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Vilão: Transmigrei Para um Mangá NTR Como o Antagonista - Capítulo 123

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123: Parte II da Redenção 123: Parte II da Redenção Depois de voltar da Coreia e encontrar sua família. Alex nem se deu ao trabalho de comparecer à segunda metade das aulas daquele dia. Já havia perdido alguns dias de aula, então, o que significava mais um? Em vez disso, ele se vestiu imediatamente com suas roupas de ginástica e saiu em direção ao Clube de Luta Americano. Então, enquanto Chad estava na escola aguardando o concerto que assistiria mais tarde naquela noite, Alex estava indo à loucura na academia como um maluco.

Já faziam dias que Alex não tinha a oportunidade de bater em alguém, e embora tivesse liberado muito de sua energia acumulada nos corpos divinos das suas dezessete diferentes “noivas”, a agressividade crua que se acumulava em seu corpo a cada hora havia atingido um ponto em que Alex estava particularmente agressivo durante suas sessões de rolamento e sparring.

Embora ele limitasse a potência em suas mãos e pernas para evitar machucar seus parceiros de treino, Alex era uma fera. Ele explodia com potência durante o rolamento, pressionando para frente durante o sparring como um touro enfurecido, muito mais do que o normal. Vanessa percebeu esse aumento súbito de agressividade e ficou surpresa.

Ela sabia que Alex era um lutador hiperagressivo, mas ele normalmente era bem tranquilo no sparring. E embora não estivesse simplesmente massacrando seus oponentes, ele também dava pouco espaço para eles executarem seu próprio plano de jogo. Assim, ela chamou o homem para conversar depois que as aulas terminaram.

Alex estava vestindo seu moletom sobre o torso suado quando Vanessa se aproximou dele com um tom quase preocupado na voz.

“Tudo bem?”

Depois que Alex vestiu seu moletom, ele olhou para a milf brasileira com uma expressão confusa no rosto antes de perguntar sobre o que ela estava falando.

“Como assim?”

Nessa tinha visto o vídeo na internet de Alex com suas dezessete mulheres e, sinceramente, sentiu um pouco de repulsa pelo homem. Ele tinha apenas dezenove anos, mas já possuía toda essa riqueza e todas essas mulheres. Ela nem conseguia imaginar por que ele estava lutando. Não só isso, mas o homem estava recebendo uma tonelada de ódio pelo que fez na Coreia, e então essas duas preocupações se combinaram em um interrogatório enquanto ela se aproximava dele com isso em mente.

“Você pareceu um pouco selvagem hoje. Será que está com raiva de todo o ódio que está recebendo online e está descontando nos seus parceiros de sparring?”

Alex se importava tão pouco com o que os idiotas online pensavam sobre ele que nem sequer deu uma segunda olhada nos comentários. Na verdade, ele mal prestava atenção em sua conta nas redes sociais para começar, apenas fazendo uploads de conteúdo para criar hype para suas lutas. Assim, ele olhou para Vanessa como se ela fosse uma maluca, antes de comentar sobre sua recente agressividade.

“Ah, essa besteira? Não, tô nem aí, não tô com raiva, só não soco alguém na cara faz alguns dias, então fiquei um pouco empolgado. Desculpa aí. Vou pegar mais leve amanhã.”

Este comentário deixou Vanessa estupefata. Esse homem acabou de dizer que por não socar alguém na cara há alguns dias, ele ficou tão agressivo e violento? Que tipo de louco ele era?

Não só isso, mas ele ignorava um nível de assédio e ódio que faria a maioria das pessoas pensar em suicídio. E ele fazia isso, como se fosse apenas mais um dia. Ela realmente acreditava que Alex estava apenas tentando parecer durão e foi rápida em consolá-lo.

“Sabe, se você está tendo problemas, estou disposta a escutar. Quer dizer, sou sua treinadora e sua empresária. Às vezes, você só precisa falar sobre essas coisas.”

Alex deu uma risada quando ouviu isso, enquanto calçava seus sapatos e meias. Mas ele teve uma ideia interessante enquanto fazia isso, e então se aproximou da madura beleza brasileira com uma proposta.

“Estou bem, sério, mas se você quer tanto saber o que me faz agir assim, que tal sairmos para beber? Não tenho planos importantes para esta noite, então, a menos que você esteja ocupada, por que não?”

Vanessa pensou por alguns instantes. Alex a colocava numa posição onde, se ela quisesse saber mais sobre ele, teriam que gastar mais do que alguns minutos depois da aula conversando. No começo ela pensou em mandar o homem se foder, mas ela estava genuinamente preocupada com a saúde mental dele depois de hoje. E então ela suspirou e balançou a cabeça, concordando com o pedido de Alex.

