Super Gene - Capítulo 2620
Capítulo 2620: Bigorna
“Que cidade estranha. Ela suprime o meu poder. Embora meu corpo esteja tão forte quanto o habitual, eu não acho que vou conseguir usar mais poder do que qualquer criatura comum possa fazer. Me sinto como um ser comum agora.” Han Sen estava chocado. Ele tentou ativar todos os tipos de artes geno, mas não conseguiu encontrar nenhum que fosse utilizável naquele estranho reino.
Enquanto Han Sen tentava descobrir exatamente como seu poder estava sendo limitado, um Homem do Céu se aproximou dele e fez uma reverência educada. “Irmão Han, meu nome é Bo Qin. Eu sou um guia turístico da Cidade do Rei Negro.”
“Irmão Bo Qin, o que está acontecendo?” Han Sen perguntou, olhando para os civis da cidade.
Bo Qin riu e disse: “Há um café por perto com um chá excelente. Como estamos perto, que tal tomarmos uma xícara dele e discutirmos a cidade? O que está acontecendo na Cidade do Rei Negro é bastante complicado, então pode demorar um pouco para explicar.”
“Sim, por favor faça isso, irmão Bo Qin.” Han Sen seguiu Bo Qin até um café próximo em uma esquina de rua. Os dois se sentaram em um quarto no segundo andar. Eles podiam olhar para as encruzilhadas à frente deles, o que lhes oferecia uma vista de metade da cidade.
Bo Qin pediu um pouco de chá. Han Sen ainda estava parcialmente convencido de que toda a cidade era apenas uma ilusão, mas quando ele deu um gole no seu chá, foi forçado a descartar essa ideia. O chá tinha um aroma adocicado, e seu sabor era simplesmente divino. Definitivamente não era uma ilusão.
“Não se preocupe, irmão Han. A Cidade do Rei Negro é um lugar muito real. É apenas diferente. Esta dimensão contém apenas esta cidade. Os seres aqui só podem viver na cidade. Eles vivem e morrem aqui, incapazes de praticar ou crescer em força. Além disso, sua expectativa de vida é de apenas algumas décadas”, disse Bo Qin com um sorriso.
“Se as pessoas aqui não podem praticar, por que o lugar é tão perigoso a ponto de eu precisar de um encantamento comigo o tempo todo?” Han Sen perguntou, confuso.
Se as coisas fossem realmente como Bo Qin disse, então nada naquele lugar poderia machucá-lo. Por que Yun Changkong teria avisado a ele tão seriamente?
“Os seres na Cidade do Rei Negro são comuns, mas a cidade em si não é. Acredito que você já tenha sentido, visto que nosso poder foi restringido. Além da força de nossos corpos, nossos poderes se perdem.”
“Mesmo que tenhamos apenas os nossos poderes físicos, os seres aqui não podem nos machucar.”
Bo Qin assentiu e disse: “Os seres aqui não podem nos prejudicar, mas as regras que regem a Cidade do Rei Negro podem. Elas podem até nos matar. Existem duas coisas que você não pode fazer na Cidade do Rei Negro. Uma é que você não pode perder seu encantamento do Rei Negro. A segunda regra é que você não pode prejudicar os outros seres aqui. Não importa o quão fracos eles sejam; se você machucá-los, será punido pelas regras da Cidade do Rei Negro. Mesmo que você seja divinizado, as consequências são graves.”
“Então qual é o ponto de virmos aqui?” Han Sen perguntou com uma expressão séria.
“Há um motivo. As criaturas aqui são fracas, mas as coisas em suas casas não são. Existem 1987 casas aqui. Muitas gerações destas pessoas viveram nas mesmas casas. Elas têm tesouros em suas moradas que vêm de eras muito passadas. Para os seres que vivem aqui, nunca praticando, eles são um desperdício. Se pudéssemos reivindicá-los, no entanto, eles podem ter alguma utilidade. Pense nisso: pode até haver tesouros divinizados apenas esperando para serem colhidos facilmente.” Bo Qin fez uma pausa antes de continuar a dizer: “Mas na Cidade do Rei Negro, você não pode roubar. Você não pode assaltar. Você não pode trazer danos aos ocupantes. As pessoas devem lhe dar seus itens voluntariamente. Se você violar esses termos, a Cidade do Rei Negro lhe punirá mesmo que você seja divinizado.”
