SEU PAR ESCOLHIDO - Capítulo 268
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- Capítulo 268 - 268 FORTE UM 268 FORTE UM Quando finalmente cheguei em casa
268: FORTE UM 268: FORTE UM Quando finalmente cheguei em casa, estava uma bagunça suada. As gotas de suor colavam em minha pele e eu lutava para respirar no calor. Meu corpo ficou quente, tão quente que senti que poderia desmaiar por causa do calor. Ivan instruiu que a banheira fosse enchida com gelo enquanto eu sentava na janela apenas com minha roupa íntima. Os serventes carregaram baldes e mais baldes de gelo para dentro da banheira. Quando terminaram, arrastei-me em direção à banheira e me joguei dentro da água cheia de gelo.
Um suspiro me escapou enquanto sentia meu corpo esfriar temporariamente. O calor estava mais suportável agora que meu corpo estava imerso numa banheira cheia de gelo. Ivan sentava-se imóvel num canto observando-me com olhos cautelosos. Eu podia sentir o quão exausto ele estava de onde eu o olhava. Eu sorri para ele através de olhos cansados.
“Bom, agora eu acho que finalmente descobrimos por que os gêmeos agiram daquela maneira comigo.” Digo com um pequeno sorriso.
Ivan não sorriu de volta. “Eles descobriram sobre isso, é por isso que reagiram dessa maneira com você.”
“Acho que é hora de eu ficar sozinha por mais alguns dias.” Digo suspirando enquanto me inclinava para trás na banheira.
“Você não vai ficar sozinha!”
Sorri para meu marido sem olhar para ele. “Você também não pode ficar aqui, iria te afetar.”
Ivan ficou em silêncio por um tempo, sem dúvida refletindo sobre minhas palavras. “Como você está se sentindo?” Ouvi ele me perguntar.
Entreabri um olho para olhar Ivan, que me encarava de onde estava de pé, apoiado na moldura da porta. “Bem, eu estou me sentindo melhor.” Eu poderia até querer mais gelo, este aqui já estava começando a derreter! Pensei comigo mesma enquanto sentia o calor começar a subir pelo meu corpo.
“Alguém lá fora deveria trazer mais baldes de gelo!” Ivan gritou, me dando um susto. Eu tinha esquecido que ele podia ler minha mente!
Sorri enquanto as criadas entravam carregando baldes de gelo, mas o conteúdo deles não era muito. Olhei para cima silenciosamente perguntando por que não havia gelo suficiente nos baldes, mas as criadas baixaram a cabeça em sinal de submissão.
“Desculpem vossas majestades, mas precisam nos perdoar, ficamos sem gelo!” Uma das criadas falou.
Ah, droga! Pensei comigo mesma sentindo o temor subir por meu corpo enquanto o gelo começava a derreter.
“Tudo bem, vocês podem sair e mandaremos um recado para Harald importar mais gelo para nós.” Ivan declarou com um olhar tranquilo no rosto, mas eu sabia que por dentro ele sentia totalmente o oposto.
As criadas baixaram a cabeça enquanto se apressavam para sair do quarto. Respirei fundo enquanto ficava imóvel na água. Muito em breve ela ficaria quente, assim como meu corpo. Eu sentiria tanto calor que poderia desmaiar do calor ou sofrer alucinações severas. Como a que tive esta manhã.
Droga! Provavelmente foi quando tudo começou! Desde esta manhã e agora está prestes a ficar pior!
“Ei!” Ivan disse de repente inclinando-se na minha frente, eu nem mesmo o ouvi se mover! “Onde foi que sua mente estava?”
Suspirei contemplando se deveria ou não contar a ele sobre o incidente que tive de manhã, no final decidi que não. “Nada, só estou relaxando!”
Ivan murmurou para mim. “Sua respiração acelerou e a maior parte do gelo dentro da banheira derreteu completamente!”
Bom, ele não estava errado sobre nenhum deles! Pensei comigo mesma enquanto olhava para a banheira que estava livre de gelo. Até a água começava a ficar morna, já não estava mais fria. Eu precisava sair daqui!
“Vamos, vou te ajudar a sair!” Antes que eu percebesse o que estava acontecendo, Ivan estendeu a mão para dentro da banheira e me puxou para fora. Ele soltou uma série de palavrões enquanto envolvia seus braços ao meu redor. “Puta que pariu! Você está fervendo Arianne!”
Ele não precisava dizer em voz alta! Eu já podia sentir! O suor grudava na minha pele junto com a mistura da água da banheira, mas sinto que é mais meu suor. Ivan me carregou até o parapeito da janela e me pôs deitada na cadeira ao lado dela.
Liberei um suspiro quando senti o ar frio da noite tocar minha pele. Era até que agradável, mas ainda assim não ajudava na forma como eu estava me sentindo. Virei-me apenas para encontrar Ivan olhando para mim com uma expressão pensativa no rosto. Reparei também que seu cabelo estava colado na testa, estava começando a afetá-lo também.
