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Unidos ao Príncipe Cruel - Capítulo 808

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Capítulo 808: Sem Interrupção

Islinda estava no banheiro, suas mãos agarrando a borda da pia enquanto encarava seu reflexo no espelho. Sua respiração estava curta e seu coração batia forte no peito, os eventos das últimas horas se repetindo em sua mente como um pesadelo do qual ela não conseguia acordar.

Ela havia se arriscado a invocar Azula, desesperada para saber o que o demônio dentro dela havia feito em sua ausência—quais palavras ela havia sussurrado para Andre, quais ações havia tomado para manipular a situação. Mas Azula permaneceu em silêncio, adormecida, como uma serpente enrolada na escuridão, esperando o momento certo para atacar.

Seu rosto ainda estava molhado de jogar água fria nele, as gotas aderindo à sua pele como minúsculas contas de orvalho. Ela olhou no espelho, para os traços que agora pareciam tão estranhos. O cabelo loiro-branco que caía sobre seus ombros não era dela. Era obra de Azula, uma zombaria distorcida do seu antigo eu. Sob o glamour que mascarava sua verdadeira forma, ela sabia que havia marcas gravadas em sua pele, um lembrete constante de que ela estava para sempre mudada.

A frustração a corroía por dentro, uma ferida inflamada que não cicatrizaria. Sua vida não tinha sido perfeita, mas justo quando tudo parecia estar mudando, justo quando ela pensou que poderia encontrar algum vestígio de paz, tudo estava desmoronando de novo no caos.

Suas mãos se fecharam em punhos ao seu lado enquanto ela olhava mais fixamente para o seu reflexo, a raiva crescendo dentro dela como uma onda poderosa.

— Já saia logo, seu desgraçado! — ela disparou, sua voz ecoando nas paredes.

Ela passou as mãos pelo cabelo, puxando as mechas com frustração, sua respiração irregular e desigual. Ela continuou a encarar seu rosto no espelho, querendo que Azula aparecesse, para confrontá-la diretamente em vez de se esconder nas sombras de sua mente. Mas então algo estranho aconteceu—algo que fez o coração de Islinda despencar em seu estômago.

Seu reflexo a encarava de volta, mas em vez de imitar sua expressão de frustração, ele sorriu—um sorriso torto e malevolente que fez um arrepio descer por sua espinha.

O sangue de Islinda gelou quando ela percebeu o que estava acontecendo. Não era mais seu reflexo. Era Azula, brincando com ela, zombando dela. A raiva que vinha crescendo dentro dela explodiu em uma onda de adrenalina, e antes que percebesse, ela havia socado o espelho.

O vidro estilhaçou sob a força do golpe, rachaduras se espalhando como teias de aranha a partir do ponto de impacto. O sorriso torto desapareceu, substituído por uma versão distorcida e fraturada de seu próprio rosto.

Islinda olhou para o espelho quebrado, seu peito arfando, sua mão latejando de dor. Mas a dor física era nada comparada ao terror que apertava seu coração. Azula estava, de fato, brincando com ela.

Ela rapidamente lavou o sangue da mão, observando o líquido carmesim descer pelo ralo. A ferida cicatrizaria em breve, mas o medo—o medo permaneceria. Ela não podia se dar ao luxo de deixar Azula vencer. Não agora. Não quando tanto estava em jogo.

Islinda forçou-se a sair do banheiro, voltando para o quarto onde encontrou Maxi esperando por ela. No momento em que viu a expressão no rosto de Maxi, Islinda soube que ela havia ouvido as notícias. Desde a briga onde havia se machucado, essa era a primeira vez que Islinda via o transformador de cavalo fada obscura.

— Você perdeu a cabeça? — A voz de Maxi era baixa, mas não havia como confundir a raiva fervendo abaixo da superfície.

Islinda abriu a boca para explicar, mas Maxi a interrompeu, seus olhos brilhando com fúria. — Como você pôde? Como você pôde concordar em se casar com o Príncipe Andre? É isso que você realmente é? No momento em que Aldric está em apuros, você corre para o príncipe melhor?

A acusação cortou fundo, perfurando as defesas de Islinda como uma faca. Lágrimas brotaram em seus olhos, mas ela piscou para contê-las, recusando-se a desabar. — Você acha que eu tinha escolha? — ela devolveu, sua voz tremendo de emoção.

