Sistema da Liga Principal - Capítulo 280
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280: Perder por W.O. (2) 280: Perder por W.O. (2) Ken ouviu em silêncio, sem interromper seu irmão em nenhum momento.
Apenas quando finalmente terminou, Ken abriu a boca.
“Você mandou o Yatsuo jogar a bola na minha cabeça?” Ele perguntou simplesmente.
Daichi recuou com a pergunta, franzindo a testa. “Claro que não!”
Ken não pôde evitar de rir com a resposta exagerada, seu ânimo subindo.
“Então como diabos foi sua culpa? Foi simplesmente um acidente estranho. Às vezes essas coisas acontecem no beisebol, é por isso que te fazem usar capacete.” Ken declarou, colocando sua mão no ombro do Daichi.
“Mas… Se eu tivesse—”
“Sem mas. Não estou dizendo que o que você fez foi bom ou ético, mas posso dizer de todo o coração que você não teve culpa no acidente.” Ken interrompeu seu irmão, pondo fim à questão.
“Ken…”
O rosto do Ken se iluminou com o seu sorriso caloroso de sempre, “Estou bem, maninho. Pára de se martirizar, tá bom?”
Daichi pausou por um momento, como se estivesse processando as palavras do irmão. Ele então se inclinou para a frente e puxou Ken num abraço, quase espremendo a vida dele.
“Hnng. É, tá bom, grandão… desabafa aí.”
Ken sentiu a força do Daichi e o ar sendo espremido dos seus pulmões. Ele fez o seu melhor para aguentar, até consolando-o e dando tapinhas nas suas costas.
“Obrigado.”
“O horário de visitas acabou agora, você precisará voltar amanhã de manhã.”
A voz feminina cortou a atmosfera, fazendo Daichi soltar seu aperto.
Ken sugou um pouco de ar para repor o que tinha perdido na troca antes de soltar um suspiro de alívio. Ele acenou para Daichi que foi conduzido para fora do quarto pela enfermeira.
Felizmente, ele pôde ver que a expressão do seu irmão tinha clareado significativamente. Era bom que ele tivesse trazido isso à tona agora, em vez de enterrar lá no fundo para remoer.
Agora que pensava nisso, o antigo Daichi da sua vida anterior provavelmente teria feito exatamente isso.
“Haaaah, como será que todos os outros estão se segurando?” ele murmurou, soltando um longo suspiro.
Olhou ao redor do quarto brevemente, apenas para ver sua bolsa que ele tinha arrumado para a viagem a Osaka. No entanto, como estava ligado a alguns monitores, ele não poderia se mover naquele momento.
“Vamos servir o jantar em alguns minutos. Está com fome?”
A enfermeira voltou depois de levar Daichi para fora. Ela parecia ter seus vinte e poucos anos e era bastante magra. Se não fosse por sua altura e o cabelo comprido preso num coque, ela provavelmente poderia passar por um homem pequeno.
Mantendo seus pensamentos para si mesmo, Ken acenou vehementemente com a cabeça.
“Ah enfermeira. Será que é possível me desconectar desses monitores? Eu também gostaria de usar meu celular.” Ele perguntou educadamente.
“Você vai ter que esperar pelo médico, receio.”
Cerca de 15 minutos depois, Ken recebeu seu jantar que era uma distribuição equilibrada de arroz e alguns acompanhamentos. Apesar de não ser tão luxuoso quanto a comida de sua mãe, ele não tinha reclamações.
Talvez fosse um pouco pequeno para o seu tipo de apetite, mas só seria por uma noite.
Depois de receber autorização do barbado Doutor Hige, ele pôde pegar seu celular e ir até a zona mais próxima onde era permitido o uso de celular. Nos hospitais do Japão, os celulares precisam estar desligados a menos que estejam em uma dessas zonas, para evitar que as frequências sem fio interfiram nos equipamentos médicos.
Ken saiu para a varanda, sentindo a brisa fresca no rosto. O sol já estava quase no horizonte, pintando a paisagem de um laranja profundo.
As luzes da rua começavam a acender enquanto a cidade de Osaka passava do dia para a noite.
Enquanto olhava para fora, ele sentiu uma vontade súbita de beber algum álcool. Talvez fosse porque ele tinha realizado o que queria, ou talvez por ter tido uma experiência de quase morte.
De qualquer forma, ele teria que esperar até completar 20 anos para fazer tais coisas.
Enquanto Ken voltava sua atenção para o celular e o ligava, ele começou a vibrar continuamente, suas notificações se acumulando enquanto as mensagens chegavam.
“Ah… Isso pode levar algum tempo para responder a todas elas.” Ele murmurou.
Somente após cerca de 30 segundos que elas pararam de chegar.
Justo quando ele estava prestes a passar por elas e responder, seu telefone começou a vibrar mais uma vez.
BUZZ BUZZ BUZZ
“Hmm? De quem é esse número?” ele murmurou, sem reconhecê-lo.
Não era surpreendente, já que ele se comunicava principalmente por email. Os únicos números de telefone que ele tinha em seu celular eram dos membros da sua família.
“Alô?”
“Ken! Eu estava tão preocupada. Você está bem?” A voz era obviamente feminina, e uma que ele conhecia bem.
“Ai? É-É, estou bem. Obrigado por se preocupar comigo.” Ele respondeu, sentindo suas bochechas corarem um pouco.
“Espera, como você conseguiu meu número?” Ken soltou, incapaz de ler o clima.
“Sua mãe ligou para minha mãe para dar notícias. Ela me mandou seu número depois que eu insisti muito.” Ai soou um pouco envergonhada, mas isso foi ofuscado pelo seu alívio óbvio.
“Ah, faz sentido. Como todo mundo está?”
“Eles estão bem melhor depois que eu dei notícias. Nós vamos visitar você no hospital amanhã de manhã.”
Ken balançou a cabeça vehementemente. Ele não queria todo o condenado time de beisebol amontoado em seu pequeno quarto. Ele podia imaginar os pobres funcionários do hospital que teriam que lidar com o grupo barulhento.
“Não precisa. Eu vou voltar para a residência amanhã depois de receber alta, a gente se vê lá.” Ele declarou.
Os dois então conversaram por um tempo mais antes de Ken desligar. Após conversar com Ai, ele começou a se sentir um pouco melhor, ela nem sequer falou sobre as finais para não chateá-lo.
‘Ela é tão atenciosa’ ele comentou internamente com um sorriso.
Mesmo ele não estando chateado por não poder competir nas finais, ele ainda apreciava que ela se importasse o suficiente para não mencionar.
Com isso, ele ignorou todas as outras mensagens e voltou para o seu quarto.