“Tudo bem… Sei de um lugar aqui perto que tem bebidas baratas e comida decente. Mas já que você é tão, mas tão rico, você que vai pagar!”

Alex deu um sorriso irônico quando ouviu isso e assentiu com a cabeça, concordando em pagar pelo encontro, antes de pegar seu telefone, chaves e carteira no banco próximo.

“Feito!”

Logo Vanessa se vestiu apropriadamente e seguiu Alex até o estacionamento, onde se surpreendeu ao ver o tipo de carro que ele dirigia. Ela queria perguntar como ele podia pagar por aquilo, quando se lembrou de que ele comprou dezessete anéis de casamento caros para mulheres diferentes e então suspirou pesadamente antes de entrar no assento do passageiro.

“Eu deveria saber que você dirigia um carro tão caro…”

Alex apenas riu enquanto pulava para o lugar do motorista e partia para o bar. Ele não disse nada até que se sentassem, pedissem suas cervejas e fizessem o pedido da comida. Onde então ele deu um sorriso irônico para Vanessa antes de perguntar o que ela queria saber.

“Tá, então sobre o que você quer falar comigo? É sério isso sobre a minha saúde mental? Sério Nessa, como eu disse, estou me lixando para o que as pessoas pensam de mim!”

Nessa bufou e revirou os olhos antes de expressar seus pensamentos sobre Alex e a fachada de cara durão que ela acreditava que ele estivesse mantendo.

“Vamos lá, largue a máscara. Somos só nós dois. Pode ser honesto comigo. Você não se importa com o ódio que está recebendo? Que balela. Todo mundo se importa com o que os outros pensam sobre eles!”

Alex bufou enquanto tomava um gole de cerveja antes de responder a esse comentário com seus pensamentos genuínos sobre o assunto.

“Talvez fracassados se importem. Mas eu não me importo com o que alguém pensa de mim, nem dou a mínima para os sentimentos patéticos deles. Vou te explicar assim: sou obrigado a me preocupar com três grupos de pessoas e suas vidas. Minha família, meus amigos e minhas amantes. O resto que se foda!”

Vanessa quase se engasgou com a bebida quando ouviu isso, antes de perguntar se Alex estava falando sério.

“Ah, qual é! Você é tão cheio de merda! Você está me dizendo que você realmente não se importa com os milhões de homens e mulheres que estão te chamando de sexista, de escroto, e estão literalmente te dizendo para se matar?”

Apesar de Vanessa não acreditar em Alex quando ele disse que não se importava com o que as outras pessoas pensavam dele, ele continuou a entretê-la com sua incredulidade e respondia da mesma maneira exata.

“Por que eu deveria me importar com o que esses perdedores pensam? Já ouviu o ditado de que o leão não deve se preocupar com a opinião das ovelhas? É mais ou menos essa a minha mentalidade com relação a todos os outros neste mundo.

Ok, Nessa, vou te explicar de uma maneira que você entenda. Digamos que amanhã, o estado inteiro da Califórnia fosse eliminado do mapa por uma bomba atômica. Todo o resto do planeta estaria cagando nas calças em pânico e gritando sobre o quão horrível isso foi. Enquanto isso, eu estaria seguindo meu dia-a-dia, sem me importar nem um pouco.

Por quê? Porque eu não conheço esses milhões de pessoas que foram transformadas em cinzas. Se eu não te conheço, então não dou a mínima para a sua existência, e se eu não dou a mínima para a sua existência, certamente não ligarei para os seus pensamentos e seus sentimentos insignificantes.

Nessa, há quase oito bilhões de pessoas neste mundo. Eu não tenho capacidade emocional para me importar com todas as suas vidas e sentimentos insignificantes. Eu só me importo comigo mesmo e com aqueles que eu conheço pessoalmente e com quem tenho um relacionamento próximo.

Então, como eu disse Nessa, estou perfeitamente bem. Se as pessoas estão com inveja de mim por ter dezessete mulheres lindas ao meu lado, ou acham meu comportamento repreensível, então que continuem a reclamar e chorar o quanto quiserem. Porque é só para isso que servem. Enquanto isso, vou estar vivendo minha vida e fazendo o que me faz feliz.”

Vanessa ficou completamente chocada com a admissão de Alex sobre o quão pouco ele se importava com as outras pessoas e suas vidas, pensamentos e sentimentos. No mundo de hoje, onde era quase considerado obrigatório se preocupar com todos os outros no mundo, Alex simplesmente não se importava.

