Sr. Presidente: O senhor é o pai dos meus trigêmeos - Capítulo 296
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296: 296- Mamãe! Papai! 296: 296- Mamãe! Papai! Quando Valerie desembarcou no aeroporto de Kanderton, pegou um táxi para o palácio. Ela estava esperando as mesmas discussões com os guardas, mas felizmente desta vez foi conduzida sem problemas até o escritório não tão grande de Nina.
Este quarto era, claro, menor que o escritório principal onde a leitura do testamento havia sido realizada, mas parecia suficiente para Nina.
— Senhora — a empregada colocou a garrafa de água com gás sobre a mesa junto com um copo, e Valerie sentiu ciúmes.
Marissa estava agora vivendo o sonho dela.
— Onde está Marissa? — ela perguntou à mulher com um sorriso.
— No escritório — ela respondeu e saiu do quarto.
Marissa estava no escritório? Para fazer o quê?
Ela relaxou na cadeira enquanto esperava por Nina.
— Então, você voltou, Valerie! — Valerie permaneceu na mesma posição quando Nina se aproximou dela — Eu disse para você não tentar me encontrar novamente.
— Eu sei, Nina. Mas… você é a única que pode resolver meus problemas. Você precisa fazer algo, Nina.
Pela primeira vez na vida, ela estava implorando a alguém. Meu Deus! Ela sempre odiou mendigar.
Nina tomou a cadeira oposta atrás de sua mesa e começou a tamborilar os dedos levemente no apoio de braço, com um sorriso de deboche no rosto.
— Nina. Por favor — ela tentou novamente. Ela pôde sentir sua voz falhando levemente, embora tentasse manter a compostura — Rafael era seu filho, eu entendo. Mas você também precisa entender que ele era meu marido. Eu o amava — Valerie colocou a mão em seu peito — Você sabe o quanto Rafael significava para mim.
Nina não fez comentários e continuou olhando para ela. Por um instante, Valerie se sentiu insultada. Parecia que Nina estava assistindo a uma comédia romântica e estava curtindo o espetáculo. A velha vadia estava se deliciando com sua dor.
— Olha! — Valerie mordeu o lábio inferior — Eu- Eu só preciso de uma pequena parte da herança dele. Eu – Eu não tenho mais nada… Nina… você precisa fazer algo.
Nina deu uma risada suave. Ela se inclinou para frente, seus olhos se estreitando com simpatia fingida — Aww, querida Valerie! — disse ela, sua voz gotejando sarcasmo — A herança do Rafael? — ela jogou a cabeça para trás e riu alto — Você está perdendo seu tempo, querida.
— P-Por quê? — dessa vez lágrimas genuínas escorreram pelo rosto de Valerie. Esta não era a mesma Nina que costumava favorecê-la — O que deu errado entre nós? Tínhamos diferenças, mas eu sempre achei que realmente gostávamos uma da outra.
Em vez de responder, Nina continuou a encará-la. Havia algo extremamente errado em suas expressões.
— A propriedade do Rafael não é para você, Valerie — Nina deu de ombros casualmente — É para a viúva do Rafael. Marissa é quem merece.
— Você está dizendo isso por causa dos filhos deles? — As feições de Nina endureceram num piscar de olhos. A menção de seus netos aguçou seus ouvidos.
— Não precisa trazê-los para nossa discussão, Val! — ela advertiu.
— Mas eu não estou aqui para tomar a parte legítima deles, Nina. Deixe-os aproveitar a riqueza de seu pai. Eu só quero uma pequena porção para mim. Por favor, faça algo a respeito. —
Valerie engoliu em seco; seus joelhos estavam dobrando sob si. Ela queria se jogar aos pés de Nina, implorar, suplicar.
Queria fazer o que fosse necessário para voltar a ter a sua boa vontade. Ela era bonita, inteligente e o sonho de todo homem. A única coisa que parecia faltar nela era a maternidade.
Ela desejava ter tentado mais. Se soubesse que a presença de filhos poderia mudar tanto Nina, ela teria ido a qualquer extremo para alcançar isso.
Ela teria dormido com outro homem para gerar um herdeiro Sinclair. Segurando a mesa de Nina, ela olhou para o rosto da mulher mais velha, agora desprovido de qualquer emoção — Eu estive lá para ele, Nina. Você sabe que sim. Você me viu tentando tanto fazê-lo feliz. Eu preciso disso, Nina, e você é minha única esperança.
Nina levantou uma sobrancelha — Você acha que implorar vai mudar alguma coisa?
Levantou-se, seu tom agora mais frio — Esqueça Valerie. Isso não vai acontecer. Marissa conquistou seu lugar. Você… você é apenas uma lembrança distante neste jogo. E para ser muito franca — Nina colocou as palmas das mãos sobre a mesa e se inclinou para a frente — Vá para casa e comece a trabalhar… — ela deu uma risada — ou talvez encontre outro homem rico. Ha-ha.
Valerie não gostou da piada. Nina estava fazendo graça da sua situação.
Seu coração afundou, ela olhou para cima com os olhos vidrados. O olhar de Nina nunca vacilou, enquanto as duas se encaravam em silêncio.
Valerie levantou-se da cadeira, o peito apertado de decepção. Com as mãos trêmulas, ela suspirou profundamente.
Então, isso era definitivo. A partir de agora ela estava por conta própria.
Ela lançou um último olhar implorador para Nina, esperando por um vislumbre de compaixão.
Mas o sorriso frio de Nina voltou ao seu rosto. Resignada, Valerie virou-se nos calcanhares, com os ombros caídos.
Nina usou-a em seu benefício.
Ainda assim, ela queria que Nina a impedisse ou a chamasse de volta, mas não.
Quando Valerie alcançou a porta, ela ouviu o telefone de Nina tocar. Ela parou, olhando para trás, apenas a tempo de ver a expressão de Nina mudar. O sorriso que estava lá para Valerie desapareceu num piscar de olhos e, em seu lugar, estava um vazio perturbador.
A mão de Nina tremia no telefone, segurando-o com força.
Valerie franziu a testa e a olhou preocupada — Nina! Está tudo bem?
Em vez de responder, Nina correu para o pequeno canto de estudo do quarto e ligou a TV.
As notícias explodiram na tela. Uma repórter falava em voz alta sobre uma tentativa de assassinato na cidade de Sangua.
As orelhas de Valerie se aguçaram.
Os nomes lhe soavam familiares, e o choque não deixava sua mente registrar a respeito.
Ela piscou, aproximando-se enquanto os nomes finalmente registavam. Seu coração disparou, e o sangue drenou de seu rosto.
Um calafrio percorreu sua espinha.
— Mamãe! Papai! — sua voz estava pouco acima de um sussurro enquanto ela cambaleava para trás — Alguém tentou… —
Ela segurou a cabeça e deixou seu corpo cair no chão — Oh Deus! Como puderam! Alguém tentou matá-los! Eles estão mortos?
Sua mão disparou em busca da superfície mais próxima para se segurar em algo. Nina estava silenciosamente olhando para a tela.
Seu próprio rosto estava congelado em descrença.