Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 270
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- Capítulo 270 - 270 Perturbação II 270 Perturbação II Eles nunca desistem
270: Perturbação II 270: Perturbação II “Eles nunca desistem?” Atena murmurou sob sua respiração, observando o nome de Maria piscar na tela pela terceira vez. Por que estavam tão insistentes hoje?
Não que houvesse qualquer outro dia em que eles não tivessem sido…
Ignorando a chamada, ela desviou o olhar ao redor do parque, procurando pelo carro do Jake. Uma ruga apareceu em sua testa quando ela não o avistou. Aonde ele foi? Ela se perguntou, colocando a mão na cintura.
Ela puxou o celular para ligar para ele, mas lembrou-se de que ele mencionou durante o trajeto de manhã que estaria ocupado fazendo recados para Aiden neste horário.
Atena xingou alto sob a respiração, a frustração transbordando. Ela não ligaria para Aiden para liberar o motorista, e certamente não entraria em contato com Jake, já que Aiden poderia estar com ele. Ela não queria parecer mesquinha, especialmente depois de dizer que seguiria a agenda que haviam estabelecido esta semana.
Suspirando novamente, ela também lembrou que tinha sido ela quem sugeriu informar Jake sobre sua agenda; a última coisa que ela queria era que ele ficasse por aí enquanto a esperava. Parecia um desperdício do tempo do homem.
Olhando ao redor do parque, ela se perguntou qual seria seu próximo movimento. O que fazer?
Foi então que o telefone tocou novamente, interrompendo seus pensamentos. Atena não precisou verificar para saber que era Maria novamente. Maria tinha o hábito de ligar cinco vezes antes de dar um tempo. Esta era a quarta vez.
Ela silenciou o telefone e saiu do parque em direção à estrada, ponderando se pegar um táxi seria uma boa ideia.
Seria uma opção melhor? Ela balançou a cabeça, tentando afastar o pensamento.
Mas o que ela poderia fazer? Ela precisava pegar os medicamentos hoje — a vida de seus pacientes dependia disso.
Ela pegou o telefone, rolando a lista de contatos, mentalmente listando as pessoas em quem podia confiar para buscá-la e levá-la ao laboratório privado.
O velho Sr. Thorne poderia ter entrado na lista, mas ele era um homem idoso, e ela não queria sobrecarregá-lo com a atmosfera enfumaçada e empoeirada que levava ao seu laboratório privado. Então ele estava fora da equação.
Só restava Gianna.
Respirando fundo, ela discou o número da amiga. Foi um alívio para ela agora, que havia confiado nela alguns dias atrás; isso tornava as coisas mais fáceis.
“Olá, Gianna, você está livre?” Ela perguntou quando a ligação conectou.
“Na verdade não. Tenho uma apresentação daqui a alguns minutos. Há algum problema?” Gianna respondeu, soando apressada.
Atena conteve um suspiro cansado. “De jeito nenhum. Boa sorte na apresentação…”
“Atena, apenas fale comigo. A apresentação pode ser adiada,” Gianna interrompeu, com preocupação na voz.
Atena hesitou, avaliando as palavras da amiga em busca de qualquer sinal de hesitação. Na verdade, ela estava muito mentalmente exausta para perceber.
Finalmente, ela deu de ombros e explicou sua situação. “Preciso de uma carona. Acho que não tenho tempo para contratar um carro. Você poderia vir para o hospital com o seu? Você pode pegar um táxi de volta ao trabalho depois.”
Um momento de silêncio encontrou seu pedido.
“Aonde você está indo? As crianças ainda não saíram da escola…”
Atena mordeu o lábio, debatendo se devia revelar a verdade toda ou oferecer uma mentira convincente. No final, ela decidiu ser honesta. “Quero ir ao meu laboratório privado. Preciso pegar alguns medicamentos para os pacientes que temos no hospital…”
“Posso ir com você?” Gianna perguntou, com um toque de empolgação na voz.
Uma pausa recebeu a pergunta. Atena considerou por um momento antes de finalmente concordar e encerrar a ligação. Se Gianna quisesse acompanhá-la, tudo bem.
Afinal, Aiden conhecia o lugar e a traiu sem vergonha. Então, por que ela não permitiria que alguém que esteve ao seu lado por tanto tempo a acompanhasse?
Com isso resolvido, ela voltou para o parque e sentou-se em um dos bancos, reconhecendo que levaria um tempo para Gianna chegar. Ela poderia muito bem se permitir um momento de descanso pacífico.
Mas como se o universo estivesse conspirando contra ela, ela avistou Maria e Mateus se aproximando.
Ótimo. Atena desejou poder se teletransportar ou se tornar invisível — qualquer coisa para evitar a perturbação iminente.
“Então, você fugiu do seu escritório para vir aqui e fazer o quê? Dormir?” Maria zombou enquanto se aproximava. “Você não tem pacientes esperando ou compromissos para cumprir? Acho que devo denunciá-la ao Herbert. Ele precisa ver como você é incompetente como médica.”
“Sim, acho que você deveria. Vamos ver o que ele tem a dizer,” Atena respondeu, sua voz gotejando de tédio e desdém.
