Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 248
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248: Longa Noite XII 248: Longa Noite XII Atena sabia o motivo de Ewan ter liderado o caminho, mas se perguntou se a promessa às crianças era a única razão por trás de suas ações.
Entretanto, ela afastou o pensamento antes que pudesse se firmar e fermentar. Havia outras questões com as quais se preocupar, como o fato de que o espaço subterrâneo se assemelhava ao escritório secreto do presidente. Seria apenas uma mera coincidência?
Ela lançou um olhar para Aiden; o olhar em seus olhos e a tensão em seu rosto sugeriam que ele estava ponderando sobre a mesma inquietante ideia.
“Não parece ter ninguém aqui. Está tão silencioso,” Ewan notou, parando no meio da câmara subterrânea.
Ele examinou os arredores e observou três portas que levavam a salas desconhecidas. Fora isso, o lugar estava vazio, exceto por algumas almofadas e uma biblioteca ao lado.
Onde estava todo mundo? Onde estava a garota chamada Susan? Ele se perguntava, observando a ordem do local—um contraste agudo com o caos na sala de estar no andar de cima. Era óbvio que aquele espaço era o domínio de Morgan, mas uma inquietante sensação de vazio se fazia presente.
Ele observou os agentes, que haviam descido com ele, baixarem as armas que anteriormente estavam erguidas, prontas para atirar. Então seu olhar voltou-se para Atena. Ela parecia tão confusa quanto.
“Algo está errado,” Ele disse, ao mesmo tempo que Atena. Eles se olharam curiosamente antes de voltarem sua atenção para os agentes.
“Sim, parece muito—”
“Fácil,” Ewan completou a frase de Aiden, com uma crescente sensação de mau presságio tomando conta dele. “É como se tivéssemos caído numa armadilha.”
Imediatamente, todas as armas foram erguidas, incluindo a dele, prontas para atirar enquanto todos compreendiam a perturbadora verdade nas palavras de Ewan.
Atena, porém, permaneceu perplexa. Quem havia vazado essa informação? Havia algum dos agentes os traído?
No mesmo instante, ela tentou se comunicar com os agentes do lado de fora, incluindo Zane e Sandro, mas tudo o que recebeu foi estática. Um frio medo subia por sua espinha enquanto tentava de novo. “Alô, alô…”
Aiden e Ewan ecoaram suas tentativas, chamando a equipe de fora, somente para parar quando ouviram uma risada seca vindo por trás deles.
Sobressaltados, eles se viraram para ver a parede deslizando, abrindo-se para a esquerda e para a direita, revelando Morgan batendo palmas enquanto saía de uma sala escondida, acompanhado por vários membros de sua gangue.
Conforme ele apareceu, as três portas se abriram, deixando ainda mais membros entrarem na câmara.
Estamos cercados; em menor número. Atena apertou o grip em sua arma, o pânico subindo dentro dela. Quem os havia traído?
“Devo admitir, estou surpreso que todos vocês tenham conseguido chegar tão longe. De quem foi a ideia de decifrar o código?” Morgan começou, caminhando tranquilamente até um sofá e sentando-se.
Um silêncio tenso o acolheu.
“Sugiro que soltem as armas e se ajoelhem no chão. Nenhum de vocês vai escapar daqui esta noite,” Ele continuou, com um sorriso sinistro surgindo em seus lábios. “E não se preocupem com os seus homens lá fora; eles todos foram neutralizados.”
Ewan estremeceu quando um dos membros de Morgan o forçou ao chão, sorrindo vitoriosamente enquanto tomava sua arma. O que aquele homem maligno queria dizer? O que havia acontecido com seus amigos?
A ideia de Sandro e Zane deitados mortos numa poça de seu próprio sangue enviou gelo correndo pelas veias de Ewan. Ele encarou Morgan. “O que você fez com eles?”
Morgan riu, olhando para Ewan como se o visse pela primeira vez. “Eles foram tirados do sofrimento, Sr. Ewan Giacometti.” Ele tirou um cigarro cubano do bolso e o colocou elegantemente em sua boca.
Susan, disfarçada por trás de sua máscara de ‘Heronica’, acendeu habilidosamente o cigarro, como se o fizesse por toda sua vida.
Era um consolo para Atena, enquanto se ajoelhava desarmada entre Aiden e Ewan, que ao menos a garota estava segura.
“Sabe, Ewan, se você tivesse me escutado e trazido meu amor, minha Morgana, você teria sido isento do massacre que está prestes a acontecer aqui,” Morgan continuou, seu tom zombeteiro.
Atena se fortaleceu, recusando-se a se acovardar sob o olhar de Morgan enquanto se agarrava à frágil esperança de um milagre.
Desta vez, no entanto, Ewan não disse nada. Ele ficou em silêncio, olhando para o chão, abatido, como se tivesse perdido tudo.
Atena queria dizer a ele para se manter forte, mas ela entendia, até certo ponto, o que ele estava sentindo. Ela própria não estava bem; Zane era o padrinho das crianças.
“O que você quer, Morgan?” Atena finalmente perguntou, encarando diretamente seu olhar predatório.
