Sistema Monarca Dragão - Capítulo 438
- Home
- Sistema Monarca Dragão
- Capítulo 438 - 438 Capítulo 438- O Torneio da Coroa Oceânica II 438 Capítulo
438: Capítulo 438:- O Torneio da Coroa Oceânica [II] 438: Capítulo 438:- O Torneio da Coroa Oceânica [II] O Palácio do Mar Profundo, apesar de ser uma maravilha da natureza e um centro de diversidade aquática, estava assolado por uma corrente sombria de preconceito e intolerância. Os habitantes desse mundo subaquático — Sereianos, Elfos do Mar, Selkies, Nereidas (ninfas do mar) e Krakens — compartilhavam o mesmo vasto oceano, mas sua sociedade era nitidamente dividida ao longo de linhas raciais e de espécies. Os tritões, com suas escamas cintilantes e poderosas caudas, detinham um poder hegemônico no palácio, relegando as outras raças a posições inferiores na hierarquia social.
Os tritões, sentados confortavelmente em seus altos assentos, deleitavam-se com seu status superior. Haviam pago apenas 5 moedas de ouro branco por sua entrada e assento no estádio do torneio, um privilégio não estendido às outras raças. Elfos do Mar, Selkies, Nereidas e Krakens eram forçados a ficar de pé e assistir, com os bolsos muito mais vazios do que as simples 5 moedas. A disparidade era gritante, um símbolo flagrante da discriminação sistêmica que permeava a sociedade aquática.
A injustiça estava profundamente enraizada, indo muito além do torneio. Dia após dia, os moradores do Palácio do Mar Profundo eram submetidos a variados graus de racismo, discriminação e tratamento injusto. Os Elfos do Mar sofriam mais com esse viés, sendo tratados como pouco mais que escravos e negados até mesmo os direitos mais básicos. Sua situação era um lembrete sombrio do desequilíbrio social.
Os Selkies, Nereidas e Krakens tinham uma situação um pouco melhor, mas estavam longe de ser cidadãos iguais. Suas vidas eram uma luta contra o preconceito sistêmico e constante escárnio. A estrutura social era construída em camadas de superioridade e inferioridade racial, e essa disparidade não passava despercebida por Laura.
Laura, um farol de esperança em meio ao mar de intolerância, ansiava por uma mudança radical. Estava cansada do preconceito, da discriminação e da exploração que eram tão onipresentes quanto a flora e fauna oceânicas. Ela acreditava na bondade inerente dos indivíduos, independentemente de sua raça ou espécie. Não era inédito — havia um pequeno grupo de habitantes que nunca permitia que sua raça ou poder interferisse em suas relações com os outros. Eles se destacavam, como corais coloridos em um mar de monotonia. Era uma sociedade inclusiva e harmoniosa que Laura almejava criar — uma sociedade em que todos fossem vistos e tratados como iguais. A jornada era longa e árdua, mas Laura estava determinada a desafiar o status quo.
No mundo da superfície, as fronteiras raciais tinham sido ofuscadas a ponto de não existirem. Uma miríade de raças diversas coexistia, se misturava e até se unia em matrimônio sem uma segunda reflexão. Casamentos inter-raciais eram comuns, e eram celebrados, não desprezados. Um homem humano poderia se apaixonar e casar com uma mulher-gato, ou um poderoso dragão poderia tomar um súcubo como sua noiva. Não havia barreiras ou limites para o amor; ele transcendia todas as linhas raciais. O mundo da superfície era um caldeirão de culturas e raças, onde todos gozavam dos mesmos direitos e liberdades.
Em contraste, o Palácio do Mar Profundo se destacava como um símbolo pungente de segregação racial e discriminação. A diferença entre os dois mundos era como noite e dia. No reino subaquático, a raça de alguém determinava seu status, suas oportunidades, seu tratamento e até mesmo seu valor. O conceito de relacionamentos inter-raciais era malvisto, quando não proibido explicitamente.
