Unidos ao Príncipe Cruel - Capítulo 814
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Capítulo 814: Ela é uma Fae das Trevas
Dor.
Isso era a única coisa que Islinda sabia naquele momento. Queimava por suas veias, seu mundo se reduzirá à sensação aguda e ardente da mordida de Aldric. Qualquer veneno que Aldric injetara em seu sistema estava queimando-a de dentro para fora.
No entanto, Aldric sendo o bastardo que era, não parou por aí. Ele se afastou e Islinda conseguiu respirar um pouco, não que fizesse alguma diferença, a dor ainda estava lá. No entanto, esse alívio não durou muito porque Aldric mordeu outro ponto em seu pescoço e Islinda pensou que ia morrer.
Como um maldito animal, Aldric rasgou seu pescoço. Outra dor intensa passou por aquela região, mas, ao contrário da primeira vez, não doeu tanto. Contudo, foi então que tudo mudou. O grito de dor de Islinda se transformou em um gemido enquanto
ela sentia uma onda de calor correr para seu núcleo.
Ela segurou Aldric com força, suas unhas cravando-se em sua carne, seu rosto ruborizado enquanto um prazer tão intenso atravessava seu corpo e Islinda gozava no local sem que Aldric a tocasse.
Mas isso não foi tudo. Islinda sentia agora. Uma conexão tão crua e avassaladora, que a vinculava a Aldric de uma maneira que transcendia meras palavras. Era como se ela tivesse sido amarrada a ele por um fio invisível que se apertava a cada segundo que passava.
O tumulto da multidão desapareceu ao fundo enquanto os sentidos de Islinda se aguçavam. Ela podia sentir o batimento rápido do coração de Aldric, o calor de sua respiração contra sua pele, a carga elétrica de seu poder percorrendo suas veias. E então, tão repentinamente quanto começou, Aldric se afastou, suas presas se retrairam enquanto ele a soltava.
Islinda cambaleou para trás, sua mão voando para as marcas de mordida em seu pescoço. Latejava com uma dor e prazer tão intensos que ela queria que Aldric a devorasse ali mesmo no local. Era apenas por pura graça que ela não o puxou para perto e esmagou seus lábios contra os dele. Ela queria tocá-lo. Sentir ele. Respirar ele. Ele era tudo o que importava agora. Nada mais. Seu companheiro. Aldric.
Ela olhou para Aldric, sua visão turva, mas não havia como negar a verdade agora. Um laço havia se formado entre eles, real, tangível e isso acabara de mudar tudo.
A multidão ficou em silêncio, estupefata pela cena e quando Islinda se virou para eles, ela desejou que o chão se abrisse e a engolisse. Havia um motivo para os companheiros marcarem-se em privado, era considerado sagrado e íntimo. Todos neste lugar provavelmente sabiam que ela gozou momentos atrás só por Aldric afundar seus dentes nela. Sim, alguém a mate agora.
Um suspiro coletivo de repente varreu a multidão. Os olhos de Islinda se arregalaram, seu coração martelando em seu peito. Os murmúrios e exclamações chocadas ao seu redor ficaram mais altos, mas não foi até ela olhar para suas próprias mãos que percebeu o que estava acontecendo.
“Oh, caralho,” ela murmurou sob sua respiração, engolindo em seco.
Lá estavam eles, as marcas intrincadas que uma vez a definiram como uma Fae das Trevas, subindo por seus braços e provavelmente por seu rosto. A mordida de Aldric deve ter causado um curto-circuito, ou melhor, sobrecarregado, o glamour que a bruxa Lilith havia lançado sobre ela.
O glamour havia escondido essas marcas por tanto tempo que Islinda quase esqueceu como elas eram. Mas agora, cada pessoa na clareira podia vê-la pelo que ela realmente era.
“Ela é uma fada sombria!” alguém gritou do fundo, rompendo o choque e a confusão que haviam tomado a multidão.
O Rei Oberon e a Rainha Vitória trocaram um olhar, uma mistura de choque, descrença, e algo próximo ao horror estampado em seus rostos.
Ao lado deles, o Príncipe Valeria cambaleou para trás, seu rosto pálido. “Não,” Ele murmurou, balançando a cabeça em descrença. “Isso é impossível.”
Sua mente girava, buscando uma explicação. Islinda não podia ser uma Fae das Trevas. Ela era sua adorável Islinda, a mulher que ele havia admirado, aquela que ele planejava fazer sua noiva. Isso tinha que ser algum tipo de cruel magia, um truque distorcido de Aldric para difamá-la.
Enquanto isso, Andre, que estava lentamente recuperando seus sentidos, se levantou com um gemido, segurando sua cabeça. O feitiço que Azula havia usado nele perdeu sua potência no momento em que Aldric marcou Islinda.
Quando sua cabeça clareou, ele piscou e murmurou, “Islinda?” Mas quando as memórias do que ele havia feito inundaram sua mente, o sangue drenou de seu rosto, substituído por uma expressão de horror e arrependimento.
Antes que mais perguntas ou acusações pudessem ser lançadas, uma voz cortou os murmúrios.
“Capturem-na!” uma das fadas na multidão gritou.
Uma nova onda de pânico ondulou pelos convidados enquanto os soldados, treinados para neutralizar fadas sombrias à vista, avançaram para derrubar Islinda sem esperar pela ordem do rei.
Os instintos protetores de Aldric foram ativados. Ele empurrou Islinda para trás com um movimento rápido e, em um piscar de olhos, ele chamou seu poder e cortou o primeiro guarda que se atreveu a colocar a mão nela.