Morgan riu, virando-se para seus comparsas. “Olha só a vadia perguntando o que eu quero.” Ele voltou sua atenção para ela. “Eu deveria estar perguntando isso a você, seu inseto frágil e teimoso que se recusou a morrer, já que é você quem invadiu meu esconderijo. Então, Atena…” Ele fez uma pausa, tragando seu cigarro. “Por que você veio aqui?”
Atena deu de ombros, a expressão uma de indiferença. “Eu vim aqui em busca de respostas e para cortar sua maldita farsa nesse país. Sofisticado, não é?” Um sorriso astuto curvou seus lábios.
Morgan deu uma risada, balançando a cabeça. “Você nunca deixa de me surpreender, Athena Caddells.” Ele cruzou as pernas e deu outra tragada. “Imagine a minha descrença quando soube que você viria aqui esta noite. Eu nem sabia que conhecia a localização. Ainda assim, fiz arranjos—recusando-me a ser pego de surpresa, fingindo que não estava por perto, como se todos vocês tivessem perdido seu tempo vindo até aqui. Mas você me surpreendeu de novo. Você quebrou o código. Como fez isso?”
O silêncio foi a única resposta dele.
Desta vez, Morgan não iria tolerá-lo.
Sem dizer uma palavra, ele apontou para um dos agentes atrás de Atena, e instantaneamente um tiro ecoou.
Atena se virou rapidamente, o coração acelerado de alívio ao perceber que a bala só atingira a perna do agente.
“A próxima vai ser na cabeça, Atena. Eu prometo. Isso é misericórdia, certo?” Uma pausa. “Então doutora, me diga, como você decifrou o código? Qual dos meus homens revelou esse segredo para você? A pessoa está aqui? Aponte essa desgraça para mim!!” A voz de Morgan era um rosnado baixo, carregado de raiva.
Ela realmente deve estar furiosa por termos encontrado este lugar, Atena pensou, escaneando a área em busca de outras surpresas inesperadas. O que mais poderia estar escondido aqui? Quem frequentava as reuniões nesta fortaleza?
“Atena… não teste os meus limites.”
Mas Atena estava sem palavras; ela não queria expor Ewan, com medo do que poderia acontecer com ele. Morgan era imprevisível; ele poderia atirar no outro na hora.
Ela não mencionou um massacre? Ela não podia permitir que as crianças perdessem o pai justo quando estavam começando a se conectar. A perspectiva de mortes possíveis de Sandro e Zane era tudo o que ela podia suportar.
Enquanto ela deliberava sobre como responder, tentando inventar a melhor mentira possível, Ewan falou: “Fui eu.”
Atena não sabia quando o beliscou com força no pulso, mas o rosto dele permaneceu estoico, e ele não reagiu à dor.
Morgan levantou uma sobrancelha, intrigado pela resposta ousada de Ewan, o charuto cubano momentaneamente esquecido. “Como?”
Ewan deu de ombros. “É um código simples, usado em tempos antigos. Eu leio muito.”
Morgan estudou Ewan por mais de um minuto, avaliando-o antes de dar outra tragada em seu charuto. “Entendi. Bem, isso decreta sua morte agora.”
O coração de Ewan acelerou enquanto Morgan se levantava, agarrando o revólver de um dos membros por perto.
Atena sentiu uma onda de pânico tomar conta dela. Ela nunca tinha ficado tão com medo desde seu último sequestro. Pelo bem das crianças, Ewan não podia morrer. Mas como ela poderia mudar a situação?
Eles haviam perdido toda a comunicação com os membros do lado de fora, incluindo Spider, de quem Ewan tinha falado bem no caminho para cá. Sua única fonte de esperança era a sociedade secreta do presidente, mas dependendo do tempo que ela lhes deu, ainda estavam a trinta minutos de distância. Isso era uma eternidade na situação atual deles.
De repente, os dedos de Ewan começaram a sinalizar uma mensagem: um duplo risco. Reunir e Montar.
Mas por quê? Atena lançou um olhar para Aiden. Ele viu, assim como os outros agentes.
Antes que ela pudesse pensar mais sobre o assunto, os agentes atrás dela correram para frente, colidindo desajeitadamente, como se estivessem tremendo de dor nos joelhos.
Morgan riu. “Eu pensei que vocês foram treinados? Um pequeno ajoelhar, e vocês já estão cansados? Fiquem retos!”
Ele gargalhou satisfeito enquanto eles obedeciam sem hesitação. “Sabe, Ewan, eu pensei que você deveria ir primeiro. Mas tem alguém que deveria morder a poeira antes de todos vocês…”
Atena apertou os lábios com força, temendo que ele estivesse se referindo a ela.
“Uma que pensou que poderia invadir meus quadros e assumir o papel do meu subordinado.” Ele riu zombeteiramente, liberando uma pedra de aflição no peito de Atena enquanto ela observava um dos membros empurrar Susan para frente.
Seus olhos se encheram de dor ao ver Susan de pé, orgulhosa, irradiando confiança como se fosse realmente Heronica.
“Susan Langford,” Morgan murmurou, tocando os cabelos de Heronica/Susan. “Você realmente me enganou. Mas depois Heron visitou… e você sabe o que dizem sobre gêmeos—eles estão interligados em mais maneiras do que uma.”
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Nota do autor->Reunir e Montar: Um sinal militar. Um movimento circular com a mão, palma para baixo, ou um gesto de chamar com o dedo indicador.