Sr. Presidente: O senhor é o pai dos meus trigêmeos - Capítulo 71
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71: 71- Maior Surpresa 71: 71- Maior Surpresa Marissa ainda estava fervendo de raiva quando entrou na área da recepção. A recepcionista usava um crachá que dizia Zara. Ela estava andando à frente, e Marissa podia ver como os quadris dela eram bem tonificados.
Agora pare de pensar como uma pervertida, Marissa.
Ela se repreendeu e pegou o telefone. A recepcionista tomou seu lugar e Marissa não sabia como dar um pedaço de sua mente para Rafael na presença de Zara.
“Alô?” Ela quase estalou no receptor, fazendo com que a recepcionista lançasse um olhar curioso para ela.
“Oi!” A voz de Rafael saiu do receptor fazendo com que ela se sentisse tonta.
Como sempre!
“Eu estava em uma reunião,” ela sibilou e depois deu um sorriso amigável para Zara.
“Ah, ok. A propósito, como você está?” ele falava de forma tão casual como se não tivesse feito nada e fosse rotina para ele chamá-la à recepção só para conversar com ela.
“Eu preciso voltar, como já te disse que estava em uma reunião,” ela repetiu em um sussurro afiado.
“OK. Mas não vai te machucar me dizer como você está. Você me mandou uma mensagem de oi, então assumo que está com muita saudade de mim.”
Marissa queria revirar os olhos, mas os olhos de Zara estavam constantemente vagando ao redor dela, então ela tinha que ter cuidado. O mais difícil era manter suas expressões amigáveis… e normais.
“Não, não estou,” ela conseguiu um sorriso falso.
“Por que você está falando assim? Tem alguém perto de você?”
“Sim. O escritório inteiro. Estou na área de recepção ou você esqueceu que mandou aquela recepcionista vir me buscar.”
“Ok. Passa o telefone de volta para a Zara.”
Marissa queria fazer isso e sair. Ela não queria perder a reunião, “Ah. Obrigada por entender.”
“Não, não. Fica aí. Ok?”
Ela entregou o telefone para a bela recepcionista e esperou.
“Claro, Sr. Sinclair,” Zara colocou o telefone de volta no gancho e se virou para ela, “Por favor, me acompanhe, Srta. Aaron.”
Marissa a seguiu e ficou horrorizada ao vê-la entrando no escritório principal que pertencia ao Presidente da MSin.
“Eu … aqui…”
“Sim. Você pode discutir as questões oficiais aqui. Eu vou conectar o telefone e você pode usar… este assento,” ela apontou para a cadeira de cabeceira de Rafael.
Marissa engoliu seco e apontou para a cadeira, “Aquela?”
“Sim. Porque o telefone que será conectado para você está aqui. Ele não tem nenhum problema, pois acha que esta discussão é muito importante.” Ela explicou com um sorriso profissional.
Marissa acenou como uma tola e foi para a cadeira dele, mas em vez de sentar, ela apenas continuou em pé.
Zara havia deixado a sala e, após alguns segundos, o telefone colocado lá tocou.
Marissa rapidamente o pegou, “Sim!”
”Agora podemos conversar melhor. Como você está?” Marissa fechou os olhos ao ouvir a voz dele.
“Por que você está me perturbando no meio de uma reunião? E quem fica interrompendo a reunião com ligações contínuas? Obviamente, eu estava ocupada, foi por isso que eu não estava atendendo!”
Ela ouviu a risada dele, “Viu? Você fala melhor quando estamos a sós. Mas isso ainda não responde minha pergunta. Como você está?”
Marissa se movimentou desconfortável, “Estou bem.”
Ela procurou pelo assento mais próximo onde ela pudesse levar o telefone ou puxar o receptor até lá.
“Qual é o problema?”
“Eu quero mover este telefone para o assento mais próximo.”
“Por quê? Não tem uma cadeira? Chama a Zara de novo. Só aperta essa campainha que ela vem…”
“Eu sei. M…mas é o seu assento,” Ela gaguejou, e isso o deixou em silêncio.
“Não existe assento seu ou meu, Marissa,” ele disse em um sussurro baixo, “Esse é o nosso assento.” Marissa sentiu seu coração acelerar.
Ela sentiu a voz dele ficar rouca ao final.