Seu rosto era uma máscara de fúria, seu corpo movendo-se com uma graça mortal que falava de anos de experiência em batalha. O vínculo com Islinda o incitava a destruir qualquer um que tentasse feri-la.
Em questão de momentos, dez guardas de elite haviam caído aos pés de Aldric, seus corpos colapsando ao redor dele como bonecas quebradas. Seus movimentos eram fluidos e brutais, uma dança de morte que enviava ondas de pânico pelos guardas restantes.
Mais deles avançaram, apenas para hesitar e tremer ao ver a carnificina. O restante dos convidados, percebendo o caos iminente, começou a procurar abrigo. O reino havia se tornado um centro de violência e inquietação em questão de dias, e ninguém queria ser pego no fogo cruzado.
“Pare! Abaixe suas armas! Não a toquem!” comandou o Rei Oberon, sua voz retumbante de autoridade.
Os guardas restantes pararam imediatamente, embora mantivessem um círculo apertado ao redor de Aldric e Islinda. Eles sabiam que era melhor não desafiar as ordens do rei, especialmente quando Aldric estava ainda fervendo como um animal encurralado pronto para atacar.
Aldric ficou no centro do círculo, seu peito arfando com respirações pesadas, Islinda segura atrás dele. Seus olhos estavam selvagens, quase ferozes, e seu rosto estava contorcido de fúria. Sua mente era uma tempestade de raiva e instinto. A única coisa que importava era proteger Islinda, sua companheira. Ele havia perdido sua razão, sua humanidade, para o vínculo que agora o controlava.
Isaac, que estava nos arredores do caos, aproveitou sua chance para escapar despercebido. No momento em que a verdadeira identidade de Islinda foi exposta, ele sabia que as coisas iam ficar muito mais complicadas. Ele precisava encontrar Maxi e sair antes que o rei decidisse purgar mais Fae das Trevas entre o povo de Aldric.
“Não a toquem,” repetiu Oberon firmemente, seus olhos fixos no filho. Ele sabia que Aldric não hesitaria em matar qualquer um que tentasse se aproximar de Islinda, incluindo ele mesmo.
“Aldric—” Andre, ainda grogue, mas retomando sua compostura, deu um passo à frente, esperando acalmar seu irmão.
Mas Aldric rosnou para ele, um rosnado baixo e ameaçador que enviou um calafrio pela espinha de Andre. Ele rapidamente recuou, levantando as mãos em rendição.
“Filho, você precisa se acalmar,” Rei Oberon falou cautelosamente, seu tom apaziguador. Ele podia ver a fúria bruta e o desespero nos olhos de Aldric e sabia que um movimento errado poderia transformar esse impasse tenso em um banho de sangue. “Eu juro para você, não farei mal a Islinda. Você tem minha palavra.”
Mas os olhos de Aldric permaneceram selvagens, sua confiança quebrada por anos de traição e engano. Sua postura permaneceu tensa, cada músculo em seu corpo retesado e pronto para atacar. Ele não tinha razão para acreditar em seu pai—nenhuma razão para acreditar em qualquer um aqui, exceto Islinda.
“Aldric,” Islinda sussurrou, aproximando-se e colocando gentilmente a mão em seu braço. Seu toque era como uma brisa fresca sobre um fogo, acalmando instantaneamente o inferno furioso dentro dele. O corpo de Aldric relaxou, a selvageria em seus olhos diminuindo enquanto ele se concentrava nela. Ela era sua âncora, sua sanidade.
Vendo que Aldric havia se acalmado, o Rei Oberon deu um passo cuidadoso à frente.
“Receio que você esteja acusado de abrigar uma Fae das Trevas,” ele disse lentamente, sua voz cheia de pesar. “E eu não posso deixá-lo ir livre. Mas,” ele continuou rapidamente ao ver a fúria de Aldric começar a retornar, “já que ela é sua companheira, essa questão precisa ser analisada cuidadosamente. Vocês dois devem permanecer dentro dos terrenos do palácio até que possamos resolver esta situação. É aceitável, filho?”
Aldric mostrou os dentes, um rosnado baixo saindo de seu peito. Seu instinto era atacar, fugir, levar Islinda para longe deste lugar e dessas pessoas. Mas no fundo, ele sabia que seu pai era a única razão pela qual os guardas de elite ainda não tinham despedaçado Islinda.
“Vocês não nos separarão,” ele disse com uma voz mortalmente calma. “Se até mesmo um fio de cabelo dela sumir, eu destruirei este reino.”
Oberon assentiu, o alívio lavando seu rosto. “Você tem minha palavra, filho.”
Aldric estreitou os olhos, mas após um momento, ele assentiu bruscamente. “Certo. Mas não se engane—isso não será por muito tempo.”
A tensão no pátio diminuiu ligeiramente à medida que a ameaça imediata de violência se dissipou.
O Rei Oberon se virou para o capitão da guarda e emitiu suas ordens. “Prepare um quarto para eles. Eles são convidados altamente importantes. Assegure-se de que sejam tratados com o máximo cuidado.”
O capitão assentiu e fez um gesto para Aldric e Islinda segui-lo. A multidão se abriu, criando um caminho claro para eles, mas os olhos que os seguiam estavam cheios de suspeita, medo e curiosidade.
Aldric caminhou ao lado dela, sua mão nunca deixando a dela, sua presença uma parede de proteção. Os guardas os seguiram de perto, garantindo que não pudessem escapar, mas Aldric não se importava.
Deixem que pensem que o tinham encurralado. Ele esperaria. Ele planejará. E quando o momento fosse certo, ele faria sua jogada.