Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus! - Capítulo 133
- Home
- Vingança Sombria de uma Esposa Indesejada: Os Gêmeos Não São Seus!
- Capítulo 133 - 133 O Último Suspeito II 133 O Último Suspeito II Atena o que
133: O Último Suspeito II 133: O Último Suspeito II “Atena, o que você está fazendo aqui? Depois de todos esses anos de tormento injusto, depois de me deixar levar a culpa por um pecado que não cometi, você veio finalmente me matar?” A voz de Lucas era áspera, impregnada de amargura enquanto ele relutantemente tomava assento na cadeira de ferro na mesa apertada.
Atena enfrentou-o do outro lado da superfície metálica destinada a interrogatórios. Sua pequena lanterna era a única fonte de iluminação na cela úmida e escura.
Quem quer que tenha criado esta ideia de cela era tanto um gênio quanto uma personalidade psicótica. Ela pensou, verificando os cantos da cela habitados por fungos pretos.
Realmente não era chamada de ‘Buraco Negro’ à toa!
“Não estou aqui para te matar, Lucas,” Ela finalmente respondeu, sentando-se ereta na cadeira, projetando uma aura de autoridade. “Na verdade, estou aqui para te oferecer uma chance de liberdade.”
Lucas soltou uma risada desdenhosa, lembrando o som gutural de uma fera. Era um som triste, mas Atena não sentia simpatia por ele.
“Liberdade? Não há liberdade para mim. Você sabe disso; você me colocou aqui!”
“Então como estou aqui?” Atena perguntou calmamente, com os braços cruzados sobre o peito.
O olhar de Lucas desceu, demorando-se em suas mãos, como se buscasse um lampejo de sinceridade naquela postura.
“Não sei. Não sei por quem ou para quem você trabalha, Atena, mas se eu deixar este lugar, eles vão me rastrear. Você quer aprofundar meu castigo? Não sofri o suficiente?” Angústia permeava suas palavras.
Atena descartou seus apelos. Não havia sentido em se envolver em um debate fútil. Lucas merecia tudo o que estava vivenciando agora. “Você pode confiar em mim… Eu—”
“Confiar em você?” Lucas interrompeu, balançando a cabeça em descrença. “Você me incriminou há quatro anos, e agora quer falar sobre confiança? Essa palavra nem deveria estar no seu vocabulário. Apague-a, Atena!”
Atena não pôde deixar de soltar uma risada, que logo se tornou sombria. “Você fala de confiança e traição agora? Você se lembra do que fez há seis anos? Você era meu melhor amigo e me vendeu para Alfonso e sua filha ridícula! Você se lembra disso?”
Lucas baixou a cabeça, súbita vergonha o invadindo. “Eu me arrependi disso desde então. Eu poderia ter consertado, mas as vidas dos meus irmãos estavam em jogo.”
Sua risada ecoava vazia na cela mal iluminada, interrompida apenas por um rato correndo. “Arrependimento? É porque você acabou neste poço de escuridão?”
“Não, me arrependi desde o momento que fiz o acordo com Fiona. Eu pensei que valeria a pena—a anistia, o dinheiro, a segurança dos meus irmãos—mas nada disso tornou a traição mais fácil de suportar, especialmente quando soube que seu pai também tinha te banido.”
Atena assentiu, sentindo uma mistura de curiosidade e raiva. “Então, não é porque você e Fiona tinham um relacionamento real?”
Lucas franziu a testa, visivelmente agitado. “Relacionamento? Que nada! Foi só um caso. Um evento único. Um erro bêbado. No dia em que eu deveria partir, encontrei com ela na casa de Ewan para receber meu pagamento. Ela estava com o pai dela, então disse estar ocupada. Ela me pediu para encontrá-la em um hotel pelo dinheiro e tudo mais.”
Ele fez uma pausa, agarrando a borda da mesa. “Mas no hotel, ela me drogou e dormiu comigo depois que eu recusei suas investidas. Ela é uma vagabunda… aquela mulher…” Ele se controlou, respirando fundo. “Ela finalmente se casou com Ewan?”
“Ela bem que poderia estar,” Atena respondeu, com uma expressão indecifrável.
Lucas clicou a língua em desdém. “Eu tenho pena de Ewan então. Só segui em frente porque Fiona tinha a vida dos meus irmãos nas mãos dela. Eventualmente, descobri que ela os tinha matado e estava planejando me eliminar também. Eu escapei, nunca olhando para trás.”
“Então você trabalhou como atendente de bar até aquela noite em que te encontrei—a noite do atentado terrorista, quando minha equipe matou o terrorista por engano em vez de capturá-lo para interrogatório, e eu tive que te denunciar como um,” Atena concluiu, seu sorriso desprovido de calor.
“Isso foi bem jogado da sua parte,” Lucas cuspiu, uma aceitação oca em seu tom. “Se você quer me matar, vá em frente. Não tenho mais nada a perder. Sem família, nada.”
Atena balançou a cabeça. “Eu estou aqui para te conceder liberdade, Lucas.”
Lucas suspirou resignadamente. “Então me fale sobre isso. O que você quer que eu faça? Certamente, não é de graça…”
“Eu preciso que você testemunhe contra Fiona em tribunal para ganhar sua liberdade,” Atena afirmou com firmeza. “Não se preocupe com as provas; eu já as tenho.” Ela pegou em seu bolso, retirando um pedaço de papel dobrado, e entregou a ele.
“O que é isso?” Lucas perguntou, desdobrando o papel lentamente, seus olhos se arregalando em choque.
“Seu bilhete para a liberdade,” Atena respondeu, olhando para seu relógio. “Temos cinco minutos, Lucas. Apressa-te e leia!”
Sentindo a urgência em seu tom, ele folheou o papel, empalidecendo quando percebeu seu conteúdo. “Atena… o que… é isso?” Ele gaguejou, apontando para o conteúdo do papel.
“É sua filha com Fiona. Ela tem seis anos. Seu nome é Kendra. Não só quero que você testemunhe contra Fiona, mas também estou te libertando para ser pai dela. Fiona a abandonou no nascimento.”
Lágrimas instantaneamente brotaram nos olhos de Lucas. “Minha filha… abandonada? Onde ela está?”
“Em um lugar seguro. Você terá acesso a ela depois do caso, dois dias a partir de agora. Prometo que o governo não vai te encontrar. Medidas já foram tomadas para garantir isso.”
“Atena…,” Lucas estava sem palavras. O peso da realização o atingiu, e ele rapidamente deixou sua cadeira e ajoelhou-se. “Eu confiarei no que vejo em seus olhos desta vez. Eu testemunharei a verdade. Obrigado por essa segunda chance. Obrigado por me perdoar.”
Atena bufou, fazendo um sinal para que ele se levantasse. Ela recolheu o papel de sua mão e gesticulou para que o seguisse.
Lá fora, Shawn e Eric estavam esperando.
“Você demorou bastante, Atena. Há quanto tempo, Terror,” Eric provocou, sorrindo para Lucas.
Lucas o reconheceu imediatamente, claro.
Ele era um dos colegas de Atena que o tinha condenado ao inferno.