SEU PAR ESCOLHIDO - Capítulo 385
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- Capítulo 385 - 385 A FUGA 385 A FUGA Você está com uma cara péssima Aquarina
385: A FUGA 385: A FUGA “Você está com uma cara péssima!” Aquarina comentou.
Eu contive de retrucar porque precisava da ajuda dela, então ela podia me ofender à vontade contanto que me tirasse dali. Consegui me erguer em pé, tremendo um pouco enquanto a encarava em resposta.
Aquarina arqueou uma sobrancelha para mim, confusa ao me ver encará-la sem dizer nada. “O que foi?”
Eu sei que ela não acabou de me fazer essa pergunta, sei que não fez. “Como assim o quê? Você sabe por que está aqui?”
Aquarina franziu o cenho para mim, “Ah, me desculpe, não faço ideia do porquê você me convocou aqui!” Ela disse com uma expressão de inocência enquanto eu continuava a encará-la. Seu rosto então se transformou em um grande sorriso enquanto ela começava a rir, “Você devia ver a sua cara querido, está agindo tão seriamente!” Ela disse ainda rindo.
Eu apertei os lábios em uma linha severa enquanto a encarava, eu não achava nada engraçado naquele momento e ela estava perdendo tempo! “Aquarina, apenas faça o que tem que fazer, não há tempo a perder! O reino está em perigo!”
“É, você vê, esse é o problema, eu não faço ideia do que você quer que eu faça,” Aquarina disse e eu não pude impedir o rosnado que me escapou dos lábios.
“Aquarina!” Eu rosnei de raiva.
Aquarina apenas piscou para mim, “Ah talvez eu tenha te ouvido quando você estava rezando!”
Claro que ela ouviu, “Então qual é o problema?” eu a perguntei com uma expressão de frustração no rosto.
O problema é_” Aquarina começou enquanto caminhava em minha direção. “Quero ouvir você dizer!”
Fucking_ Eu me controlei para de fato não xingar uma deusa, mas ela estava me tirando do sério, testando minha paciência! Eu sabia que rezar para ela tinha sido um erro da porra!
“E ainda assim, aqui estamos!” Aquarina sorriu para mim, “Você sabia que eu era a única à qual você poderia chamar e que responderia aos seus pedidos desesperados e agora que estou aqui, eu quero ouvir você dizer! Então vamos lá, diga!”
Minha boca fechou-se num ato de desafio. Eu sabia que isso ia acontecer desde o momento em que rezei para ela. Eu sabia que ela sem dúvida tentaria me humilhar. Mas porque eu estava desesperado, eu ia deixar ela fazer o que quisesse comigo, e por isso me ajoelhei diante dela. “Por favor…” A palavra saía amarga da minha boca, “Eu preciso da sua ajuda!”
“Viu, não foi tão difícil, foi?” Ela me perguntou e eu apenas mantive a cabeça baixa sem me dar ao trabalho de olhar para ela. “Agora, vamos começar, certo?” Aquarina perguntou antes de se virar para encarar a porta, com um movimento de seu pulso, ela se abriu.
Os guardas na porta viraram-se rapidamente, confusão em seus rostos. Eu sabia que eles não podiam ver Aquarina, tudo o que conseguiam ver era eu ainda de joelhos. Imediatamente me levantei do chão, preparado para sair. Os guardas se entreolharam e depois de volta para mim, já decidindo que iriam me atacar, correram em minha direção. Mal sabiam eles que havia uma força maior em jogo aqui!
Antes que pudessem me alcançar, Aquarina enviou uma rajada de vento em direção a eles que os mandou voar na direção oposta. Observei enquanto caíam no chão com um baque sonoro, tentaram se levantar novamente mas Aquarina lançou um pouco de gelo em suas mãos, prendendo-as ao chão para que não pudessem se mover.
Os guardas ergueram os seus olhares para encontrar o meu, confusão gravada em seus rostos sem dúvida se perguntando como eu havia conseguido fazer aquilo. Eu apenas dei de ombros e sorri desculpando-me enquanto me afastava. Os sinos de alerta logo soaram, sem dúvida os guardas já haviam alertado o resto deles.
Me virei apenas para ver mais guardas correndo em minha direção com uma besta em suas mãos. Eu ainda estava dolorido das flechas de prata que haviam sido disparadas contra mim. Não tenho certeza se conseguiria aguentar mais! Pensei enquanto olhava ao redor em busca de algo que pudesse usar para me armar.
“Você precisa sair, eu cuido disso!” Aquarina me informou.
Arqueei uma sobrancelha para ela, “Você vai lidar com eles? Não existe algum tipo de regra que te impeça de atacar mortais?”
“Claro que existe, mas as regras não se aplicam se um acidente estiver envolvido,” Aquarina diz com um sorriso astuto no rosto, e por um momento, eu me lembrei de quando ela nos atacou.
Não tinha certeza do que ela estava planejando, mas sabia que não ia gostar. Antes que eu pudesse perguntar, Aquarina mexeu os dedos. A terra então começou a tremer sob nossos pés. Olhei para o chão e depois de volta para Aquarina, que ainda tinha o sorriso astuto no rosto enquanto continuava com a magia que fazia.
“Aquariana, o que você está fazendo?” Eu perguntei enquanto a terra continuava a tremer.
Aquarina nem se deu ao trabalho de olhar para mim enquanto me respondia. “Eu correria e sairia daqui se fosse você.” Ela avisou e quando tentei falar, ela me lançou um olhar. “Não foi você que reclamou de perder tempo?” Ela lançou para mim.
Merda! Ela tinha razão sobre isso! Pensei enquanto olhava para os monges que observavam as montanhas com um pingo de medo em seus rostos. Dei à Aquarina um último olhar e ela ergueu uma sobrancelha para mim, decidindo confiar no julgamento dela de não matá-los, virei-me e fugi.
Desta vez ninguém me perseguiu, eles nem mesmo poderiam se quisessem. Um enorme estrondo soou atrás de mim, mas eu não me incomodei em olhar para trás desta vez. Corri o mais rápido que pude, usando o último pingo de minha força para descer as escadas. Foi muito mais fácil para mim quando eu não tinha pessoas me perseguindo, então desci o mais rápido que pude. Quando cheguei lá embaixo, a primeira coisa que procurei foi o estábulo. Encontrei dentro dele um Cavalo Yakut.
Putz, eu deveria ter sabido! Pensei comigo mesmo, mas não me detive muito nessa falta de sorte e, em vez disso, montei em cima dele. Seria uma longa jornada e eu apenas esperava chegar lá a tempo! Pensei comigo mesmo enquanto estalava as rédeas do cavalo e partimos assim que um estrondo alto sacudiu as montanhas.