Sr. Presidente: O senhor é o pai dos meus trigêmeos - Capítulo 246
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246: 246- Veneno 246: 246- Veneno Quando Rafael entrou no corredor do hospital, Dean já estava ali encostado na parede. Seus braços cruzados caíram assim que ele avistou Rafael.
“Qual é a situação?” ele perguntou a Dean olhando para a porta da UTI.
“Me desculpe. Eu não queria te chamar aqui, mas os médicos me disseram que a vida dele estava em perigo,” Rafael colocou a mão no bolso do jeans.
Esse tipo de incidente nunca aconteceu em nenhum escritório da MSin.
“Você checou as gravações das câmeras de segurança para ver algo anormal?” ele perguntou em um tom endurecido. Dean se lembrou de Delinda, mas não tinha certeza disso. Ele não podia acusar uma pessoa inocente sem ter provas.
“De acordo com as políticas da MSin, nossas câmeras estão apenas do lado de fora das salas de reunião, não dentro, Senhor Sinclair.”
Rafael coçou a testa. Ele precisava entrar em contato com alguém ligado à aplicação da lei.
“Por que nossas cadeiras têm pregos? Não jogamos fora aquele mobiliário de qualidade patética há muito tempo? E se eles estavam lá, por que ninguém se machucou antes de hoje?” ele disse mais para si mesmo, e então seus olhos se estreitaram quando ele viu Dean, perdido em pensamentos.
“O que está acontecendo? Tem mais alguma coisa nisso. Não é?”
Dean enrolou os lábios entre os dentes com incerteza, “A cadeira que tinha pregos, pertencia a…” ele hesitou por um momento, “Pertencia a Marissa, Senhor.”
Rafael achou que tinha ouvido errado.
“O quê!” ele gritou, sem se importar que estavam em pé no hospital, “O que você está dizendo? Você quer dizer que…” ele agarrou a gola de Dean e deu uma sacudida frenética
Dean não tentou resistir e apenas assentiu, “Não é bom mandá-la para aquela sala mais, Senhor Sinclair. Há alguém…”
“Quem pode estar atrás da vida dela?” Rafael soltou sua gola e deu um passo para trás com um rosto repleto de culpa, “Não!” ele balançou a cabeça e olhou para Dean, “Não, Dean! Eles que se danem,” Rafael passou a mão pelos cabelos em frustração.
Ele deveria estar aproveitando este dia com sua esposa e filhos, em vez disso, estava aqui porque um homem que era seu empregado foi admitido na UTI porque havia veneno correndo em seu sangue. E o ataque foi contra sua esposa.
“Eu vou tentar falar com eles e…” Dean tentou razoar com ele, mas Rafael estava fervendo de raiva e Dean podia ver suas narinas inflamadas.
“Dean. Eu não quero nenhum evento ao custo da vida da minha esposa. Cancele! E mande todos para casa!”
A mandíbula de Dean estava caída. O que ele estava dizendo?
“V-Você não pode estar falando sério, cara!”
“Ah, estou falando sério,” ele rosnou, “Estou disposto a mandá-los para casa se for preciso…”
Dean percebeu que este era o homem sobre quem tinham falado quando conversavam sobre ele.
Ruthless e insensível. Total oposto de sua esposa.
Quando Marissa era bondosa demais para machucar alguém, ele poderia matar facilmente e seguir em frente como se apenas tivesse comido um bife.
O homem era loucamente apaixonado pela esposa.
***
Marissa se sentiu estranha. Era uma situação absurda. Rafael saiu de casa muito rápido sem nem mesmo informá-la.
Em vez de dizer a ela, ele mandou a mensagem pelo mordomo de que tinha que lidar com uma emergência.
O que era tão urgente que ele nem se importou em informá-la?
Ela mandou as crianças tirarem uma soneca e pensou em ligar para Rafael quando o telefone dela vibrou, mostrando o nome de Kate.
“Kate?”
Kate não parecia muito calma ao telefone, “Estamos todos em apuros!”
Erguendo as sobrancelhas, Marissa piscou, “Por quê? O que aconteceu?” ela quase nunca tinha visto Kate em modo de pânico.
“É o Denzel. Eles o levaram para o hospital pois ele se machucou e depois desmaiou. Poucos minutos atrás, recebemos a ordem da alta administração de que todos deveríamos arrumar nossas coisas e deixar o escritório. Não nos é permitido voltar até nova ordem.”
Marissa, que estava acomodada no sofá, levantou-se, “O quê! O que aconteceu com o Denzel?”
“Sem ideia! Meu Deus! Um minuto ele estava pedindo para Pedro trazer água e no minuto seguinte seu braço estava sangrando profusamente. Eles tiveram que correr para o hospital.”
Foi essa a razão pela qual Rafael teve que sair?
“Kate! Você sabe qual é o hospital?”
***
Rafael estava conversando com o médico sobre as consequências que a MSin poderia enfrentar quando viu uma figura familiar caminhando em sua direção.
“O que ela está fazendo aqui?” O cirurgião que estava em contato com Rafael durante todo o processo ficou espantado com a forma como o rosto dele se transformou.
O homem que ele achava que não sabia sorrir, mas agora havia um sorriso gentil em seus lábios. Ele foi até lá e abraçou a mulher, após beijar sua bochecha.
“O que você está fazendo aqui, querida?” o médico ficou surpreso pois não sabia que o homem até possuía um coração.
“Por que você não me disse? Como ele está?” Marissa segurou a mão dele e caminhou até o médico que estava silenciosamente observando a face do magnata dos negócios.
“Ela é minha esposa,” Rafael tinha um sorriso orgulhoso ao apresentá-la a ele.
“Olá, Sra. Sinclair. Felizmente ele está seguro e fora de perigo. O veneno não foi para seus órgãos vitais, felizmente,” ele estava explicando mais, mas Marissa parou de ouvir depois que ele disse a palavra veneno. Seu corpo se enrijeceu com a revelação.
Ela estava sob a impressão de que Denzel tinha se machucado e depois sofrido um ataque cardíaco. Mas não. Ele foi envenenado.
O médico ainda estava falando quando Marissa olhou ao redor e viu Dean a alguma distância, conversando com uma enfermeira.
“Com licença,” ela se desculpou e se afastou, deixando seu marido e o médico sozinhos.
Quando Dean a viu, ele acenou para a enfermeira e veio até ela, “Como você está? Você não foi ao escritório, felizmente.”
Dean a abraçou e Marissa se transformou em uma rocha. Por que ele está dizendo que felizmente ela não apareceu?
“Por quê?”
Dean clicou a língua e olhou por cima do ombro dela, onde seu marido e o cirurgião ainda estavam conversando em voz baixa.
“Dean! O que é? Não esconda nada de mim.”
Dean suspirou e se aproximou dela, “Denzel sentou na cadeira errada e se machucou, Marissa,” Marissa fechou os olhos para processar a informação, “E eu devo te dizer, não foi na cadeira dele que ele se sentou. Foi na sua!”
Dean esperou para que ela absorvesse a informação. Os olhos de Marissa se ergueram, “O quê?”
“Sim,” ele assentiu, “e apenas entre nós. Eu vi Delinda fazendo algo perto da sua cadeira ontem à noite.”
Um silêncio atônito caiu sobre ela, enquanto seu rosto ficava pálido com o choque.