Isso, claro, confundia ela, porque se Alex não estava abalado com o ódio que estava recebendo online, por que ele estava tão agressivo hoje? Ela foi rápida em perguntar isso, apesar de já ter feito no ginásio mais cedo.

“Espera… Então, se você não está chateado com o ódio que está recebendo. Então, por que estava tão agressivo hoje?”

Alex simplesmente revirou os olhos e bufou achando que essa mulher era um disco arranhado. Ele terminou sua cerveja de um gole só e pediu ao barman para trazer outra, antes de reiterar o porquê de ser assim, mas com mais detalhes.

“Como eu disse, não soco ninguém na cara faz alguns dias. Se eu não liberar minha agressão natural, ela se acumula, e quando finalmente estou diante de uma situação onde posso me envolver em violência, eu vou com tudo.

Não importa com quantas mulheres eu transe! Se eu não posso machucar alguém, como realmente me envolver em violência, eventualmente fico completamente psicótico quando finalmente posso fazer isso. Essa é a razão pela qual luto, porque sem violência, algo em mim simplesmente falta.

E se eu não liberar minha agressão no octógono, ou diariamente durante sessões de sparring, essa agressão vira raiva, e essa raiva vira ódio. E eventualmente esse ódio se torna algo monstruoso.

Quando isso acontece, eu garanto que estarei nas notícias por algo muito pior do que transar com dezessete mulheres diferentes ao mesmo tempo. Veja, o MMA é uma válvula de escape. Permite-me desabafar minhas emoções mais tóxicas de uma maneira saudável para que eu possa manter um senso de normalidade na vida.”

Vanessa riu quando ouviu a resposta de Alex. Agora ela entendia melhor o homem. Ele não estava tentando parecer durão ao dizer que o ódio recebido online não o incomodava. Ele realmente tinha um parafuso solto na cabeça. Um psicopata nato. Assim, ela respondeu a ele com um tom quase cômico na voz.

“Você é louco… Você sabe disso, né?”

Alex simplesmente deu um sorrisinho antes de responder à mulher com um tom quase amargo.

“Não escolhemos as coisas que nos fazem inteiros novamente…”

Essa foi uma observação que Vanessa havia perdido completamente enquanto uma notificação aparecia no celular dela, e ela imediatamente começou a se levantar apressadamente do assento.

“Merda! Eu esqueci totalmente! Me desculpa, Alex, eu tenho um cliente para ver cedo amanhã! Não posso ficar fora até tarde. Obrigada pela cerveja e as asinhas. A gente deveria fazer isso mais vezes! Talvez da próxima a gente possa falar sobre por que você é tão louco!”

Depois de dizer isso, Alex assistiu a mulher e seu belo traseiro deixar o bar, onde ela pegou um táxi para levá-la de volta à academia para que ela pudesse dirigir para casa. E embora Nessa tivesse rido do estado mental de Alex, ele continuou tomando sua cerveja com uma expressão estranha no rosto. Quase como se ele tivesse se lembrado de algo perturbador de sua vida passada.

—
Alex continuaria bebendo até ficar devidamente embriagado. Sabendo que estava intoxicado demais para dirigir com segurança até em casa, ele decidiu fazer uma rápida caminhada pelas ruas da cidade de Vegas numa tentativa de clarear a cabeça e ficar sóbrio.

Desde que ele se abriu para seu treinador sobre seus verdadeiros pensamentos, ele teve algumas lembranças bastante desagradáveis que apareceram em sua cabeça sobre as dificuldades que ele havia sofrido ao crescer em sua vida passada. Normalmente, ele não pensava em tais coisas. Afinal, nos dias de hoje, parecia que ele estava se tornando mais e mais como o personagem que ele deveria ser neste mundo, e menos como seu eu passado.

Mas foi só depois que ele se deparou com uma cena deprimente que ele verdadeiramente se lembrou de tudo em grande detalhe. Uma jovem, praticamente da mesma idade que ele, talvez um ano mais nova no máximo, estava chorando sozinha no meio de um beco. Ela estava encostada na porta dos fundos de algum negócio desconhecido. Ou talvez até de um prédio vazio. Esta garota continuava soluçando, e repetindo a mesma pergunta várias e várias vezes com um tom particularmente derrotado.

“Por quê? Por que eu ainda me esforço para viver? Todo mundo me odeia!”

Foi depois que Alex ouviu essas palavras que ele teve um flashback súbito das memórias de sua vida passada. Era um dia normal, como qualquer outro. Ou deveria ser. Alex, ou seja lá qual fosse seu nome naquela vida passada, tinha talvez quinze anos no máximo. Sua mãe e padrasto estavam no trabalho. E fazia anos desde que ele tinha ouvido falar de seu pai biológico.

