Sr. Presidente: O senhor é o pai dos meus trigêmeos - Capítulo 408
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408: 408 – Seus Pais 408: 408 – Seus Pais “Oi. Eu estive ligando para Aniya, mas ela não está atendendo a minha ligação,” Aniya fechou os olhos quando ouviu a voz de Lisa lá de baixo.
Deitada de bruços em sua pequena cama, ela deixou seus olhos se fecharem. Ela podia ouvir sua mãe discutindo com Lisa e sabia que havia uma pequena chance de Lisa ganhar essa discussão. Bem. Talvez ela não conhecesse tão bem sua amiga.
Ela fechou os olhos e escondeu o rosto no travesseiro quando ouviu a voz de Lisa subindo as escadas.
Aniya desejava poder se esconder em algum lugar. Desejava poder morrer.
Era a última coisa que ela queria que Lisa presenciasse.
A porta se abriu e a voz da mãe dela chegou aos seus ouvidos, “Viu. Ela está descansando. Eu te disse que o jeito como ela caiu da escada a deixou fraca demais para se mover.”
Aniya manteve seus olhos fechados. Alguém entrou no quarto e a porta se fechou suavemente.
Talvez Lisa tivesse deixado sua mãe do lado de fora do quarto.
“Aniya!” Aniya sentiu a cama afundar um pouco com o peso de Lisa, “Aniya. Levante. Olha! Eu tirei uma folga do trabalho só para poder vir te ver,” Aniya sentia a mão dela batendo levemente em sua cabeça.
“Aniya. Querida. Sua mãe não estava me deixando entrar. Eu tive que dizer a ela que hoje eles estão pagando mais por causa de um Programa privado no restaurante. Por favor, deixe sua amiga mentirosa ver você. Levante!” ela segurou os ombros de Aniya e tentou levantá-la com força.
“O que deu em você? Você está naqueles dias?” ela continou falando sem parar enquanto tentava levantá-la, “Como você caiu da escada? Querida! Olhe pra mim,” ela colocou os dedos embaixo do queixo de Aniya, “O que deu em você? Ah, droga…” No momento em que viu o rosto dela esqueceu o que estava dizendo, “Aniya… o que aconteceu com seu… Oh, Deus!”
Havia uma expressão horrorizada em seu rosto. Aniya não fez contato visual e continuou sentada em silêncio olhando para o colchão.
Lisa engoliu em seco quando viu o estado do rosto dela. Olhos negros e inchados. Um corte profundo perto do canto dos lábios. Marcas de dedos em suas bochechas. Pelo jeito que sua mão estava em sua barriga, parecia…
Parecia que ela tinha sido chutada ali.
“Qu-que diabos!” ela segurou o rosto dela com cuidado, como se tivesse medo de machucá-la, “Aniya,” ela sussurrou, “O que está acontecendo?”
Aniya não conseguiu falar nada. Ela encostou a cabeça no ombro de Lisa e começou a chorar.
“Me diga o que aconteceu? Eles fizeram isso com você. Certo? Você nunca caiu da escada! Esses filhos da pu*a!” ela estava prestes a se levantar para poder sair e enfrentar os pais dela, mas Aniya foi rápida em segurá-la.
“Lisa! Não!”
“Por quê?” Lisa sibilou, “Por que não? Eles vão te matar um dia. Eu… meio que tinha essa ideia de que você tem pais horríveis, mas eles são… monstros…Nossa!”
Ela segurou sua amiga, pensando seriamente no que poderia fazer sobre essa situação, “Você nem tem dezoito anos e eles amam seus ganhos, e agora…” ela suspirou, “Oh, Deus, Aniya. Eu não sei o que dizer?” ela deixou Aniya chorar sobre seu ombro.
“Agora chega de chorar…” ela moveu o cabelo estilo bob de Aniya para fora de seu rosto, “Olhe pra mim.”
Aniya estava tendo dificuldade para abrir os olhos, mas tentou fazer o que lhe foi pedido, “Se controle, Aniya. Por favor.”
Lisa apertou seu ombro, mas Aniya gemeu de dor. Sem pedir permissão, Lisa tirou a camisa do ombro dela. Havia marcas de abuso.
“Por que você nunca ligou ou tentou entrar em contato com os serviços sociais?” Aniya perguntou a ela delicadamente, “Seus pais estariam atrás das grades num piscar de olhos, Aniya.”
Aniya já estava balançando a cabeça, “Eu não posso,” ela soluçou, “Eles são minha única família, Lisa. Às vezes…às vezes eles me amam também… eles cuidam de mim… como quando eu entrego minhas gorjetas para eles, mamãe…” Aniya enxugou o rosto, “Mamãe às vezes passa a mão no meu cabelo… e … ela gosta do meu cabelo é por isso que ela mesma os tingi.”
Lisa olhou para o rosto dela como se ela tivesse enlouquecido. Ela sabia que Aniya tingia o cabelo, mas se sua mãe fazia isso religiosamente então havia algo suspeito acontecendo.
“E você chama isso de amor, Aniya?” Ela levantou uma sobrancelha, “Você está em seu… Oh Deus. Isso é loucura!”
Lisa pensou que sua cabeça poderia explodir. Sua amiga não só estava vivendo com uma família disfuncional mas também era vítima de abuso doméstico.
Ela sempre pensou que era apenas abuso financeiro como a maioria de suas amigas. Isso era muito pior do que ela imaginava.
O restaurante pode pagar um salário moderado, mas as gorjetas ajudavam muito a pagar as contas dela. Ela podia realmente se dar ao luxo de muitos luxos por causa dessas gorjetas. É por isso que Lisa sempre amou o trabalho dela.
Não era apenas a comida que ela carregava da cozinha, mas também a forma como ela interagia com os clientes piscando seus olhos inocentemente.
“Vamos te tirar daqui,” ela se levantou e começou a procurar o sobretudo e o cachecol de Aniya. Felizmente estava deitado em uma cadeira próxima.
“Para onde?” Aniya olhou para ela confusa, “Eu não posso enfrentar ninguém assim, Lisa. Por favor, eu não posso sair.”
Lisa tinha aquele brilho teimoso nos olhos, “Aniya James. É melhor você se mexer senão eu posso trazer a polícia e fazer com que seus adoráveis pais sejam presos.”
Aniya tinha uma expressão de descrença no rosto. Lisa poderia ser ousada quando queria. Apenas na semana passada ela aceitou a aposta e levou um cliente para um banheiro pequeno…
“Lisa… eu…”
Lisa não queria ouvir nenhum argumento tolo. Ela simplesmente agarrou seu braço e começou a arrastá-la.
“Lisa… por favor…meus pais… eles não vão permitir…”
“Seus pais? Meu cu!” agora estavam descendo as escadas e Lisa estava forçando-a em direção à porta quando a voz alta de Valerie retumbou na sala de estar,
“Para onde você está levando ela?”