Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 241
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241: Longa Noite V 241: Longa Noite V Perdoá-lo?
Atena bufou suavemente, um indício de humor brilhando em seus olhos. Como se ela pudesse realmente guardar rancor de Antonio. Afinal, fazia um bom tempo que ele não a deixava tão irritada.
“Tudo bem, Antonio. Só me prometa que você não vai fazer isso de novo, que você não vai desorientar meus filhos…”
“Eu prometo.” Antonio disse sem hesitar, deixando um beijo na testa dela. “Então, estamos de boa?”
Atena riu, sua raiva se dissipando completamente, enquanto uma sensação de calor se espalhava por ela diante do gesto. “Sim, estamos de boa. Vamos entrar. Estou morrendo de fome.”
A promessa de comida redirecionava seus pensamentos para a conversa dos seus filhos com Ewan. Como estaria indo aquilo?
Bem, não estava indo exatamente bem; na verdade, não estava indo.
Deixado em uma sala sozinho com os gêmeos, Ewan ainda não sabia o que dizer.
Depois que Atena e Antonio saíram da sala, o Velho Sr. Thorne, incapaz de suportar o silêncio por mais tempo, assumiu a situação. Sem muita cerimônia, ele falou e guiou Ewan e as crianças para uma das salas de visitas, e levou os outros adultos para a sala de jantar maior, onde o jantar estava sendo servido.
Agora, Ewan e seus filhos estavam lá, se encarando, uma atmosfera densa de incerteza pairando entre eles.
Foi então que o celular de Ewan tocou, seu tom estridente cortando a atmosfera constrangedora.
“Com licença…” Ele murmurou para as crianças, que não disseram nada, mas trocaram olhares furtivos, seus olhos trocando preocupações não ditas sobre aquele encontro peculiar.
“Sandro, há algum problema?” Ewan sussurrou, escolhendo suas palavras cuidadosamente enquanto sentia um frio de ansiedade em seu peito.
Kathleen não pôde evitar abafar um pequeno riso, encontrando diversão na natureza sussurrada da conversa do pai. Por que ele estava sussurrando?
“Nada. Estou só verificando. Espero que você tenha começado a falar com eles?” Sandro indagou do outro lado.
Ewan afastou o telefone do ouvido por um breve momento para franzir a testa em confusão. Como Sandro havia se tornado tão hábil em ler nas entrelinhas?
“Alô… alô…” Ewan ouviu claramente, e ele rapidamente colocou o telefone de volta no ouvido. “Ainda não.”
“Imaginei…” Sandro murmurou sabiamente. “Se você não sabe por onde começar, pode começar pela vida acadêmica deles. Pergunte sobre suas matérias favoritas e tudo mais…” Houve uma breve pausa antes de Sandro continuar, “Tenho certeza que a partir daí vão surgir mais tópicos.”
“Obrigado, Sandro, pela dica,” Ewan respondeu, grato pela percepção.
“E Ewan, relaxe. Eles são seus filhos, não importa o que os documentos legais digam. Relaxe e converse com eles.”
Ewan balançou a cabeça, sentido um ar de determinação surgindo dentro dele enquanto desligava a chamada. A última ponta de incerteza ainda puxava seu coração, mas ele se firmou. Era hora de estreitar esse laço.
“Por que o Sr. Sandro estava ligando? Há algum problema?” Nathaniel perguntou, se acomodando mais fundo no sofá que dividia com Kathleen, seu rosto uma lousa em branco.
Ewan balançou a cabeça mais rápido do que o usual, o gesto reforçando seu desejo de permanecer calmo. Ele se xingou silenciosamente no momento seguinte, sentindo uma corrente de autocrítica.
Ele não era um homem forte? Ele tinha conquistado gangues, enfrentado rivais no mundo dos negócios e mantido conversas com líderes mundiais. No entanto, ali estava ele, sentindo-se nervoso na frente de crianças de seis anos, na frente de seus próprios filhos.
Ele umedeceu os lábios, olhando amorosamente para os gêmeos, cujas qualidades físicas ainda o surpreendiam. Eles eram muito parecidos com ele, lembranças de um legado que ele ainda tinha que reivindicar. Eles vieram das suas entranhas! Isso era algo para se orgulhar, não era?