“Sente nele, Marissa,” ela olhou ao redor como se fosse uma ladra, “Não se preocupe. É só um assento. Não é o meu colo.”
“Cala a boca!” ela estalou e sentou ignorando a risada dele do outro lado.
“Agora de volta à minha pergunta. Como você está?” dessa vez ela fez um bico e tentou se soltar inclinando-se para trás no assento luxuoso.
“Estou bem,” a próxima pergunta dele era bem esperada.
“Como estão as crianças?”
“Travessas. Como sempre,” Dessa vez ela sorriu ao ouvir a risada dele.
“Isso é ótimo. Agora relaxa aí e continua conversando comigo.”
“Não!” ela se levantou de repente, “Por que eu deveria?”
“Sim. Por que você deveria? Porque estou com saudades de você aqui,” Marissa queria rir, mas ele não estava brincando.
O tom dele era sério.
“Por quê? Onde está a sua esposa?”
“Ela está no meu escritório, sentada no meu assento. Falando comigo,” Marissa engasgou e levantou-se.
“Idiota! Isso é uma piada para você?” ela não sabia por que sentiu lágrimas ardendo atrás das pálpebras, “Eu não estava falando sobre a farsante que viveu com você durante sua cegueira. Eu estou falando da mulher que…” ela engoliu e não conseguiu continuar.
“Droga, Rafael. Dá um oi para a Valerie e vai se foder!” com isso, ela quase bateu o receptor e saiu da sala.
No banheiro, depois de rapidamente jogar um pouco de água no rosto, ela tentou parecer normal.
Não. Isso deve ser a insônia mexendo com a cabeça dela. Para ele, ela não era nada além da mãe dos seus filhos.
***
Quando ela voltou à sala de reunião havia uma discussão intensa acontecendo, sobre como anunciar o pequeno negócio.
Teria sido benéfico se ela tivesse assistido.
Droga, Rafael. Você não precisa dessas coisas porque já é rico, mas eu poderia ter aprendido muito.
***
“Eu acho que você precisa novamente daquela segunda xícara de café,” Delinda disse colocando uma xícara na mesa dela. Desta vez ela não conseguiu segurar e uma ou duas lágrimas conseguiram sair de seu rosto.
“Marissa!” Delinda rapidamente puxou sua cadeira até a mesa dela e sentou, “Não chora. Você tem que ser muito forte.”
Marissa acenou com a cabeça. Ela gostou do fato de que Delinda não tentou indagar sobre o motivo e apenas ofereceu seu apoio.
“Nós mulheres precisamos ter um tempo só nosso para que possamos agarrar esse mundo pela garganta. Quando foi a última vez que você teve seu tempo só seu?” ela se mostrou severa ao terminar a frase.
Desta vez Marissa tentou conter seu riso, “Noite passada. Jogamos videogame e eu até perdi a primeira partida.”
Delinda sorriu e provocou, “Você perdeu? Sério? E a segunda partida?”
“Eu ganhei porque era com um amador,” Delinda começou a rir quando imaginou a cara de Flint na noite passada.
“Pelo menos você ganhou!”
Marissa mordeu seu lábio inferior olhando para Delinda com uma expressão agradecida, “A vida tem sido cruel…”
“Eu sei, querida,” Delinda se levantou de sua cadeira, “Mas nós precisamos enfrentá-la se quisermos vencer. Porque, se mostrarmos que somos amadores, ela vai se aproveitar. As pessoas vão se aproveitar.”
Sim. Delinda estava certa. Rafael era um dos que talvez estivesse se aproveitando.
“Nem todo mundo tenta se aproveitar, Marissa. Não confunda as coisas,” Marissa sentiu como se Delinda pudesse ler sua mente,
“Pode haver pessoas sinceras também. Não tente afastá-las pensando que elas estão te usando, criando obstáculos para você. Às vezes somos nós que colocamos obstáculos no nosso caminho. Às vezes somos nossos maiores inimigos, Marissa,” antes de se virar, Delinda conseguiu um pequeno sorriso, “O crush que estava tentando te ligar. Eu diria: dê uma chance a ele. Nem todo mundo tenta manter um controle sobre nós quando estamos ocupados em reuniões.” Com uma piscadela, ela se afastou.
O que Delinda não podia dizer à Marissa era que ela estava prestes a receber a maior surpresa de sua vida.
Algo que poderia abrir os olhos de Marissa.