Unidos ao Príncipe Cruel - Capítulo 535
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535: Andar dentro deles 535: Andar dentro deles “Então me mate,” Islinda implorou, sua voz tremendo de desespero. Ignorando o fato de que ela não podia realmente morrer, Islinda viu uma oportunidade de explorar a crença de Aldric em sua mortalidade. Se ela pudesse convencê-lo de que estava disposta a se sacrificar, talvez conseguisse fingir sua morte e escapar dele agora e para sempre. Esperançosamente.
“Nunca,” Aldric rosnou agressivamente, sua voz pingando de desprezo, como se a mera ideia de conceder o pedido de Islinda fosse abominável para ele. Era um contraste gritante com a ironia da situação – como ele já havia tentado matá-la e agora agia como se a ideia de sua morte fosse tão repugnante. Islinda não pôde deixar de achar isso risível, a hipocrisia na postura de Aldric não lhe escapava.
Aldric se inclinou lentamente, as linhas duras de sua expressão suavizando enquanto murmurava as palavras, “Nunca mais, meu amor.” Sua voz estava cheia de uma sinceridade que fez o fôlego de Islinda prender e seus olhos, antes frios e calculistas, agora possuíam um calor que parecia deslocado no meio de sua tensa troca de palavras.
Naquele momento, o ar entre eles parecia mudar, carregado com uma ternura inesperada que pegou Islinda de surpresa. Mas mesmo enquanto uma parte dela desejava acreditar em suas palavras, Islinda permanecia cautelosa, sabendo muito bem os perigos de confiar nas promessas de Aldric, especialmente quando estavam envoltas em tão doce engano.
“Mentiroso.” Islinda respondeu aguçadamente.
“Eu sou Fae. Eu não consigo mentir.” Aldric lembrou a Islinda.
“No entanto, você é um mestre de suas palavras,” Islinda disse, seu tom carregado com um toque de sarcasmo enquanto um sorriso irônico se formava em seus lábios.
Aldric não tinha réplica desta vez; em vez disso, ele encarou Islinda com um olhar inexplicável, seu olhar intenso e investigativo. A tensão entre eles crepitava no ar, densa com desejos não expressos e conflitos não resolvidos. Seus rostos estavam agora a meros centímetros de distância, o calor de sua proximidade incendiando um desejo primal que pulsava entre eles. Naquele momento carregado, tudo em que Aldric conseguia pensar era em fechar a distância entre eles, sua intenção clara na maneira como seu olhar vacilava para os lábios dela.
Mas antes que ele pudesse agir sobre seu impulso, Islinda falou, sua voz cortando a atmosfera elétrica como uma faca.
“Você me machucou,” Islinda acusou, sua voz impregnada de angústia enquanto confrontava Aldric com a dor que ele havia causado a ela.
“Você também me machucou,” Aldric respondeu, seu tom pesado com os ecos de feridas passadas. Ele tocou seu peito onde Maxi o havia esfaqueado com a espada, as cicatrizes físicas servindo como um lembrete contundente da traição que ele havia suportado na busca de Islinda pela liberdade.
“Não!” Islinda gritou, sua voz tremendo de emoção crua enquanto lutava para articular a profundidade de sua dor. “Você me expulsou do seu quarto logo depois que nós…”, ela começou, suas palavras presas na garganta enquanto segurava as lágrimas, incapaz de se permitir relembrar a terrível experiência que a havia assombrado desde então. Foi o dia mais humilhante de sua vida, um momento que a deixou se sentindo quebrada e traída. Apesar de todas as dificuldades e traições que ela havia suportado nas mãos de Aldric, foi esse incidente específico que infligiu a ferida mais profunda em seu coração.
“Me desculpe,” Aldric disse, sua voz carregando uma rara nota de sinceridade.
“O-quê?” Islinda gaguejou, a incredulidade evidente em seu tom enquanto lutava para processar o pedido de desculpas inesperado.
“Me desculpe, Islinda,” Aldric repetiu, seu olhar firme enquanto encontrava o olhar incrédulo dela.
A boca de Islinda se abriu e fechou por vontade própria, sua mente lutando para compreender a realidade da situação. Aldric acabou de pedir desculpas a ela? O mundo estava acabando hoje, por alguma estranha reviravolta do destino? Era simplesmente surreal demais acreditar que Aldric, conhecido por seu orgulho e arrogância, estava oferecendo um pedido de desculpas a ela.
Aturdida, Islinda estendeu a mão e tocou seu rosto com a palma da mão, seu toque gentil, porém inquisitivo enquanto ela passava os polegares por sua bochecha. Seus olhos buscavam os dele, procurando respostas nas profundezas de seu olhar. “O que deu em você?” ela sussurrou, sua voz mal acima de um sopro enquanto lutava para entender a súbita mudança no comportamento de Aldric.
“Por que você não descobre?” A voz de Aldric estava baixa e rouca, suas palavras carregadas com um toque de desafio enquanto ele diminuía a distância entre eles.
Antes que Islinda pudesse reagir, seus lábios desceram sobre os dela, capturando-a em um beijo ardente que a deixou sem fôlego. Sua boca possuía a dela com uma fome que beirava o desespero, sua língua entretecendo com a dela numa dança tão antiga quanto o próprio tempo.
Islinda gemeu suavemente, seus sentidos oprimidos enquanto o beijo de Aldric acendia uma paixão primal dentro dela. Sem hesitação, seu braço instintivamente envolveu-o, puxando-o para mais perto enquanto seu corpo se rendia à intensidade de seu abraço. Naquele momento, era inegável que ela estava apaixonada por Aldric. Cada fibra de seu ser parecia pulsar com desejo, cada beijo enviando ondas de prazer através de suas veias.
Era como se um relâmpago estivesse fluindo através de seu corpo, eletrificando cada terminação nervosa e incendiando sua alma com anseio. A sensação era tão intensa que os dedos dos pés de Islinda se curvavam involuntariamente, sua pegada no príncipe fada sombrio se apertando enquanto ela tentava segurar o momento pelo maior tempo possível.
Aldric beijou Islinda com um fervor que beirava a possessão, seus lábios famintos e insistentes como se ele não conseguisse o suficiente dela. Naquele momento, parecia que ele queria devorar não apenas seus lábios, mas sua própria alma também. E ele supunha que o faria, se pudesse, pois havia uma escuridão dentro dele que ansiava por mais do que apenas intimidade física.
Mas enquanto sua paixão atingia o ápice, uma súbita realização a trouxe de volta à realidade. Droga, Valerie! Ele estava no quarto ao lado, alheio à troca íntima ocorrendo a poucos metros de distância. A realização atingiu Islinda como um balde de água fria, seu momento de paixão ofuscado pelo medo de que ele pudesse entrar na cena.