Aditya, parado em meio às criaturas marinhas e absorvendo as diferenças entre a terra e o mar, sentiu uma pontada de tristeza. Olhava para a arena movimentada, seu olhar demorando-se nos espectadores segregados. Um sentimento de desconforto se infiltrava nele, à medida que se confrontava com a divisão racial flagrante nesta parte do mundo.
Sua mente zumbia com pensamentos enquanto observava silenciosamente a cena se desenrolando à sua frente. “Então, é assim que as coisas funcionam aqui…” Ele refletia consigo mesmo, um tom de melancolia colorindo seus pensamentos. Seus olhos voltavam-se para a arena, um observador silencioso em meio à multidão barulhenta, ponderando sobre o complexo tecido da sociedade e suas disparidades.
“Acho que é hora de eu partir,” Aditya finalmente decidiu, sacudindo os pensamentos que vinham consumindo sua mente. Ele não estava muito preocupado com a performance de Laura no torneio. Ele havia testemunhado sua proeza no combate em primeira mão e não tinha dúvidas de que ela poderia passar tranquilamente para as rodadas de eliminação. A pura força e habilidade que ela demonstrava em batalha eram inigualáveis pela maioria, e era improvável que alguém pudesse representar um desafio significativo para ela nesta fase da competição.
Mas ele tinha responsabilidades e obrigações próprias, trabalho que precisava de sua atenção imediata. Permanecer para assistir mais do torneio era um luxo que ele pouco podia se dar ao luxo neste momento. Por mais interessante que fosse observar a competição e as dinâmicas raciais profundamente enraizadas que corriam desenfreadas no Palácio do Mar Profundo, Aditya sabia que tinha tarefas muito mais urgentes.
Com um suspiro profundo, ele se retirou de seu estado contemplativo. Seus olhos deram uma última varredura pelo espetáculo contínuo na arena, e então ele começou a se esgueirar sutilmente para fora da multidão. Ele se movia com facilidade, mal causando uma ondulação na maré de espectadores que se haviam reunido para assistir ao evento. As criaturas marinhas estavam demasiadamente envolvidas nas batalhas que se desenrolavam para notar um homem deixando o espetáculo antes do clímax.
E assim, com um último olhar para a arena movimentada que rapidamente desaparecia ao fundo, Aditya saiu silenciosamente, deixando para trás o barulho, a empolgação e os preconceitos raciais enquanto seguia para sua próxima tarefa. O torneio, por ora, havia cumprido seu propósito para ele. Ele havia ganho um vislumbre inestimável das estruturas sociais do Palácio do Mar Profundo. Agora, era hora de voltar sua atenção para outro lugar.
–
–
Mudança de cena_____
Os veneráveis Duques antigos não compareceram ao local do torneio. Em vez disso, optaram por assistir ao espetáculo desdobrar-se do conforto de suas próprias mansões opulentas na capital. Cada nobre dentro do Império era presenteado com uma mansão situada no coração movimentado da cidade. O tamanho e a grandeza dessas residências correspondiam diretamente ao seu posicionamento e ranking na hierarquia social.
Os Duques, como os mais altos nobres com a linhagem mais longa do Império, gozavam das residências mais extravagantes. Suas propriedades eram vastas e esplêndidas na arquitetura, rivalizando até mesmo com o grandioso Palácio. Essas moradas luxuosas eram a inveja de todos, completas com seus próprios pátios, jardins suntuosos repletos de flora marinha exótica e interiores mobiliados com artefatos inestimáveis e decorações ornamentais.
Os artefatos mágicos que eles usavam para assistir ao torneio não eram nada menos que magníficos. Criados por artesãos habilidosos e encantados por mestres feiticeiros, esses artefatos podiam projetar as batalhas contínuas na arena do torneio, dando-lhes uma visão abrangente e em tempo real. Era como se eles estivessem fisicamente presentes no local.
Eles se recostariam ociosamente em seus tronos macios, saboreando bebidas exóticas enquanto assistiam ao torneio. As grandes telas mágicas cintilaraim e brilhariam, lançando luzes tremeluzentes por seus amplos salões de recepção, iluminando as entalhadas parede intrincadas e tapeçarias ricamente trabalhadas.