“Você deveria sair.” Respirei fundo enquanto o olhava com uma visão embaçada.
“Já te disse, não vou te deixar sozinha!” Ivan afirmou firme.
Soltei um som que era para ser uma risada. “Você não pode ficar aqui, precisa sair.”
“Bem, eu não vou sair até ter certeza de que você está bem.”
“Bem, claramente eu não estou.” Retuquei. “Tudo o que sei é que você não pode ficar aqui, você precisa me deixar sozinha por apenas alguns dias e eu vou voltar ao normal!”
Ivan suspirou de frustração, passando a mão pelos seus cabelos escuros ondulados. “Deuses, como eu odeio isso!”
“Não é como se eu estivesse adorando, mas o que fazer? Estou presa nesta situação até os deuses decidirem ter misericórdia de mim.” Suspirei fracamente.
“Arianne__”
“Apenas vá embora Ivan!” Eu disse, em seguida virei para olhar pela janela, meu jeito de sinalizar que a conversa havia realmente terminado.
Ivan soltou um suspiro profundo. “Tudo bem, voltarei amanhã com mais gelo!”
Gelo! Isso vai ser muito bom! Eu também gostaria de um copo de suco de melancia gelado! Não sei da onde veio o pensamento, mas sabia que estava desejando algo frio e delicioso.
“Mandarei alguém trazer imediatamente!” Ivan declarou lendo minha mente como sempre.
Eu lhe dei um aceno sutil de cabeça em reconhecimento e após um suspiro, ouvi ele finalmente deixar o quarto, deixando-me sozinha com meus pensamentos!
***
PONTO DE VISTA DO IVAN
Chegou a hora! Eu tive o bastante disso tudo, precisava encontrar um jeito de falar com a deusa da lua! Não posso continuar permitindo que ela trate Arianne assim quando ela não fez nada de errado. Furioso, marchei até a câmara de Tag’arkh, tomando um fôlego profundo eu bati na porta!
“Quem é?” Ouvi a voz aguda dela do outro lado da sala.
“Ivan!” Respondi, levemente impaciente para fazer ela entender o quão importante era a minha busca.
Ouvi alguns ruídos de roupas, ela provavelmente estava se vestindo. Quando a porta se abriu, no entanto, foi Rollin quem saiu. Ele me deu um sorriso nervoso enquanto segurava sua espada e o restante de sua roupa junto ao peito. Eu sabia que os dois tinham algo acontecendo, mas não pensei que fosse tão sério.
“Vossa majestade!” Rollin saudou enquanto passava por mim enquanto eu murmurava uma resposta de reconhecimento.
Quando ele se foi, entrei na sala onde encontrei Tag’arkh sentada na cadeira, com as pernas cruzadas enquanto me encarava com uma xícara de chá fumegante nas mãos. “Precisamos conversar!”
“Uma noite prazerosa para você também vossa majestade!” Tag’arkh falou para mim de forma arrastada, sem nenhuma preocupação no mundo.
“Eu preciso falar com a deusa da lua!” Disse eu, seriamente.
Tag’arkh ergueu uma sobrancelha para mim. “Você sabe que isso poderia matá-lo, não é?”
“Não me importo, contanto que eu consiga fazer ela parar com essa loucura!” Declarei sentindo raiva por Arianne estar passando por dor e não haver nada que eu pudesse fazer para ajudá-la.
Tag’arkh assentiu com a cabeça em resposta. “Então eu acho que já começou, não é?”
“Sim, ela está ardendo em febre agora e o quarto todo está quente.”
“Entendo.” Tag’arkh respondeu calmamente, o que era irritante para mim.
Rolei os olhos para ela. “Agora você entende por que eu tenho que falar com ela!”
“Com a deusa da lua? Sim, eu entendo, mas temo que eu não possa deixar isso acontecer!”
Rosnando para ela, comecei a avançar. “Por que diabos não?”
“Duas coisas na verdade, porque seu corpo não sobreviveria no reino da deusa da lua_” Tag’arkh apontou. “E também porque não há nada que você possa fazer para convencê-la, na verdade nenhum dos deuses!”
“Ela está com dor Tag’arkh!” Apontei angustiado.
Tag’arkh assentiu com a cabeça para mim. “Claro, ela estará.”
“Eu preciso ajudá-la!”
“Você não pode!” Tag’arkh me informou. “Não há nada que nenhum de nós possa fazer!”
Rosnei de frustração. “Odeio isso! Eu realmente odeio!”
“Nem um de nós gosta, mas ainda assim, não há nada que possamos fazer!” Eu disse a ela. “Além disso, não subestime as habilidades de sua esposa. Ela é forte, ela vai superar isso!”
“Pelo bem deles, espero que sim, senão eles descobrirão do que sou capaz!” Disse com um tom ameaçador esperando que os deuses me ouvissem!