Sr. Presidente: O senhor é o pai dos meus trigêmeos - Capítulo 244
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244: 244 – O Valor de Delinda 244: 244 – O Valor de Delinda Delinda torceu o pulso para olhar o relógio. Era meio-dia e não havia sinal de Marissa ainda.
Como chefe, ela já deveria estar aqui. Que irresponsável descuidada ela é!
Shang Chi a observou e depois baixou os olhos para onde ela estava movendo as pernas freneticamente, “Você parece nervosa, Del.”
Ela se remexeu distraidamente, “Hã?”
“Eu disse que você parece nervosa. O que foi?” Delinda balançou a cabeça e se inclinou sobre seu laptop que tinha sido fornecido pelo escritório.
“Ei. Eu sei, sua relação com Marissa tem estado bem tensa ultimamente. Você deve ter seus motivos, mas não esqueça que ela é uma pessoa muito generosa. O pessoal deve ficar de lado.”
Ele apontou e voltou ao trabalho. Delinda estava escutando apenas pela metade. Ela queria que Marissa estivesse ali já que a cadeira estava esperando por sua dona.
“Gente!” Kate entrou e tomou seu assento que era na outra extremidade do salão, “Marissa não virá hoje então, caso tenham alguma dúvida, podem me procurar ou ao Dean.”
“O quê!” Delinda se levantou frustrada, “Mas por quê?”
O salão ficou silencioso quando Delinda disparou a pergunta alto, “Como chefe, ela deveria estar aqui.”
“Não. Ela não está,” Dean falou da entrada, “Seu trabalho é completar suas tarefas e ir embora, Delinda. Você não é responsável pelas ausências dos funcionários da MSin. Pare de se meter nos assuntos dos outros.”
O rosto de Delinda ficou vermelho, ela pegou sua bolsa e saiu do salão, passando por Dean em sua raiva.
Ele é um perdedor que está do lado de Marissa só porque é pago pelo Rafael. E os valores morais? Certo e errado?
Ela desceu as escadas com a desculpa de tomar um café, mas tinha que ir lá para encontrar com Valerie Sinclair. Valerie havia pedido para ela não a contatar por telefone ou mensagem. Elas deveriam se encontrar na cafeteria do escritório.
O rosto de Valerie se iluminou assim que avistou Delinda.
“O que aconteceu? O trabalho está feito?” ela perguntou com empolgação contida.
Delinda tomou o assento em frente a ela e balançou a cabeça, “Eu coloquei aqueles pregos ontem à noite.”
Valerie revirou os olhos, “Eu sei. Você já me disse isso. Estou perguntando se Marissa sentou naquela cadeira ou não?”
“Ela não,” Delinda balançou a cabeça e franziu os lábios em uma linha fina, “Ainda não…” ela parou quando viu Valerie bufando de irritação.
“A vadia deve estar ocupada no escritório do Rafael, talvez oferecendo seu corpo gordo para ele,” ela cuspiu de raiva.
“Não, senhora Sinclair. Ela ainda não chegou. Acabamos de saber que ela não planeja vir hoje,” Delinda informou casualmente.
“O quê?” Valerie se levantou da cadeira, “Como assim… ela está ausente?”
“Por favor, senhora Sinclair. Sente-se,” Delinda olhou em volta, ela não queria chamar atenção. Comunicar-se na cafeteria foi ideia de Valerie.
“Ela não é sua chefe? Por que ela está ficando em casa?” Delinda não tinha resposta para isso. Valerie retomou seu assento, suas mãos cerradas em punhos.
“Você … você tem certeza de que esse é o motivo?” Valerie perguntou a Delinda, “Espero que ninguém tenha te pegado ontem à noite.”
Delinda queria contar sobre o Dean mas no momento seguinte ela viu Valerie olhando para trás dela.
“Minha sogra está aqui,” Valerie murmurou rapidamente em voz baixa, “Não conte a ela sobre nada disso.”
“Não se preocupe,” Delinda apertou a mão dela que estava sobre a mesa, “Seu segredo está seguro.”
Nina nem sorriu quando pegou outra cadeira na mesa, “Oi!” ela se acomodou e pediu a um garçom para trazer seu café.
Valerie balançou a cabeça discretamente de lado, pedindo silenciosamente para Delinda sair.
“Olá, senhora,” Delinda se levantou e ajustou a alça de sua bolsa no ombro, “Tenha um bom dia!”
Ao sair, ela ouviu a voz de Nina atrás dela, “O que ela estava fazendo aqui, Valerie?”
“Oh, não se preocupe, Nina. Ela estava aqui para compartilhar minha dor. Ela é uma boa mulher,” Delinda sorriu para si mesma. Pelo menos, a senhora Sinclair conhecia o valor de Delinda.
***
Quando ela voltou ao salão, Dean, felizmente, já não estava mais lá. Kate estava explicando algo para Pedro que estava prestes a sair. Hoje ele estava agendado para ir ao Palácio Branco para seu trabalho de mural.
Ele estava colocando seus essenciais em uma grande bolsa de couro que carregava para seu trabalho de mural.
Ele se alongou um pouco e pegou seu diário enquanto conversava com um colega. Delinda o observava porque ele estava em pé muito perto da cadeira de Marissa. Seu corpo se tensionou.
Ela queria que ele se afastasse dali.
Meu Deus! Seu palpite estava certo. Ele apenas moveu a cadeira ao redor para colocar sua bunda nela quando Delinda quase gritou, “Pedro! Espere!”
Pedro parou no meio do caminho; sua bunda ficou no ar. Seus olhos arregalados com a pergunta silenciosa, o que há de errado, cara?
“Es…essa é a cadeira da Marissa,” ela terminou constrangida. Shang Chi, que estava sentado ao lado dela, riu, “Você mostra a todos que não se importa mais com ela. E veja só! Você nem consegue suportar outra pessoa na cadeira dela!”
Delinda tentou sorrir. Pedro agora estava em pé com um rosto tomado pela culpa.
“Desculpe,” ele disse com um sorriso sem jeito.
“Ela é nossa chefe,” Kate disse, brincando com sua caneta,” Devemos respeitar sua cadeira,” ela mostrou um sinal de positivo para Delinda.
“Olá, todos,” os olhos de Delinda voaram para a entrada, onde Denzel estava parado.
Ela queria perguntar o motivo de sua chegada tardia, mas Kate fez a pergunta antes dela, “Por que você está atrasado?”
Denzel acenou cansadamente com a mão e pediu a Pedro para lhe trazer água. O homem estava suando excessivamente.
Delinda ficou horrorizada quando o viu sentando na cadeira de Marissa. Antes que pudesse impedi-lo, ele se sentou e então um grito escapou de seus lábios.
Uivando de dor, ele se levantou e foi aí que Kate ofegou. Havia sangue no braço de Denzel.
Todo mundo estava paralisado tentando entender o que estava acontecendo.
Pedro, que estava parado na entrada, correu até ele com o copo de água, “Denzel. O que aconteceu?”
Denzel se contorceu de dor e examinou seu braço, “Eu … eu acho… que tem pregos na cadeira… Ai…”
Delinda não esperava nada disso. Os pregos não eram para ele nem para Pedro. Estavam ali para Marissa.
E então todos foram surpreendidos pelo que aconteceu a seguir. Segurando seu braço ferido, os olhos de Denzel reviraram. Ele desabou e perdeu a consciência.
Delinda franziu a testa. Os pregos eram para machucá-lo gravemente, não para fazê-lo desmaiar.
Pelo menos foi o que Valerie disse a ela quando lhe forneceu aqueles Pregos de Ferro para enfiá-los na cadeira de Marissa.