Roubada pelo Rei Rebelde - Capítulo 361
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- Capítulo 361 - 361 Sinfonia da Fúria I 361 Sinfonia da Fúria I Daphne e
361: Sinfonia da Fúria I 361: Sinfonia da Fúria I Daphne e Sirona congelaram com a interrupção inesperada. Os olhos de Daphne se arregalaram de choque – se Silas estava aqui, significaria que Zephyr falhou em mantê-lo afastado. Sabendo de Zephyr, ele não teria desistido tão facilmente.
A preocupação de Daphne estava quase a consumindo viva naquele momento – Zephyr conseguiu fugir de Silas, ou estava muito ferido para impedi-lo? Ele estava morto, ou Deus não quisesse, corrompido pela toxina no corpo de Silas?
Havia muitas perguntas que ela precisava de respostas, mas não tinha o luxo de perguntar. A vida de Sirona, e a própria, estavam em perigo.
“Merda, ele já está aqui”, Sirona praguejou baixinho. Ela pegou duas das panelas da mesa e fez um gesto para Daphne se esconder embaixo dela com ela.
Daphne espreitou uma das panelas para ver uma mistura esverdeada nela, e tinha a consistência de lodo preto.
“O que é isso?”
Sirona explicou num sussurro frenético, “Quando ele entrar no quarto, certifique-se de atear fogo à isso. Vai causar uma chama contida que você pode lançar diretamente nele. Eu também tenho algo mais que pode ajudar a tratá-lo,” Sirona tirou uma pequena seringa para mostrar a Daphne, “Mas só temos uma dose. Não podemos correr riscos.”
“Certo”, a resposta de Daphne foi um sussurro ofegante, suas mãos tremendo enquanto ela tentava bater as pedras na direção certa para criar uma faísca. Se ao menos ela tivesse se recuperado mais rápido antes deste desastre! Mas não adianta lamentar as possibilidades perdidas.
Se ela falhasse, elas morreriam.
Infelizmente, a falha parecia cada vez mais provável à medida que os segundos passavam. As pedras escorregavam de suas mãos frias e úmidas, caindo no chão com estrondo. Daphne nunca tinha trabalhado com uma pedra de isqueiro antes, e seus nervos estavam tomando conta dela.
“Irmã, eu sei que você está aí! Eu posso sentir seu cheiro!” Silas riu como um maníaco do lado de fora. “Mas se é assim que você quer jogar, então eu vou te agradar”. Ele torceu a maçaneta da porta, apenas para descobrir que estava presa por causa da cadeira.
Desconhecido para elas, os olhos de Silas brilharam de prazer com a obstrução surpreendente. Ele adorava uma boa perseguição – no bordel, ele costumava brincar desses jogos com as mulheres. Elas o vendavam e se escondiam pelo quarto, enquanto ele tentava encontrá-las através de seus risinhos femininos e gemidos ofegantes.
Quem diria que sua irmã poderia proporcionar-lhe uma surpresa tão divertida?
Nesse caso, ele deveria retribuir o favor. Uma parte distorcida dele sabia que se ele a assustasse o suficiente, o sangue fluiria mais vigorosamente.
Dentro do quarto, Daphne assistiu enquanto a porta estremecia e rangia enquanto Silas começava a se jogar contra ela, tentando forçá-la a abrir. As cadeiras estavam fazendo o melhor para se segurar, mas Daphne sabia que era apenas uma questão de tempo antes que elas caíssem contra o ataque.
Então, tão repentinamente quanto começou, o ataque contra a pobre porta de madeira parou.
Daphne e Sirona se olharam esperançosamente – Silas estava distraído por algo lá fora? Ou talvez ele simplesmente decidiu deixá-las em paz e procurar outras vítimas?
Elas esperaram com o fôlego preso, mas quando minutos passaram sem sinal de Silas, Daphne começou a emergir de debaixo da mesa.
“Você acha que ele finalmente foi embora?” Sirona perguntou trêmula.