Apesar de não estarem na arena, eles tinham os melhores lugares da casa, desfrutando da emoção e do entusiasmo do torneio sem o inconveniente da multidão barulhenta e o desconforto da arena aberta. Esse era o privilégio que eles desfrutavam, um testemunho de seu status elevado e do respeito que comandavam dentro do Império.
“Vossa Graça, gostaria de alguma coisa?” O Duque Avaron, que é um dos antigos Duques, estava sentado no sofá e focado em assistir ao torneio.
O que falou agora foi seu mordomo.
O Duque Avaron, o epitoma da ganância, é um espetáculo para se ver. Como todos os tritões, seu corpo é dividido entre humano e peixe, mas ele está longe de ser comum.
À primeira vista, Avaron carrega um ar de opulência e extravagância que é difícil de ignorar. De pé, com mais de sete pés de altura, seu corpo superior se assemelha ao de um homem bem construído, completo com um físico forte e ombros largos. Sua pele é um tom incomum de dourado, brilhando sob as luzes do mar, como se para significar a riqueza que acumulou ao longo dos séculos. Seu rosto é esculpido, com traços aristocráticos acentuados, maçãs do rosto altas e uma linha da mandíbula forte, geralmente escondida atrás de uma barba dourada bem cuidada.
Seus olhos, tão azuis quanto a parte mais profunda do oceano, são marcantes e mantêm um brilho constante de desejo por mais. Seu cabelo dourado, cortado curto e penteado para trás, soma-se à sua aparência majestosa. Ele geralmente se adorna com as mais finas roupas de seda marinha, trançadas com linhas douradas que combinam com sua pele, exibindo seu alto status.
A parte inferior de seu corpo, a metade peixe, é onde o espetáculo realmente começa. Sua cauda é enorme, facilmente o dobro do comprimento de seu corpo, e coberta por escamas douradas cintilantes que parecem ser iluminadas de dentro. As barbatanas da cauda são largas e elegantes, seu brilho dourado lançando um tom quente ao redor dele.
A aparência do Duque Avaron por si só fala volumes sobre sua imensa riqueza e os limites que ele está disposto a ultrapassar para mantê-la.
No reino do Palácio do Mar Profundo, nenhum homem foi mais aprisionado pelas garras da ganância do que o Duque Avaron. Seu desejo insaciável por riqueza e opulência era lendário por si só, superando em muito seus colegas Duques e qualquer outro habitante do reino subaquático. Os sussurros de sua opulência se espalhavam por cada canto do Império, provocando uma mistura de admiração e ressentimento entre o povo.
Suas riquezas eram tão vastas, tão insondáveis, que rumores começaram a circular, sugerindo que sua riqueza poderia até superar a do próprio Governante do Palácio. Esses contos cresceram com cada nova narrativa, cimentando ainda mais a imagem de Avaron como um paradigma de riqueza.
O local de seu imenso tesouro, no entanto, era um mistério que nem mesmo os mais astutos e sagazes conseguiam desvendar. Alguns fofocavam que sua riqueza estava escondida em algum lugar nas terras secas acima, seguramente guardada dos olhares curiosos. Outros afirmavam que ele havia ocultado inteligentemente em um Império diferente, um segredo que apenas ele conhecia.
Mas como diz o ditado, cada moeda tem duas faces. Apesar de ser o nobre mais rico debaixo do mar, o Duque Avaron era notoriamente avarento. Era conhecido por ser extremamente econômico, acumulando sua riqueza em vez de gastá-la, fazendo com que seus cofres dourados crescessem ainda mais. Ele era um sovina em todos os sentidos da palavra, segurando cada pedaço de sua fortuna com um aperto duro, alimentando ainda mais as histórias de sua ganância insaciável.
—————-
Muito obrigado a todos que enviam apoio com valiosos ingressos dourados. Espero que possamos continuar com isso!!!