Roubada pelo Rei Rebelde - Capítulo 396
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396: Acelerando o Batimento Cardíaco II 396: Acelerando o Batimento Cardíaco II Daphne sabia que mesmo se estivesse dormindo, esse barulho a teria acordado! Então ela se secou freneticamente, praguejando enquanto vestia sua camisola de sempre.
Merda. Isso era terrível. Ela não teve nem tempo de fuçar em seus pertences ainda! Ela apagou as velas do banheiro, rezando para que ele não entrasse ou percebesse o vapor se espalhando. A água do banho ainda estava quente.
Zephyr grasnou alto, tentando ganhar tempo pra ela.
“Estou acordada, estou acordada,” Daphne respondeu, cuidando para soar cansada e muito irritada enquanto repreendia Atticus de trás da porta. “O que você quer?”
“Minha querida luz do sol, não quero nada além de que você abra a porta.”
E ela queria nada mais que manter fechada.
“Isso pode esperar até amanhã?” Daphne exigiu irritada. “É madrugada!”
“Nãããããoooo,” a voz de Atticus saiu em um longo lamento infantil. “Senti sua falta. Você não sente a minha também? Por favor, só abra a porta. Ou eu vou cantar bem aqui até que todo mundo venha ver.”
Antes que Daphne pudesse chamar seu blefe, Atticus abriu a boca grande e começou a uivar. “Eeeu siiiinto suaaa faaalta― ”
“Okay, cala a boca,” Daphne puxou a porta rapidamente para evitar que seu marido fizesse um alvoroço lá fora, só para acabar com um punhado de Atticus enquanto ele praticamente caía em seus braços. “Ooof, você é pesado!”
“Daphne, você está aqui!” Atticus exclamou enquanto se aninhava em seu pescoço. Daphne piscou quando o cheiro de xerez e whiskey atingiu seu nariz.
“Atticus, você está bêbado?” Daphne exclamou, puxando sua cabeça para trás enquanto acendia algumas velas para dar uma boa olhada em seu rosto. À luz quente das velas, sua expressão estava corada, e seus olhos brilharam com alegria, mesmo que tivessem dificuldade em se concentrar em seu rosto.
“Não, não, eu só tomei um pouco de vinho,” disse Atticus.
“Claro que você só tomou um pouco,” disse Daphne incrédula.
Seu marido deve ter se excedido na bebida. Ela nunca o viu tão bêbado antes, então ela só podia imaginar quantas bebidas ele teve antes da sua embriaguez finalmente o trouxe à porta dela.
“Por que você se embriagou a esta hora?”
“Eu senti a sua falta,” Atticus disse sinceramente, e Daphne sentiu seu coração palpitar enquanto ela olhava em seus olhos. Eles estavam preenchidos com um amor tão familiar que a deixou com uma forte sensação de desejo. Parecia que tudo que havia acontecido antes era apenas um sonho ruim.
Afinal, palavras bêbadas são verdades sóbrias, certo? Isso significaria que Atticus realmente a amava e se importava com ela. Mesmo bêbado, ele ainda veio até ela, e tudo porque sentia sua falta.
“Você não falou comigo por muito tempo,” ele disse, choramingando um pouco. Ele se aprofundou ainda mais em seu abraço, aproveitando seu estado de choque. “Você não sente a minha falta também?”
Daphne ficou sem fôlego. Ela sentia sua falta. Era uma verdade que ela não podia negar. Porém, ela também temia o que ele estivesse aprontando. Suas ações a machucaram profundamente e não era algo que ela pudesse simplesmente ignorar.
Porém, com ele bêbado como estava, quão perigoso ele poderia ser … certo?
“Eu…” Ela hesitou, sem saber se devia falar a verdade ou endurecer seu coração. “Eu sinto sua falta. Mas isso não significa que eu não esteja mais chateada com você,” ela disse suavemente.
“Eu não queria …”, choramingou Atticus.
Ele era muito maior e mais alto do que Daphne, mas ele se minimizou o máximo possível, se aninhando cada vez mais como se quisesse fundir seu corpo com o dela em um só. Ele estava de joelhos dobrados, as costas arqueadas e os braços envoltos firmemente em sua pequena cintura.
Daphne lutou até para aguentar seu peso, algo que sentia como se estivesse totalmente sobre ela.
“Mas eu tinha que fazer isso,” ele disse. “Eu não consigo… eu precisava… ”
Daphne sentiu seu sangue esfriar.
“Fazer o que?” ela perguntou.
Ele ia explicar suas ações de uma vez por todas? Atticus estava bêbado. Isso significava que ele não perceberia que estava revelando a verdade para Daphne, e ela finalmente seria capaz de arrancar dele o que era tão importante que ele a traísse assim?
” Beber,” ele disse.
O coração de Daphne subiu em decepção. “Ah.”
“Eu tinha que beber. Isso anestesia a dor.”
Seu peso era um pouco demais, e Daphne tropeçou para trás. Eles caíram na cama, Atticus deitado sobre ela com a cabeça pressionada contra seu peito. Daphne esperava que ele não conseguisse ouvir o bater de seu coração. Ou pelo menos, ela esperava que mesmo que ele ouvisse, ele não estaria sóbrio o suficiente para se lembrar disso quando amanhecesse no dia seguinte.
“Dói,” ele continuou, completamente sem perceber a aparência rígida no rosto de Daphne. “Dói quando você me ignora. Eu não queria… eu… ”
O coração de Daphne parecia estar nas mãos de Atticus. Ele podia moldar e modelá-la como quisesse, e ela odiava quão maleável ela se mostrava em suas mãos. Seu marido realmente tinha uma maneira de lidar com ela.
Droga.
Ela passou os dedos em seu cabelo, sentindo os fios suaves entre suas pontas dos dedos. Era uma indulgência rara, algo que ela não tinha certeza se teria muitas chances no futuro, considerando o rumo dos acontecimentos.
Este momento de afeto e intimidade era algo comum antes dessa bagunça real cair sobre eles. Era devastador pensar que um dia poderia chegar em que ele não estaria mais ao lado dela assim.
“O que eu tenho que fazer para ser perdoado?” ele perguntou quietamente.
“Atticus, eu… Eu posso te perdoar,” ela disse.
“Você pode?” Ele se assustou, a vermelhidão de suas bochechas aumentando quando seus olhos se voltaram à forma que Daphne estava.
Saias levantadas, gola desarrumada, cabelo desgrenhado sensualmente enquanto ela olhava diretamente em seus olhos. O coração de Atticus pulou uma batida.
“Mas eu preciso de algo de você,” ela disse. Daphne engoliu a seco, respirou fundo. “Eu… Eu quero saber mais sobre magia e como você pode controlá-la sem um cristal. E…”
Seus olhos perambularam pelo quarto. Ela se perguntou se seria muito direto perguntar diretamente pelo livro, mas Atticus pode nem se lembrar amanhã. Era melhor perguntar agora do que quando ele estivesse sóbrio e mais cauteloso.
“O livro. História de Magia. Onde está?”