Essa combinação em seu tom pareceu agravar ainda mais Maria e Mateus; ambos se aproximaram, inflando o peito, na esperança de intimidá-la agora que não havia mais ninguém por perto no parque.
Ver suas tentativas fez Atena rir porque suas atitudes eram simplesmente ridículas.
“Se vocês dois terminaram de desfilar como pavões gordos, sugiro que voltem aos seus postos, a menos que queiram que eu faça uma reclamação… lembrem-se, vocês ainda se reportam a mim,” Ela advertiu, com autoridade clara.
Maria sibilou de irritação. “Você deve se sentir tão superior, aproveitando essa posição porque…”
“Porque eu encontrei a cura para a doença Cinza? Acostume-se. Essa história já está ficando velha. Encontre outra para negociar, ou volte para seu trabalho,” Atena retrucou, sua voz carregada de autoridade.
Os gêmeos trocaram olhares, claramente descontentes com a resposta dela. Mas seus esforços combativos apenas deixaram Atena mais relaxada. Se ao menos ela pudesse manejar uma pistola naquele momento — ela poderia imaginar afundando uma ou duas balas em suas pernas, sabendo que sairia impune.
Quem acreditaria que a médica calma e equilibrada poderia manusear uma arma? O pensamento a fez sorrir um pouco, mas ela rapidamente o descartou, voltando seu olhar para o relógio. Gianna deveria estar chegando a qualquer momento.
A impaciência corroía seu interior enquanto ela batia nas coxas, desejando que sua amiga se apressasse.
Com os irmãos parados ali e sem intenção de sair, Atena finalmente fechou os olhos, esforçando-se para agarrar um pouco de paz interior.
É claro que o momento de tranquilidade foi interrompido quando ela ouviu a voz de Mateus cortando seu silêncio.
“Atena…”
Ela abriu os olhos lentamente, recostando-se no banco, dando-lhe uma expressão plácida.
“Você acha que é mais esperta do que nós, hein?” Ele perguntou, seu tom carregado de arrogância.
Atena balançou a cabeça levemente. “Eu não acho, eu sei que sou mais esperta. Devo chamar a segurança para vocês dois? Vocês estão interrompendo minha paz… eu não quero ouvir outra palavra…”
Maria arquejou incrédula com a resposta dela, virou nos calcanhares e marchou embora.
Finalmente, Atena pensou com um ligeiro alívio, voltando sua atenção para Mateus.
“Espere, o que você ainda está esperando?” Ela questionou, olhando-o com reprovação.
Mateus bufou, sua expressão cheia de ameaça. “Eu prometo que você vai se arrepender disso. Quando eu terminar com você, vai implorar para eu te levar para a cama.”
Atena engasgou com a sugestão, revoltada. “Saia.”
Desta vez, Mateus não hesitou, reconhecendo o olhar gélido nos olhos dela. Ele se afastou, bufando mais uma vez antes de ir embora.
O que havia de errado com aqueles dois? Atena se perguntou enquanto continuava a observá-los partir. Eles a desprezavam tanto quanto ela os odiava; por que não podiam seguir seu exemplo e se manter em seus próprios cantos?
Logo quando ela estava prestes a fechar os olhos novamente, ela os viu retornando. Ela xingou suavemente, uma dor de cabeça começando a pulsar em suas têmporas.
“Vocês dois estão obcecados por mim?” Ela perguntou quando eles se aproximaram.
“Quem dera,” Maria murmurou, cruzando os braços. “Queremos saber como conseguir os medicamentos para curar a doença Cinza. Não há mais disponíveis. Devíamos trabalhar com você na cura, isso foi o que Herbert prometeu.”
Atena bufou. “Bem, então vão trabalhar com Herbert. Eu trabalho sozinha, e não há como deixar vocês se aproximarem do meu trabalho. Agora, se é só isso…” Ela gesticulou para o caminho de onde eles tinham vindo, indicando que deveriam partir.
“O que devemos dizer aos pacientes que estão exigindo os medicamentos?” Mateus respondeu.
“Bem, diga a eles que receberão o tratamento esta noite ou amanhã de manhã. Agora, posso ter minha paz, ou querem o prazer dos seguranças?”
Maria zombou e se afastou. Mateus rapidamente fez o mesmo.
Atena balançou a cabeça, exalando asperamente antes de fechar os olhos novamente. Aqueles dois lhe dariam cabelos brancos mais rápido do que ela imaginava. Talvez ela devesse começar a trabalhar de casa.
Uma buzina de carro interrompeu seus pensamentos alguns momentos depois, alertando-a para o veículo estacionado a poucos metros de distância.
Gianna. Graças a Deus. Atena refletiu, levantando-se e reajustando a bolsa no ombro.
Ela sorriu quando sua amiga abriu a porta e entrou no carro.
“Você deve ter acordado do lado certo da cama se quer me mostrar seu laboratório privado… por um momento, achei que você chamaria Aiden…”
Atena riu secamente, observando a amiga ligar o carro. “Não diga isso,” Ela respondeu levemente, olhando adiante.
Gianna ainda não sabia sobre o confronto entre ela e Aiden…