Roubada pelo Rei Rebelde - Capítulo 84
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84: Um Após o Outro 84: Um Após o Outro A manhã amanheceu brilhante e cedo, e Daphne acordou sozinha na sua cama após uma noite de sono intranquilo. O outro lado ainda estava levemente morno, prova de que Atticus pelo menos tinha passado a noite com ela, mesmo que já tivesse partido antes dela acordar.
Daphne só podia suspirar e se aconchegar sob seu cobertor. Ela não queria acordar e encarar um novo dia, sabendo que Atticus não queria encostar nela. Mas seu estômago roncou em protesto, e as dores no seu intestino a fizeram ir até o salão de jantar para o café da manhã.
O salão de jantar estava cheio de pessoas, transbordando de tagarelices animadas. Daphne podia ver os guardas sentados com diversas famílias civis, enrolados em seus cachecóis e capas enquanto engoliam suas refeições. Enquanto isso, as garçonetes ziguezagueavam como formigas ocupadas, limpando pratos e talheres sem solicitação.
Em meio a tal caos, Daphne avistou Atticus e Jonah, de cabeças baixas em direção um ao outro, conversando em vozes baixas para não serem ouvidos. Sua tigelas estavam vazias.
Então seu marido decidiu tomar café da manhã sem ela. Que maravilha. Daphne sentiu seu coração doer novamente enquanto olhava para eles. Deveria ela sentar com Atticus?
Antes que ela pudesse decidir, Jonah avistou ela e se levantou, acenando em sua direção. Os moradores da cidade viraram para olhar para ele e várias mulheres riram por trás de suas mãos. Ele era definitivamente um colírio para os olhos doloridos!
Daphne apressou-se em ir até eles. Estavam atraindo muita atenção para o gosto dela.
“Bom dia, Daphne! Você pode se sentar aqui, eu irei pegar algo para você comer.” Jonah sorriu e deu a Atticus um olhar significativo.
“Não, realmente não há necessidade,” protestou Daphne, mas Jonah já tinha levantado com seu próprio prato vazio, oferecendo a ela seu lugar. Daphne agora estava de frente para seu marido.
“Bom dia”, disse Atticus. “Como você dormiu?”
Daphne apenas deu-lhe um olhar vago. “Muito bem, obrigada.”
“…Vejo”, disse Atticus, e eles sentaram em silêncio até que Jonah voltou com dois pratos cheios de pão e sopa, com um prato que estava quase transbordando. Ele colocou um prato na frente de Daphne com um sorriso e deu uma cutucada em Atticus para fazer espaço para si mesmo.
Atticus relutantemente permitiu.
“Quantas porções já são?”, reclamou Atticus, mesmo enquanto se servia de um pão. “Nesse ritmo, seu cavalo não vai conseguir te carregar. Teremos que te rolar para a caçada real. Ou talvez eles te cacem como a presa. Você certamente estará bem recheado para alimentar um exército.”
Jonah riu. “Como se você não tivesse comido três porções, seu hipócrita. Vá pegar suas próprias recargas.”
“Por quê, se você já as trouxe para mim?”
“Você―”
Enquanto eles brigavam como moleques da escola, Daphne comia silenciosamente sua comida. Para uma pequena hospedaria, a comida estava mais deliciosa do que o esperado. O pão era fofo e quente e ainda havia pequenas quantidades de manteiga por dentro. A sopa era substancial e ajudou bastante a esquentar seu corpo.
Se ao menos ela tivesse mais apetite. Seu estômago sentia-se como se estivesse cheio de chumbo e seu coração estava frio. Atticus não fez nenhuma tentativa de envolve-la na conversa, escolhendo falar com Jonah. Jonah tentou puxar conversa com ela, mas seu humor estava baixo e ela apenas respondia com respostas de uma palavra.
Eventualmente, Jonah também parou de tentar e Daphne saiu para o seu quarto para preparar-se para a viagem que estava pela frente.
Ela não havia percebido, mas os olhos de Jonah seguiram sua figura enquanto ela subiu para o andar de cima, um cenho franzido gradualmente surgiu em seu rosto. Uma vez que ele se certificou de que ela havia completamente desaparecido, ele virou bruscamente a cabeça para encarar Atticus, dando-lhe um tapa forte no braço superior, fazendo Atticus soltar um grito agudo.