“São regras muito estranhas… Mas se as pessoas aqui não praticam, de onde esses tesouros poderiam possivelmente vir?” Han Sen perguntou.
“Eu não sei. Assim como ninguém sabe por que o Jade Branco Jing existe, ninguém sabe por que a Cidade do Rei Negro opera do jeito que faz e de onde as pessoas que vivem aqui vêm. E ninguém sabe como eles podem continuar a viver nesta pequena cidade. Tudo o que temos que fazer é tentar pegar os itens que podemos precisar”, disse Bo Qin.
“Posso trocar com eles?” Han Sen perguntou.
“Sim, mas você não pode forçá-los a fazer uma troca”, respondeu Bo Qin.
Han Sen perguntou mais sobre a situação envolvendo a Cidade do Rei Negro, e Bo Qin informou-o do que ele sabia. Ele fez questão de enfatizar os tabus envolvidos em se viver lá.
Quando Han Sen estava se preparando para sair, Bo Qin disse: “Lembre-se, irmão Han… nós não podemos usar nossos poderes aqui. Mesmo que tesouros divinizados estejam bem na nossa frente, não podemos perceber o que são sem nossos poderes. Só podemos ver como eles parecem. Às vezes, você descobrirá que gastou muitos esforços em troca de uma peça de lixo da Classe Barão. Isso acontece com frequência na Cidade do Rei Negro. Portanto, tenha cuidado com o que você seleciona. Se você encontrar algo de que gosta, não perca a oportunidade. Eu sinceramente espero que você possa encontrar um tesouro divinizado.”
“Obrigado por explicar tudo isso para mim, irmão Bo Qin.” Han Sen se despediu e saiu do café. Ele voltou para as ruas novamente.
Após caminhar alguns passos, ele viu uma forja de ferreiro explodir em faíscas. Dois ferreiros sem camisa estavam balançando seus martelos, com cada batida na bigorna fazendo um som de ding ding.
Quando Han Sen viu a bigorna, seus olhos se iluminaram.
A bigorna era completamente preta e tinha uma forma que lembrava a cabeça de um touro. Era plana em cima e fina perto do fundo. Parecia bastante antiga, no entanto. Parecia estar coberta de ferrugem, mas Han Sen podia dizer que na verdade não estava enferrujada. A cor vermelha estava subindo de dentro da bigorna.
A bigorna era uma plataforma que os ferreiros usavam para martelar armas de ferro. Quando o ferro era tirado do fogo, eles usavam martelos para moldar o metal incandescente em cima da bigorna.
Han Sen percebeu que a bigorna era muito antiga. Deus sabe quantos anos ela tinha residido na forja do ferreiro, mas não havia ainda quebrado. E não havia amassados ou marcas que testemunhassem seus éons de uso. Ele podia perceber que era um item bastante especial. Se não fosse, haveria a assinatura reveladora das marcas de martelo e grumos de ferro queimados sobre ela. Não ter nenhuma marca seria impossível para um item comum.
“Esta bigorna é um tesouro? De que nível é, eu me pergunto?” Han Sen permaneceu do lado de fora da forja enquanto olhava para a bigorna. Ele não podia usar seus poderes, então ele não podia discernir o grau da bigorna.
“Esta bigorna deve ser um tesouro, apenas não consigo dizer de que nível ela é. Pode não ser tão ruim. Muitos Estudantes do Palácio do Céu devem ter desejado essa coisa ao longo dos anos, mas os ferreiros que vivem aqui não podem fazer o seu trabalho sem a bigorna. Então, após todas essas gerações, nenhum ferreiro quis vender ou se desfazer da bigorna”, disse uma voz familiar atrás de Han Sen.
Han Sen se virou para ver Requintada ao seu lado. Ela estava vestida com roupas brancas.