“Eu espero que sim”, respondeu Daphne, mordendo o lábio.
Então, o quarto escureceu imperceptivelmente. Algo havia bloqueado a luz que entrava no quarto pelas cortinas.
Daphne virou-se e tropeçou de volta em choque, a panela quase escorregando de suas mãos.
Lá, pela janela coberta, estava a silhueta de um homem acenando. Um homem com garras muito afiadas, e um maxilar semelhante ao de Silas.
Elas haviam sido descobertas!
“Corra!” Daphne gritou, mas já era tarde demais.
Elas mal deram alguns passos para trás antes que o som do vidro se estilhaçando enchesse seus ouvidos. Felizmente, as cortinas as protegeram do pior dos estilhaços, mas o pano frágil não fez nada para impedir a entrada dramática de Silas. Ele riu e afastou as cortinas, e Daphne estremeceu ao ver o sangue seco no canto de seus lábios.
Seria de Zephyr ou de alguma outra alma infeliz?
“Olá, irmã, eu te peguei”, disse Silas com um sorriso presunçoso, pulando no quarto como um gatinho brincalhão. Ele viu a bagunça de cadeiras que bloqueava a porta e riu.
“Não é à toa que estava tão pesado! Ah, mas quem diria que elas estariam impedindo você de escapar?” Silas riu, divertido com essa reviravolta.
Enquanto isso, Sirona e Daphne apenas sentiam pavor. A mente de Daphne girava – Sirona tinha a seringa e uma panela própria, e ela realmente sabia como usar as pedras de isqueiro. Se Daphne pudesse distrair Silas o suficiente, talvez Sirona tivesse uma chance de se sair melhor contra ele. Fugir pela janela quebrada só funcionaria se Silas estivesse comprometido de alguma forma.
“Isso é a vida”, disse Daphne, propositalmente se movendo à frente para poder atrair sua atenção e proteger Sirona de seu olhar. Sirona entendeu a dica e moveu-se para o lado oposto ao de Daphne, de modo que estivesse de frente para suas costas. “O que aconteceu com Zephyr? Você o matou?”
“Ah? Aquele pássaro?” Silas fez uma careta enquanto batia dramaticamente no estômago, “O sangue dele era meio gorduroso, irmã. Talvez você devesse mudar a dieta dele para incluir mais vegetais. Mesmo assim, eu o bebi, já que não sou muito exigente.”
O coração de Daphne acelerou. “Então ele está vivo?”
Silas sorriu. “Da mesma forma que eu estou vivo.”
Cinco palavras foram suficientes para o coração de Daphne parar por um segundo. Será que Zephyr havia sucumbido às toxinas de Silas? Não, não podia ser. Talvez ele ficasse bem já que ele não era humano como Alistair e Silas. Além disso, ele teria que ingerir o sangue de Silas antes que funcionasse – quem saberia se o sangue de um vampiro de segunda geração seria suficiente para transformar um grifo em um vampiro?
Daphne se lavava com todo tipo de explicações para que pudesse manter sua mente longe dos piores pensamentos. Ela manteve uma expressão calma, observando pelo canto do olho enquanto Sirona seguia com os planos por trás das costas de Silas.
“Ah é?” Daphne disse. “Se o Zephyr também é um vampiro, entre vocês dois e o Alistair, não haveria sangue suficiente em Reaweth.”
Silas na verdade parecia estar profundamente pensativo por um segundo, franzindo as sobrancelhas enquanto pensava arduamente.
Aquele momento de hesitação foi tudo o que foi necessário. Daphne agradeceu aos céus pela redução da inteligência naqueles afetados pelo vampirismo – parecia que a sede de sangue de Silas era tanto sua força quanto sua queda.
Sirona usou habilmente as pedras de isqueiro para causar uma faísca, acendeu a panela preparada com uma mistura desconhecida, e jogou-as direto para Silas. Ao mesmo tempo, Daphne se escondeu para se proteger.
O ar se incendiou, liberando uma sinfonia caótica de som e fúria.