Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 251
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251: Longa Noite XV 251: Longa Noite XV Nada disso faz sentido. Atena refletiu enquanto passava pelas pilhas de papéis na mesa de Morgan.
Tudo o que podia ver, das pilhas de papéis nos armários, nas prateleiras da biblioteca e agora na mesa, eram contas de hotéis, recibos de livros ou eletrodomésticos comprados. Não havia nada relevante, nem mesmo uma pista que levasse às drogas, às armas ou à figura política por trás dessa bagunça.
Teria sido um esforço desperdiçado? Ela se perguntou, sentando-se cansada na confortável cama. Eles deveriam ter esperado?
Ela balançou a cabeça imediatamente. Ela não achava isso. Se tivesse esperado mais uma noite, Susan estaria morta. Isso fazia com que todo o esforço valesse a pena.
Suspirando exausta, desistiu das pilhas de papéis inúteis e virou-se para Ewan. Desde que a busca começou, ela vinha lançando olhares furtivos para ele, e até agora ele não havia aberto nenhuma porta secreta. Será que não havia nenhuma aqui?
Ela se levantou resignada, prestes a sugerir que saíssem dali, quando Ewan, agachado no canto leste do quarto, exclamou, “Aha!” logo antes de um espaço na parede se abrir.
Um espaço seguro? Atena o chamou, sentindo uma faísca de esperança em seu peito. Talvez encontrassem algo valioso!
Rapidamente, ela cobriu a distância entre ela e Ewan, agachando-se ao lado dele quando chegou ao local, sorrindo satisfeita, incapaz de evitar, quando viu outro esconderijo de papéis junto com algumas barras de ouro, uma arma com um emblema do governo e um diário.
O diário não a surpreendeu; qualquer pessoa que fosse leitora muitas vezes desenvolvia o hábito de escrever também. Neste caso, isso era uma grande vantagem para ela.
“Você não vai esvaziar o espaço?” Ela perguntou a Ewan, notando sua inação. “Você está sentindo alguma armadilha?”
Ewan deu uma risada suave e balançou a cabeça. “De forma alguma. Eu só pensei que você faria as honras…”
Atena odiava o poço de satisfação que balançava confortavelmente em seu ventre.
Clicando a língua em desgosto, para o desgosto de Ewan, ela pegou o diário primeiro.
Ewan seguiu o exemplo, um pouco mal-humorado, pegando o esconderijo de papéis.
Eles ambos se sentaram no chão, como se compartilhassem o pensamento de que provavelmente a sociedade secreta do presidente já estava por perto, e eles não queriam que o último tivesse essas descobertas.
“O que você tem aí?” Ewan perguntou, largando os papéis que retratavam algum tipo de transação entre Morgan e um homem com o codinome Lagostim. Ewan nunca tinha visto um codinome tão ridículo.
“Nomes de pessoas que ele foi enviado para matar, junto com os nomes de oficiais do governo que queriam eles mortos.” A voz de Atena estava tingida de admiração e excitação.
A boca de Ewan se abriu levemente. “Sério?” Ele perguntou, se aproximando de Atena para poder olhar no livro.
Atena, não satisfeita com a proximidade, limpou a garganta, levantou-se e caminhou apressadamente até a mesa. Ela espalhou o livro na mesa e continuou lendo.
Ewan não tinha certeza do que tinha acontecido, mas estava curioso sobre o diário. Então ele se levantou e caminhou até a mesa, espiando o diário.
“Uau…” ele murmurou, reconhecendo os nomes de homens proeminentes no governo, incluindo algumas figuras religiosas. “Isso é uma mina de ouro.”
Atena assentiu em concordância. “Um plano de reserva para caso as coisas deem errado. Ele poderia literalmente sobreviver com isso. Um nome aqui custaria mais de um milhão de dólares.”
“Você viu o nome ligado ao seu?” Ewan perguntou após alguns momentos observando Atena virar as páginas.
Atena balançou a cabeça, virando as páginas mais rápido, passando os olhos pelos nomes. Havia muitos, e eles nem sequer estavam organizados em ordem alfabética; em vez disso, estavam listados na ordem de assassinato.
Ela pausou e pulou para as partes finais do livro, sorrindo quando viu o ano marcado nessa seção; era o ano em que ela conheceu a gangue do Escorpião pela primeira vez.
“Lá está o seu nome!” Ewan exclamou, apontando para a linha intitulada Athena Caddels.
“Contratada pela CIA?” Ewan franziu os lábios em descrença. “Eu pensei que você trabalhava para eles?”
“Eu também pensei,” Atena murmurou—choque substituindo a ansiedade para descobrir como Ewan sabia que ela havia trabalhado para a CIA—traçando seu nome.
“O que você acha que aconteceu? Algum caso não saiu como planejado?”
Atena fechou a boca aqui; ela não ia falar sobre isso com Ewan. A única que merecia essa explicação era Susan, já que foi a missão que custou a vida de sua mãe.
A dor entorpeceu o coração de Atena enquanto memórias daquela noite inundavam sua mente. A CIA? Como eles puderam? Ela havia suspeitado disso, foi por isso que ela renunciou. Ainda assim, ser confrontada com a verdade não tornava mais fácil engolir.
O chefe estava ciente disso? E quanto a Shawn e Eric?
“Atena, você não pode me dar um desconto, já que estou sendo útil aqui?” Ewan insistiu, cortando os pensamentos de Atena.
“Eu não pedi sua ajuda, Ewan. Você ofereceu. Não tente pedir favores por causa disso. Minha história é minha para contar.” Atena retrucou asperamente, com raiva, sem olhar para Ewan, cujos olhos se apagaram com mágoa.
“Desculpe. Eu só…” Ele deixou pra lá. Ele não tinha prometido a si mesmo que não a pressionaria, que não forçaria algumas coisas? “Verifique a segunda tentativa então. Vamos ver quem está por trás de todo esse absurdo.”
Atena, ouvindo o tom áspero de Ewan, sabia que ele estava irritado, mas ela simplesmente não se importava. Ainda assim, ela se apressou até a próxima página e a próxima página até que viu seu nome, apenas que o remetente estava em branco. Eles se olharam confusos.
“Pode ser uma vendetta?” Ela murmurou, espantada.
Ewan balançou a cabeça. “Ele não poderia ter inventado as drogas. Alguém está trabalhando com ele. Talvez ele não tenha pensado em colocar o nome, talvez porque ele não tenha terminado o trabalho?”
Atena não tinha certeza. Ele não tinha terminado o trabalho há dois anos.
Ela estava prestes a afirmar esse fato quando um som ofegante ecoou na sala, como o spray que ela havia dado a Ewan mais cedo. Ela imediatamente se virou para ver o que estava acontecendo.
“Você ouviu isso?” Ela perguntou a Ewan, inalando o ar, seus olhos se arregalando ao perceber o gás perigoso.
“Ewan, rápido! Temos que sair daqui!!”
Enquanto falava, ela correu para o lado da parede por onde eles haviam entrado no quarto, olhando furiosamente para Ewan, que havia parado no lugar seguro.
“O que você está fazendo? Saia daí!” Ela gritou, percebendo que o gás estava realmente saindo daquele local.
Havia uma armadilha afinal. Mas o que a ativou?