Roubada pelo Rei Rebelde - Capítulo 103
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- Capítulo 103 - 103 Falta de Sinceridade 103 Falta de Sinceridade Um pedido
103: Falta de Sinceridade 103: Falta de Sinceridade “Um pedido de desculpa?!” Alistair ecoou em descrença.
Ele rugiu de riso, segurando sua barriga e limpando lágrimas imaginárias de seus olhos até perceber que Atticus estava muito sério sobre suas palavras. Então ele resmungou, levantando uma sobrancelha.
“Ore, Rei Atticus, por que devo fazer tal coisa?”
Atticus simplesmente caminhou calmamente até onde Daphne estava.
Assim como Drusila apontou, sua esposa estava no centro de tudo. Seu vestido estava longe de estar impecável, tendo sofrido o pior de tudo. Ela tinha vários pedaços de comida por toda a sua saia, manchando o material de todas as cores. Seu cabelo também estava uma bagunça, com mechas saindo do lugar.
O resto das mulheres apontaram seus dedos e lançaram seus insultos à Daphne e, no entanto, falharam em perceber que ela não era alguém que conseguiu sair ilesa da cena. Daphne, também, era uma vítima.
“Concordo que minha amada esposa pode ser um pouco desastrada às vezes, como a Princesa Drusila disse.”
O passo de Atticus parou quando ele finalmente estava diante de Daphne. Ela estava ligeiramente encurvada, quase como se estivesse tentando se esconder apesar de não ter para onde fugir. Agora que ele estava bem em frente a ela, Daphne parecia ainda menor que o normal. Ela se encaixaria perfeitamente em sua sombra.
Como ela não estava mais sob os holofotes, Daphne finalmente pode olhar para cima e ver o que a protegia. Ela se deparou com o rosto de Atticus, bonito como sempre, ainda inexpressivo. No entanto, ela pensou ter visto um rastro de calor em seus olhos reservado especialmente para ela. Isso desapareceu assim que ele olhou para a multidão novamente.
“No entanto,” Atticus continuou, “sua falta de jeito não faz dela uma completa imbecil nem uma ameaça social que derrubará coisas de propósito. Como irmão dela, você deveria estar mais preocupado com sua segurança do que repreendendo e menosprezando-a diante de uma multidão.”
“Só porque foi um acidente também não significa que não foi culpa dela”, disse Alistair.
“Nesse caso, a pergunta não deveria ser por que o acidente aconteceu em primeiro lugar?” A expressão de Atticus tornou-se fria. Ele se posisionou de forma protetora na frente de Daphne, protegendo-a dos olhos curiosos da multidão. “Se não ouvi errado, minha esposa estava no meio de explicar o que havia acontecido quando você a interrompeu grosseiramente e depois passou a difamar seu nome.”
Agora era a vez do príncipe Alistair de ficar sem palavras.
“Eu—”
“Por que a Princesa Drusila estava tão interessada nas mãos de minha esposa, apesar do claro desconforto dela em mostrá-las?”
Atticus olhou diretamente nos olhos de Drusila. Aos olhos dos espectadores, parecia que um simples mortal estava prestes a receber punição dos deuses.
“Ou a Princesa Drusila tem tão pouca consciência social que não sabe quando recuar ou como perceber quando a outra parte está desconfortável em compartilhar certas informações privadas?”
“Estávamos apenas discutindo anéis de casamento”, disse Drusila suavemente. Ela se escondeu parcialmente atrás de seu meio-irmão, segurando suas mangas como se seria engolida pelo chão se ousasse soltar. “Com a posição dela como rainha de Vramid, todos estavam curiosos para ver como seria o anel da Irmã Daphne.”
Drusila fez uma pausa por um segundo, olhando ao redor inseguramente.
Ela então disse, “Só… fiquei um pouco surpresa. Irmã Daphne não parece estar usando um anel de casamento ou de noivado.”
Com essa notícia revelada, todo o salão de banquetes explodiu em murmúrios. Ninguém se importava mais com o banquete arruinado e as roupas manchadas. Tudo o que falavam era sobre o dedo vazio de Daphne e como o local onde deveria estar um anel estava suspeitosamente vazio.
Eles gesticulavam para Daphne e Atticus enquanto a conversa aumentava de volume, todos chegando a conclusões selvagens por conta própria.
Vendo como todos tinham percebido o que ela estava insinuando, Drusila ficou um pouco mais ousada. Ela saiu do abraço protetor do Príncipe Alistair, erguendo os ombros enquanto encontrava o olhar de Atticus.
“Qual é o significado disso, Rei Atticus? Todo mundo sabe que um anel de casamento é um presente sagrado para cada noiva, especialmente entre a nobreza. O anel não é apenas um sinal de amor, mas também um símbolo de proteção, algo que a noiva pode usar para se defender em tempos de necessidade.”
O canto de seus lábios curvou-se ligeiramente, mantendo-se apenas por uma fração de segundo. Mas isso foi o suficiente para os olhos aguçados de Atticus perceberem.
“Você está apenas brincando com o coração da minha irmã? Ou você é um hipócrita e, apesar de pregar sobre como o Irmão Alistair não deveria menosprezar a Irmã Daphne, você também acha que um anel não faria bem à Irmã Daphne devido à sua incapacidade de usar magia?”
As vozes e discussões aumentaram de volume até que eventualmente parecia que Daphne estava prestes a ser afogada por tudo isso. Para onde quer que ela olhasse, parecia que todos no salão de banquetes haviam crescido muito enquanto ela permanecia a mesma, talvez até encolhesse pouco a pouco. Ela não conseguia respirar, hiper consciente de todos os olhares e gestos lançados em sua direção.
No entanto, o que Drusila apontou era nada menos que a verdade. Ela não tinha anel. Não havia sinal de amor porque não havia amor.
A Princesa Daphne Molinero de Reaweth nunca foi destinada a se casar com o Rei Atticus Heinvres de Vramid. Seu casamento não foi arranjado nem foi acordado voluntariamente por ambas as partes – ela foi sequestrada! Provavelmente ela nem mesmo disse ‘eu aceito’ ela mesma; é bem provável que Atticus tenha usado mágica para comandá-la a fazer isso.
Além disso, até Atticus pensou que ela era incapaz de usar magia até o dia em que passaram na feira de Yuletide. Se não fosse por aquele dia, ela ainda seria como seus irmãos e o resto dos participantes afirmaram.
Inútil. Uma desculpa pobre para uma rainha.
Um turbilhão de humilhação passou por ela até que Daphne não aguentou mais.
Sob os olhares atentos de todos presentes, ela levantou suas saias e saiu correndo do salão de jantar, tentando o melhor possível ignorar o som de Atticus chamando seu nome.