Sistema Monarca Dragão - Capítulo 446
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- Capítulo 446 - 446 Capítulo 446 Vespare vs Aditya II; Raiva 446 Capítulo 446
446: Capítulo 446: Vespare vs Aditya [II]; Raiva 446: Capítulo 446: Vespare vs Aditya [II]; Raiva O corpo de Aditya começou a tremer como se estivesse no meio de um terremoto. Esta mudança súbita pareceu pegar Vespera de surpresa, seus olhos se arregalaram ao olhar para ele. Seus movimentos eram bruscos, ásperos, como os de uma peça velha de maquinário tentando operar após anos de ferrugem e negligência.
Com toda a força que lhe restava, ele lutou com a Adamantita Espada da Perdição, seus dedos se fechando em torno do cabo familiar. Seus braços se moviam de uma maneira dura, robótica, como se estivessem lutando contra restrições invisíveis.
Então, com um estrondoso ‘Bang!’, Aditya cravou a lâmina em sua própria coxa direita. Uma dor ardente rasgou seu corpo como se ele tivesse sido atingido por um raio. Mas com essa onda de dor veio um alívio bem-vindo: ele podia se mover novamente. A força paralisante que o havia aprisionado agora tinha ido embora. A sensação de controle voltando ao seu corpo era como saborear o ar fresco depois de estar preso debaixo d’água.
No mesmo instante, o mundo ao redor de Aditya começou a se contorcer e distorcer. Rachaduras rasgavam o ar como veias, uma visão ao mesmo tempo aterrorizante e surreal. O mundo estava fragmentando, se despedaçando sob uma força invisível.
Seu sangue escorria no chão, as gotas vermelhas se destacavam vivamente no pavimento. Seus olhos se travaram nos de Vespera, seu olhar frio e implacável como uma tempestade de inverno.
Então, como se um espelho gigante tivesse sido quebrado, tudo ao redor deles desmoronou. O mundo se fragmentou e fraturou como vidro, os cacos refletindo a incerteza e o tumulto do momento.
Quando Aditya reabriu seus olhos, ele se viu de volta à familiaridade da cidade de Mistwood. Desta vez, no entanto, estava pulsante de vida. A ausência dos habitantes não fora nada além de uma faceta da ilusão.
“Devo admitir, eu não achava que você conseguiria estilhaçar minha ilusão,” Vespera comentou, um leve sorriso brincando em seus lábios. Suas palavras ecoaram no ar parado, revelando a verdade por trás de suas habilidades. A teletransporte, a passagem através da matéria; tudo isso não passara de ilusões tecidas intricadamente por ela.
Estar preso dentro de sua teia de ilusões, cada tentativa de ataque de Aditya havia sido desviada com facilidade. Era como se dentro de suas ilusões, Vespera possuísse o poder de um deus, onipotente e invencível. Nenhum dano poderia atingi-la a menos que a ilusão fosse despedaçada, revelando a realidade por baixo da ilusão.
A força de um Cultivador de Ilusão de 5ª Ordem Pico era de fato formidável. Era um lembrete arrepiante de que mesmo o mais leve atraso em estilhaçar a ilusão poderia ter significado seu fim no mundo fabricado. A experiência serviu como uma revelação marcante do potencial destrutivo espreitando no mundo das ilusões.
“Mas tire um momento para olhar ao seu redor,” sugeriu Vespera, seu sorriso se curvando com uma sensação de satisfação oculta.
Aditya sentiu um calafrio subir por sua espinha, e uma inquietação pressionante em suas palavras. Mas quando ele virou para observar seus arredores, um choque frio o atingiu. Suas pupilas encolheram até ficarem como agulhas, seu corpo inteiro começou a tremer incontrolavelmente, e ele podia sentir suas respirações se tornando rápidas e superficiais.
O que seus olhos encontraram foi um panorama de pesadelo. A vibrante cidade de Mistwood que ele conhecia e amava não passava agora de um monte de escombros e detritos. Edifícios que outrora tocavam o céu estavam agora desmoronados, reduzidos a ruínas, espalhados de maneira desordenada. A cidade era um fantasma de si mesma, um espetáculo devastador de destruição.
Mas não era só a cidade. Corpos sem vida de seu próprio povo estavam espalhados pelo entulho, vítimas da catastrófica destruição. Havia um punhado de sobreviventes que tentavam freneticamente escapar da cidade condenada, seu terror palpável mesmo a distância.
“Por favor, note, isso não foi obra minha. Nem é outra ilusão,” a voz de Vespera ecoou por trás, adicionando ao horror da situação.
“Você causou esta devastação com suas próprias mãos, cego pela minha ilusão. Enquanto pensava que estava me atacando, na realidade lançava seus poderes sobre sua própria cidade, sobre seu próprio povo. Não é irônico? Então, qual é o seu próximo passo, Monarca Dragão?” continuou Vespera, sua risada ressoando com um deleite perverso. Sua ilusão o tinha transformado em um marionete, fazendo com que ele inconscientemente usasse seus poderes, destruindo sua própria cidade e ferindo seu próprio povo.