“Desembuche, o que você fez?” Jonah perguntou num sussurro irritado. A atmosfera na mesa deles estava mais fria que o vento de inverno lá fora. Até os moradores da cidade notaram; eles deram uma volta ao redor da mesa deles. “Por que ela está irritada com você de novo?”
“O que te faz pensar que eu fiz alguma coisa?” Atticus perguntou com a boca cheia de pão. Ele tomou um gole de leite.
“Já tivemos essa conversa antes, e naquela vez também foi sua culpa. Então eu estou me apoiando num precedente aqui,” Jonah disse de maneira simples. Ele abaixou sua voz, “O que você fez depois que ela agarrou seu pênis?”
Atticus franziu a testa e balançou a cabeça. “Nada. Eu fui um verdadeiro cavalheiro! Eu disse a ela que não havia nada com que se preocupar e eu até a deixei dormir primeiro para que ela não se sentisse desconfortável. Se você fosse uma mulher, o que você acharia?”
Jonah pensou que Atticus tinha um bom ponto. “Talvez ela esteja apenas envergonhada. Nem todas as mulheres aceitariam bem isso.”
Uma realização surgiu nos olhos de Atticus. “Ai meu Deus. Eu acho que sei por quê. Daphne não gosta de homens de jeito nenhum.”
“Eu não acho―” Jonah tentou interromper mas Atticus estava empolgado. Daphne não gostava de tocar em seu membro masculino. Ela não estava interessada em dormir com ele, mas ela achava que ele estava interessado nela. Esse era o jeito dela de mandar um sinal para ele!
“Entendi! Por isso ela estava tão preocupada com Maisie.”
Outra realização veio à mente dele. Maisie era o amor verdadeiro de Daphne. Ele sentiu seu coração afundar, mas sabia que tinha que fazer a coisa certa. Disse Atticus. Ele seria um verdadeiro cavalheiro para sua esposa, mesmo que isso significasse nunca mais encostar nela novamente.
“Não se preocupe, eu arrumarei as coisas. Irei honrar todos os seus desejos e a farei feliz.”
“Espero que sim,” disse Jonah exausto, “Se eu tiver que sentar entre vocês dois quando estiverem brigando, eu prefiro me jogar na minha própria espada. Tenha certeza de que Sirona saiba que eu não quero ser salvo.”
***
No final, Jonah não estava sentado entre Atticus e Daphne. Na verdade, ninguém estava sentado em lugar algum, simplesmente porque quando os três deles foram até a carruagem, eles a encontraram inclinada para um lado, quase escorregando para o chão.
“Ai meu Deus.” Daphne ofegou quando viu a destruição. Duas das rodas da carruagem estavam destruídas, como se alguém tivesse atacado as rodas com um machado, enquanto uma roda estava completamente faltando.
“Que diabos aconteceu?” Atticus exigiu, passando a mão pelo cabelo em irritação. “Esse lugar não é supostamente seguro?”
A pobre proprietária da pousada parecia estar perto das lágrimas, e manteve sua cabeça baixa. “Eu sinto muito! Pode ter sido por causa de delinquentes na cidade. Eles têm estado por aí assediando as pessoas recentemente.”
Um músculo da mandíbula de Atticus tremeu. Delinquentes ousaram assedia-lo?
“Provavelmente eles queriam vender as jóias da roda. Devíamos ter usado uma carruagem mais feia,” disse Jonah, tentando melhor o clima. “Tenho certeza de que podemos substituir as rodas em um ou dois dias, não é?”
“Sim, claro!” assentiu a estalajadeira freneticamente. “Temos uma forja aqui e trabalhadores de metal. Uma roda não deve ser difícil de substituir.”
“Ótimo, então vamos em frente,” disse Atticus, rosnando de irritação. “Jonah, leve os cavalos e procure um caminho à frente.”
“Sir Jonah!” Um dos cavaleiros correu em direção a eles em pânico, com o rosto mais pálido que a neve lá fora. “Más notícias!”
“O que foi?”
“Os cavalos… os cavalos estão doentes!”