume de baunilha.

Cynthia olhou para a câmera mais próxima, seu sorriso profissional se afiando naquele destinado a milhões.

“Estamos ao vivo em cinco,” um dos membros da equipe gritou, levantando os dedos na contagem regressiva.

Atena sentiu seu pulso acelerar. Seus pensamentos se dispersaram brevemente—para seu noivado que deveria acontecer em apenas algumas horas, para o anel que deixou na caixa, para o presidente sedado no andar de cima, e o vírus se espalhando invisível pela cidade.

Quem ainda estava espalhando isso? E por que a casa do presidente, de todos os lugares? Quem quer que fossem, ousaram demais.

“Três… dois… um…”

A luz vermelha piscou.

A voz de Cynthia tornou-se suave como seda. “Boa tarde, telespectadores. Hoje, temos conosco a mulher notável cuja inteligência e coragem mudaram a trajetória da batalha do nosso país contra o Vírus Cinza—Dra. Athena Caddels.”

Aplausos irromperam dos poucos membros da equipe permitidos no local, educados e breves. Atena conseguiu acenar humildemente.

“Dra. Atena,” Cynthia começou, virando-se para ela com um sorriso fácil, “obrigada por se juntar a nós em tão curto prazo. Imagino que sua agenda deva estar uma loucura nesses dias.”

Atena forçou uma pequena risada. “Isso seria preciso, sim. Mas estou contente por estar aqui.”

“E como você está pessoalmente?” Cynthia perguntou, inclinando-se levemente para a frente. “Com tudo acontecendo—a pressão, a carga de trabalho, as expectativas do público?”

Atena exalou suavemente. “Tem sido… intenso,” ela admitiu. “Mas aprendi que foco é o único caminho. O vírus não espera, então nós também não podemos.”

O sorriso de Cynthia se ampliou. “Falado como uma verdadeira líder. Agora, se me permite ir direto ao ponto—o Vírus Cinza abalou este país em sua essência. Milhares infectados, hospitais sobrecarregados. E ainda assim, você foi fundamental no desenvolvimento da cura para a primeira onda. Como você fez isso? Como foi essa jornada?”

A expressão de Atena suavizou. “Não foi o esforço de uma só pessoa. Tive a sorte de trabalhar com uma equipe extraordinária de pesquisadores e médicos de campo. Foram longos dias, noites mais longas, e muitos fracassos antes do sucesso. Mas quando o primeiro paciente abriu os olhos novamente, sabíamos que havíamos encontrado algo que funcionava.”

Ela escolheu as palavras cuidadosamente—sem nomes, sem menção às traições internas, ou ao sacrifício de Fiona. Algumas verdades ainda eram perigosas demais para serem ditas em voz alta.

“E a segunda cepa?” Cynthia perguntou rapidamente. “Essa nova mutação que está se espalhando—quão séria é? As pessoas estão assustadas.”

Atena juntou as mãos, firme e calma. “Compreensivelmente. Mas quero tranquilizar o público que, embora essa cepa se comporte de maneira diferente, desenvolvemos tanto uma vacina quanto uma estratégia de contenção. Nosso objetivo não é apenas curar, mas prevenir novos surtos. A situação está sob controle.”

Os olhos da entrevistadora se arregalaram. “Então, você está dizendo—já há uma cura?”

“Sim,” Atena disse com confiança tranquila. “Nós a testamos com sucesso. Os pacientes estão respondendo bem. Agora é apenas uma questão de distribuição.”

Por um instante, Cynthia pareceu atordoada—depois sua postura se quebrou. Seu rosto se abriu em um sorriso espontâneo, e ela apertou as mãos de Atena impulsivamente. “Doutora! Isso é incrível! Você acabou de dar esperança para toda a nação!”

O cinegrafista fez um sinal frenético para lembrá-la de que ainda estava ao vivo, mas ela riu mesmo assim, olhos brilhando com lágrimas. “Senhoras e senhores,” ela disse, virando-se para a câmera, “vocês ouviram aqui primeiro—a cura existe, e o país pode finalmente respirar novamente!”

Atena sorriu levemente, balançando a cabeça. “Ainda não estamos fora de perigo, mas sim — há razão para ter esperança.”

Cynthia se recompôs, as bochechas coradas de vergonha, embora a alegria nunca tenha deixado seu rosto. “Perdoe-me… Me deixei levar pela emoção. Mas realmente, Doutora, obrigado. Em nome da nação, obrigado.”

Atena abaixou a cabeça modestamente. “Eu apenas fiz o que precisava ser feito.”

A voz da entrevistadora suavizou. “Antes de deixarmos você ir—eu preciso perguntar, embora fora do tópico da medicina. Parabéns pelo noivado.”

Foi mesmo? O noivado tinha sido cancelado, depois remarcado para hoje, mas neste ponto… o que importava?

Ela simplesmente sorriu e assentiu. “Obrigada.”

Cynthia sorriu, claramente satisfeita. “Uma mulher que salva vidas e ainda encontra tempo para o amor… verdadeiramente inspiradora.”

O produtor sinalizou o fim. “E encerramos em cinco, quatro, três…”

Cynthia virou-se para a câmera uma última vez, seu tom novamente suave. “Este foi Cynthia Rowe, ao vivo com a Doutora Athena Caddels—o farol de luz nestes tempos difíceis. Mantenham a esperança, mantenham-se fortes.”

A luz vermelha piscou e apagou. Aplausos seguiram novamente, dispersos mas genuínos.

“Corta,” alguém chamou. “Estamos livres.”

Antes que Atena pudesse levantar, Cynthia se levantou e a surpreendeu com um abraço caloroso. Atena enrijeceu, piscando com o contato repentino.

“Obrigada, Doutora,” Cynthia riu, afastando-se. “Você é mais que uma cientista—você é um modelo a seguir. Minha filha adora você.”

Atena sorriu, um pouco atordoada. “Isso é gentil da parte dela.”

A equipe começou a desmontar o equipamento—desligando cabos, dobrando tripés, enrolando os banners. A sala lentamente voltou à sua calma, elegância presidencial. Atena se recostou por um momento, observando-os trabalhar, a adrenalina da entrevista ainda persistindo como um pulso sob sua pele.

Ela pegou seu telefone, desbloqueou-o e desligou o gravador de áudio que tinha deixado funcionando o tempo todo. Uma pequena luz verde se apagou. O arquivo foi salvo automaticamente, e com alguns toques, ela o enviou para o contato de mídia nos Jornais KN. Para “avançar o ministério.”

Uma batida na porta.

Aiden entrou, localizando-a instantaneamente com os olhos. “Então,” ele disse, encostando-se à porta, “como foi?”

Atena deu uma pequena risada. “Você me diz. Provavelmente estava assistindo ao vivo.”

Ele riu. “Estava sim. Você se saiu bem. Pareceu muito presidencial.”

“Presidencial?” ela levantou uma sobrancelha. “Isso não é engraçado.”

“Na verdade,” ele disse com um sorriso provocador, “é sim. Especialmente aquela manchinha no seu dente que a câmera continuava captando.”

Sua mão voou até a boca instantaneamente, olhos arregalados. “Que mancha—?”

Então ela viu o brilho de riso nos olhos dele.

“Aiden!” ela gemeu, jogando uma almofada nele. Ele se abaixou facilmente, rindo abertamente desta vez.

“Você devia ter visto sua cara,” ele conseguiu dizer, ainda sorrindo.

Ela balançou a cabeça, incapaz de conter um sorriso, entendendo agora seu papel de fazê-la se preocupar menos. “Você é impossível.”

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