Ele deveria estar cuidando de sua irmã mais nova, mas ultimamente sua mãe e a menina estavam entrando em tantas brigas, por besteiras como proibir a garota de pintar o cabelo de rosa ou usar piercings. Essas brigas eram tão intensas e tão frequentes que Alex tinha se desconectado completamente de sua vida em casa.

Normalmente ele passava seus dias no computador assistindo anime ou jogando vídeo games. E se ele não estivesse fazendo isso, ele ouvia música heavy metal tão alto que não conseguia nem ouvir os gritos que aconteciam ao seu redor.

Mas hoje era um dia terrível… Um dia que ele tentou esquecer em ambas as vidas. Porque quando ele foi procurar por sua irmãzinha de treze anos, para ver quando o jantar estaria pronto, ele a encontrou deitada numa poça de seu próprio sangue.

Os pulsos dela estavam cortados de uma maneira completamente intratável, e não havia uma única gota de cor no rosto dela. Talvez ela estivesse chorando em agonia enquanto sangrava, esperando que seu irmão mais velho a salvasse de seu erro tolo. Mas Alex nunca saberia, porque quaisquer sons que ela fez em seus últimos momentos foram abafados pela música que ele havia escolhido ouvir. 
A garota jovem tinha se matado, após repetido bullying na escola, e nas mãos de sua mãe. Toda tentativa que ela fez para comunicar seus sentimentos adequadamente para a única pessoa para quem ela se sentia próxima, que era ninguém menos que o próprio Alex, havia sido rejeitada, porque ele estava muito ocupado jogando vídeo games como sua única fuga da vida terrível que vivia.

Ela se matou, porque para ela aquela era a única saída que tinha da vida terrível que compartilhava com Alex. E por causa disso, no momento em que Alex voltou à realidade, e viu essa estranha, alguém em quem ele nem pensaria duas vezes, tirando um frasco de remédios da bolsa. Ele correu na direção dela e deu um tapa na cara dela. E ao fazer isso, derrubando os remédios e o frasco de sua mão para o concreto ao lado dela.

Quando a garota olhou para cima com os olhos cheios de lágrimas, ele pôde ver seu próprio reflexo chorando neles. Enquanto ele gritava as palavras que sempre desejou poder ter dito à sua própria irmãzinha.

“Não ouse, sua desgraça!”

A jovem mulher olhou para o estranho, como se perguntando por que ele estava chorando, e por que tinha de repente impedido ela de acabar com seu sofrimento. E num ato de confusão, Alex a abraçou antes de dizer seus pensamentos mais uma vez com um tom quase desesperador.

“Não ouse se matar, sua desgraça!”

Sem ele sequer perceber, o sistema se revelou para Alex com uma mensagem que ele não esperava quando ele correu sem pensar e impediu essa garota bonita de se matar.

[Jade está grata que você se importa com ela!]
[+25 Afeto da Jade!]
[Afeto da Jade: 25/100]
Apesar do fato de que ela nem sabia quem era Alex. E o fato de que ela estava internamente grata que alguém neste mundo finalmente parecia se importar com ela e sua vida miserável. Ou talvez por causa disso. Jade abraçou Alex firmemente e chorou em seu ombro enquanto implorava por uma explicação do por que ele a impediu. Quase como se ela estivesse suplicando por uma única razão para continuar vivendo.

“Por quê? Por que você me impediu?”

Alex ficou atônito com essa pergunta. Ele honestamente não sabia por que tinha interferido na tentativa de suicídio de uma estranha. Especialmente depois de ter feito um longo desabafo mais cedo sobre o quanto ele se importava pouco com outras pessoas e suas vidas sem valor. 
Mas essa repentina mudança de destino o fez sair de seu estupor. Fazendo com que Alex limpasse as lágrimas dos olhos. Se ele contasse sua última vida, então ele não chorava há mais de quinze anos. Não desde o dia em que ele e sua família enterraram sua irmãzinha. Para ele chorar assim de repente, e na frente de uma garota ainda por cima, ele não pôde deixar de comentar sobre sua própria fraqueza. Enquanto abraçava a garota com força e ria de seu próprio sofrimento.

“Eu sou um baita de um filha da puta…”

Jade olhou para Alex com uma expressão curiosa em seu rosto bonito, antes de se entregar a uma crise de risos. Era uma risada louca, quase como se ela não pudesse entender se isso era a realidade, ou se ela estava sendo vítima de uma pegadinha por um daqueles babacas que ela conheceu mais cedo no show. E então Alex olhou para ela e explicou seu raciocínio para a garota sobre por que ele a salvou.