“Senhor Ewan…” A voz suave de Kathleen interrompeu seus pensamentos, trazendo-o de volta ao momento.
Ele sorriu para ela, desejando poder envolvê-la em um abraço caloroso, imaginando se aquilo seria possível na atmosfera atual.
“De maneira alguma. Sandro estava só verificando, querendo saber como estão indo as coisas aqui… você sabe, as conversas e tudo.”
“Gosto do Sr. Sandro,” Kathleen murmurou, suas mãos ainda segurando firmemente os materiais de pintura, sua cabeça se curvando timidamente.
Ewan sorriu, uma onda de calor florescendo em seu peito. “Eu também gosto dele.”
“Ele é o seu melhor amigo? E o Tio Zane?” Nathaniel perguntou, inclinando a cabeça.
Ewan franziu os lábios diante da pergunta de Nathaniel. Melhor amigo?
Enquanto crescia, Fiona havia conquistado esse título por ser a pessoa mais próxima dele, até ele conhecer Zane durante uma das reuniões do conselho. Seus valores compartilhados criaram um vínculo profundo e eles se tornaram melhores amigos, com Zane até mesmo se dando bem com Fiona. Mas Sandro tinha sido um caso diferente.
Conhecendo na faculdade, o último não conheceu Zane e Fiona até mais tarde. Mesmo assim, Sandro se deu bem com os dois, já que o duo eram os únicos amigos que tinha, até alguns anos atrás quando Sandro de repente passou a odiar Fiona.
Foi preciso o recente virar de eventos para entender o porquê. Melhor amigo? Sim, Sandro poderia preencher esse papel. Ele tem sido um bom amigo e um bom funcionário ao mesmo tempo.
“Sim, ele é. Zane também.”
Nathaniel franziu a testa. “Você não pode ter mais de um melhor amigo.”
Ewan deu de ombros, mantendo um sorriso genuíno — não patronizador ou condescendente, mas sincero. “Bem, quem disse isso? Quem fez essa regra? O dicionário? Ou o mundo? Você não deve se preocupar com isso. Você pode ter quantos melhores amigos quiser, porque como você vê, há várias pessoas que você vai encontrar enquanto cresce, pessoas especiais que vão corresponder à sua intensidade ou a complementar; pessoas que vão te encontrar na metade do caminho, ou até mais; pessoas que podem levar um tiro por você e te incentivar em tempos difíceis; pessoas que vão ocupar lugares especiais no seu coração, tanto que chamá-las apenas de amigos não pareceria certo. E essas pessoas podem ser mais de uma. Para mim, eu tenho Zane e Sandro. Eles têm sido fiéis ao longo dos anos.”
Nathaniel acenou lentamente como se absorvesse um conselho sábio. “Eu entendo. A Fiona era uma melhor amiga?”
Ewan não esperava essa pergunta. Limpando a garganta após um silêncio tenso, ele sentiu a intensidade do olhar dos gêmeos, e ele sabia que não poderia evitar a resposta.
“Ela era, em um certo ponto. Mas podemos ver como isso arruinou muitas vidas, especialmente a minha. Ainda é um dos meus piores arrependimentos. Você deve aprender com os meus erros — seja extremamente cuidadoso ao escolher amigos. Seja sensível, mesmo após tê-los escolhido. Às vezes…” Ele fez uma pausa, garantindo que o peso de suas palavras afundasse. “As pessoas mudam.”
“Então, você é um homem mudado agora?” Nathaniel pressionou enquanto Kathleen ouvia atentamente, sua curiosidade despertada.
“Sim, sou,” Ewan respondeu sem hesitação, sua resolução se solidificando. Ele entrelaçou as mãos, sentindo uma onda de responsabilidade o envolver enquanto buscava os rostos ansiosos deles.
Nathaniel e Kathleen trocaram outro olhar, um olhar de compreensão.
“Então, Senhor Ewan, qual é o seu plano então, para minha mãe? Qual é o seu plano para nós?”