— Todo mundo tem escolha — retrucou Maxi, seu tom implacável. — E essa foi a sua.

Incapaz de segurar por mais tempo, Islinda gritou, — Eu fiz um acordo com Andre!

Maxi franziu a testa, a raiva em seus olhos dando lugar à confusão. — O quê?

Lágrimas escorriam pelas bochechas de Islinda enquanto ela confessava, — Andre encobriu minha identidade, e em troca, eu devia um favor a ele. Mas agora ele chamou de volta, exigindo que eu me case com ele.

Maxi olhou fixamente para ela, frustração e descrença travando uma guerra em seu rosto. “Como você pôde ser tão ingênua? Fazer um acordo com um Fae? Aldric não te ensinou nada?”

“Eu confiei nele!” Islinda chorou, a voz se quebrando. “Andre parecia diferente dos outros.”

A expressão de Maxi suavizou ligeiramente, mas sua voz permaneceu firme. “Nenhum Fae é confiável, Islinda. Você deveria saber disso.”

Os olhos de Maxi se estreitaram, com a mente correndo. “Então teremos que encontrar uma maneira de contar para Aldric. Ele precisa saber.”

Islinda balançou a cabeça, o rosto pálido de medo. “Nós não podemos. Se Aldric descobrir, ele vai matar Andre. E se isso acontecer, o reino será lançado no caos. Aldric será caçado e arruinará seu próprio futuro.”

Maxi cerrou os punhos, ondas de frustração e impotência emanando dela. “Então, o que vamos fazer? Não posso simplesmente sentar e assistir você se casar com Andre contra a sua vontade.”

Uma ideia súbita surgiu na mente de Maxi, e ela olhou para Islinda com um brilho de esperança. “E se eu te tirar daqui?”

Islinda franziu a testa, sem entender. “O que você quer dizer?”

Os olhos de Maxi brilharam com determinação. “Você está ligada pela magia a se casar com Andre, mas se eu te tirar daqui, você não será a responsável por quebrar o acordo. A culpa será minha, não sua.”

Esperança cintilou nos olhos de Islinda, uma luz que ela não sentia havia o que parecia ser uma eternidade. Mas assim que essa esperança começou a crescer, a porta do quarto foi abruptamente aberta. O Príncipe Andre entrou, flanqueado por dois guardas que imediatamente agarraram Maxi.

O coração de Maxi disparou no peito enquanto ela lutava contra o aperto deles. “O que diabos vocês estão fazendo?”

Islinda correu até Andre, a voz cheia de pânico. “Qual é o significado disso?”

Mas Andre a ignorou, seus olhos frios fixos nos guardas enquanto dava um sinal. Eles arrastaram Maxi para fora do quarto, seus protestos ecoando no corredor.

Islinda tentou passar por Andre, para detê-los, mas ele agarrou seu braço, segurando-a até que Maxi estivesse fora de vista. Quando eles partiram, ela libertou seu braço e se voltou contra ele, fúria queimando em seus olhos. “O que diabos há de errado com você?”

Os olhos de Andre se estreitaram, mas ele respirou fundo, forçando-se a permanecer calmo. “Estou garantindo que nada se interponha entre nós, Islinda. Não confio em Maxi perto de você. Ela é muito imprevisível. Mas não se preocupe, ela ficará bem. Será liberada após nosso casamento amanhã.”

Islinda queria gritar, atacar, mas sabia que qualquer resistência adicional só pioraria sua situação. Então, ela mordeu a língua, engolindo sua raiva e medo, e permaneceu em silêncio.

Notando seu silêncio, o olhar de Andre deslizou para a mão dela. Ele viu a ferida, ainda vermelha e crua, e gentilmente tomou sua mão. Ele pressionou um beijo nos seus nós dos dedos, o gesto enviando um calafrio por sua espinha — uma sensação que era tudo menos agradável.

“Não se preocupe,” ele murmurou, sua voz suave e enganosamente gentil. “Tudo vai ficar bem.”

Com isso, ele se virou e deixou o quarto, deixando Islinda lá, mais preocupada do que jamais estivera antes.

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