‘Que ato monstruoso cometi?’ Aditya se perguntava, seu coração pesado de arrependimento. Eram seu povo, cidadãos de seu reino. Ele era seu governante, seu protetor, a pessoa em quem depositavam sua confiança. E ainda assim, em uma torção sombria do destino, era ele quem tinha reduzido suas casas a escombros e tirado suas vidas. Um profundo senso de culpa o corroía, fazendo seu peito apertar de arrependimento.
De repente, a risada de Vespera cortou seu introspecto. “Oh, você acha que esta é a pior parte? Deixe-me tornar este pesadelo ainda mais aterrorizante para você.” Sua voz gotejava malevolência enquanto batia palmas em deleite.
Como se em um sinal, os moradores restantes da cidade, aqueles que haviam milagrosamente sobrevivido à catástrofe inicial, abruptamente pararam em seu caminho. Seus movimentos frenéticos cessaram e seus olhos se vidraram, perdendo o brilho de vida. Era como se o tempo os tivesse congelado no lugar.
“Vespera, o que você fez com eles?” Aditya rugiu para ela, sua voz uma mistura de medo e fúria. Sua raiva era um inferno ardente, tão poderosa que parecia que seu peito estava em chamas por dentro. A intensidade de seu ódio fazia com que fios de fogo carmim escapassem de seu corpo, dançando ao redor dele como serpentes de fogo. Seu cabelo, normalmente azul, começou a alternar tonalidades, entre azul e um vermelho furioso. Sua raiva era tão intensa, que ele podia sentir seu sangue borbulhando e fervendo dentro de suas veias.
A risada maliciosa de Vespera continuava a ecoar nos ouvidos de Aditya, cada palavra que ela falava alimentava ainda mais sua fúria crescente. “O que você acha, Aditya?” ela provocou, sua voz brilhando de satisfação. “Eu os prendi todos em minha ilusão. Seu povo agora não é nada além de minhas marionetes. Marionetes desprovidas de quaisquer sentimentos ou emoções, prontas para obedecer ao meu menor comando. Eles estão prontos para sacrificar suas vidas por minha vontade. Gostaria de uma demonstração?”
Cada frase arrepiante que Vespera pronunciava agia como combustível para o fogo furioso da raiva de Aditya. Ele nunca havia experimentado uma raiva tão profunda na vida. Seu corpo reagia a este turbilhão de fúria, descarregando violentos raios carmesins que crepitavam ameaçadoramente no ar ao seu redor.
Aditya cerrou os dentes, seus olhos flamejantes com a promessa de retaliação. “Se você ousar tocar neles, Vespera, eu juro pelo meu Sangue Divino, não haverá escapatória para você,” ele rosnou, sua voz trovejante com a força de seu juramento. “Mesmo que você consiga morrer, eu perseguirei sua alma até os confins da existência. Vou garantir que você experimente um tormento eterno.”
Enquanto falava essas palavras poderosas, o corpo de Aditya começou a transformar-se rapidamente. Houve um clarão cegante de luz, e quando se dissipou, sua forma humana havia sido substituída pela forma majestosa e temível de um dragão. O ar ao seu redor faiscava com uma nova intensidade, a tensão era palpável, e ficava claro que a batalha estava longe de acabar.
“Então, esta é a sua majestosa forma de dragão? Impressionante,” Vespera observou com um sorriso cruel, seus olhos brilhando com diversão. “Lamentavelmente, vim hoje com um propósito singular — matar o dragão. Escute com atenção, Aditya. Faça mesmo o menor movimento, o menor gesto agressivo, e seu povo perece aqui e agora. E eu te asseguro, não estou brincando. Observe…”
Quando ela terminou de falar, estalou os dedos com uma graça fria e insensível. Quase instantaneamente, dez corpos sem vida desmoronaram no chão. Cada um deles um lembrete arrepiante do poder que ela exercia. A visão desse massacre frio apenas servia para alimentar a fúria de Aditya.
Rangendo os dentes tanto de dor quanto de raiva, Aditya cedeu à demanda dela, “Certo. Mas você deve deixá-los ir.” Ele se encontrou encurralado, preso entre a espada e a parede. Se ele tentasse escapar, essas vidas inocentes seriam perdidas. Esta era uma situação impossível: deveria ele salvar a si mesmo e sacrificar seu povo, ou sacrificar-se para salvar seu povo?
Os próximos minutos pareceram um pesadelo sem fim para Aditya. A afiada katana de Vespera cortava seu corpo repetidamente, cada golpe alcançando seus ossos e deixando uma ferida profunda e sangrenta. O sangue jorrava de suas feridas a cada um de seus ataques brutais. Mas Aditya, apesar da dor excruciante, não soltou um único grito. Ele entendia que sua dor só serviria para divertí-la.
Conforme os minutos se passavam, sua força diminuía. Ele estava à beira da perda de consciência. Todas as rotas pareciam ter sido cortadas. Sua situação parecia sem esperança, e o desespero começou a consumi-lo. Mas, quando as trevas estavam prestes a engoli-lo, um milagre ocorreu.
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