“Você perguntou por que eu te impedi? Porque eu já vi pessoas suficientes se matando, e eu não poderia suportar ver uma garota tão bonita quanto você seguir os passos da minha irmã…”

Esse comentário trouxe Jade de volta a algum senso de sanidade, fazendo com que ela corasse para Alex, percebendo apenas agora que estava abraçando um estranho. Ela rapidamente saiu de seu abraço, como um gatinho assustado, e se encostou à porta que estava atrás dela. Depois de se sentir ligeiramente mais confortável com toda a situação, ela perguntou a Alex com uma voz muito tímida se o que ele havia dito era verdade.

“Você realmente acha que eu sou bonita?”

Isso fez com que Alex também caísse numa risada. Ele não tinha ideia de quem era essa garota, quantos anos ela tinha, qual era o seu histórico, ou por que ela queria se matar. Havia um milhão de perguntas que ele tinha para a garota, e ele imaginou que era o mesmo para ela. Para ela fazer uma pergunta tão absurda nessa situação, era simplesmente demais. E quando ele finalmente se acalmou, ele a respondeu honestamente.

“Sim… Sim… Eu acho… Eu sou Alex, a propósito… Alex Smith.”

Jade corou de constrangimento, percebendo que ela realmente havia dito algo absurdo, especialmente nessas circunstâncias tão sérias. Em seguida, ela falou com uma voz muito fraca, e num tom tão baixo que Alex quase não ouviu.

“Jade…. Jade Graves…”

Alex suspirou aliviado, agora que parecia que a garota tinha sido afastada da beira do abismo. E assim, ele sorriu e se levantou antes de oferecer uma mão ajudante para ela. Uma mão que ela nunca esqueceria.

“Ok, Jade… Se vou ser honesto, eu acabei de comer, mas depois desta situação toda, acho que estou precisando de uma comida reconfortante. Que tal irmos pegar alguma coisa para comer, e você me contar sobre o por que estava prestes a fazer algo tão incrivelmente tolo? Porque querendo ou não, eu não vou te deixar sozinha até eu saber que você está bem.”

Jade ficou espantada com a bondade de Alex, e debatia consigo mesma internamente sobre se ele estava realmente sendo sincero. Afinal, ela tinha algumas suspeitas de que ele estava associado àqueles atletas de mais cedo que fizeram com que ela se sentisse assim.

Seu raciocínio para isso era bastante sólido. Alex era bonito e em forma. Talvez ele fosse ainda mais bonito do que o cara com quem ela tinha flertado tolicamente no show. Ele também estava vestindo roupas esportivas e tinha uma bolsa de academia ao redor da cintura, comprovando que ele também era um atleta.

Logicamente, se Jade pensasse a respeito, havia uma grande chance de que Alex fosse amigo daqueles babacas de mais cedo, e que tudo isso fosse apenas uma piada cruel. Se esse fosse realmente o caso, então ela se mataria de verdade depois que tudo isso acabasse.

Mas uma pequena parte de Jade dizia o contrário. Esta era a única parte do coração dela que ainda tinha um traço de esperança. Esperança de que ainda havia alguém neste mundo que poderia realmente ter pena dela e ajudá-la em suas dificuldades.

A esperança é uma emoção humana poderosa, talvez a segunda apenas em relação ao ódio. É uma emoção que pode compelir alguém a suportar até as circunstâncias mais trágicas. Por causa disso, ela agarrou timidamente a mão do estranho, permitindo que ele a puxasse para cima.

Jade não tinha ideia de quem Alex era além do nome que ele lhe deu. Ou por que ele a ajudou… Mas ela estava disposta a fazer uma última aposta com a vida dela. Apostar que ainda havia pessoas boas e honestas no mundo dispostas a ajudar aqueles em necessidade. Assim, ela acenou com a cabeça silenciosamente e seguiu o estranho até uma lanchonete próxima. Onde os dois teriam uma longa discussão sobre os problemas da garota.

Enquanto Alex segurava as mãos de Jade, ele viu uma mensagem milagrosa aparecer em sua visão, vinda do sistema.

[Jade está grata por você tê-la salvo de si mesma!]
[+50 Afeto da Jade!]
[Afeto da Jade: 75/100]
O fato de que Alex tinha feito com que essa jovem heroína ganhasse setenta e cinco pontos de afeição por ele em poucos minutos o pasmou. Mesmo que Jade não fosse uma heroína, ele teria certeza de que ela estava bem antes de se separarem, se não fosse unicamente por causa de seu próprio trauma. Mas agora que ele conhecia a identidade dela, ele planejava tirar proveito desse encontro acidental ao máximo.

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