Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 880
- Home
- Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário
- Capítulo 880 - 880 Terceiro Círculo Cérbero (Parte 2) 880 Terceiro Círculo
880: Terceiro Círculo, Cérbero (Parte 2) 880: Terceiro Círculo, Cérbero (Parte 2) Kaizen fitava o horizonte, onde os olhos vermelhos de Cérbero brilhavam como carvões incandescentes.
A neve dançava ao redor, soprada pelo vento feroz que parecia querer sussurrar segredos antigos e aterrorizantes. Ele inspirou profundamente, sentindo o ar gelado queimar em seus pulmões, e virou-se para o grupo.
“Precisamos seguir adiante de qualquer forma,” ele disse, sua voz firme mas com uma nota de urgência. “Não há outro caminho para o próximo círculo.”
Og’tharoz assentiu devagar, seu olhar sombrio fixo na distante criatura. “Cérbero é uma força formidável, uma criatura que não pode ser domada nem mesmo por demônios, mas acredito que podemos derrotá-lo.”
Lírio Sangrento observava ao redor, avaliando o terreno e a situação. “Precisamos de um plano,” ela disse. “Algo que nos permita superar sua força e ferocidade.”
“Concordo,” Kaizen respondeu. “Não podemos nos dar ao luxo de ser descuidados. Vamos pensar em algo enquanto caminhamos.”
Com essa decisão, o grupo começou a se mover. Seus passos eram pesados na neve macia, cada pisada criando um som abafado no silêncio do deserto de gelo. Eles se moviam com cuidado, cientes de que qualquer movimento brusco poderia atrair a atenção indesejada de Cérbero.
Alina caminhava ao lado de Jayaa, oferecendo apoio enquanto ele ainda se recuperava do segundo círculo. “Você está bem?” ela perguntou, sua voz suave e preocupada.
Jayaa assentiu, embora seu rosto ainda mostrasse traços de cansaço e desconforto. “Sim, estou bem. Só preciso de um momento para me ajustar.”
Alina sorriu, apertando levemente seu braço em um gesto de conforto. “Vamos superar isso juntos.”
À medida que avançavam, o vento uivava ao redor deles, carregando consigo minúsculos cristais de gelo que espetavam sua pele exposta como agulhas afiadas. O frio era intenso, penetrando até os ossos, mas a determinação do grupo os mantinha em movimento.
À medida que se aproximavam do local onde Cérbero estava acorrentado, a figura colossal do cão de três cabeças tornava-se mais clara. Suas cabeças se moviam devagar, como se estivessem sempre vigilantes, e seus olhos vermelhos brilhavam com uma malícia feroz. As correntes que o prendiam perto do grande portão de pedra atrás dele eram grossas e pesadas, ancoradas profundamente no solo congelado.
Og’tharoz estudava a cena cuidadosamente. “Essas correntes são nossas aliadas,” ele disse. “Se conseguirmos imobilizar uma ou duas das cabeças, talvez tenhamos uma chance.”
“Como fazer isso?” perguntou Xisrith, seus olhos fixos no monstro à frente.
Kaizen pensou por um momento, então se virou para Alina. “Você acha que pode usar sua magia para fortalecer as correntes ou movê-las?”
Alina franziu a testa, considerando a ideia. “Eu posso tentar,” ela respondeu. “Mas precisaremos distrair Cérbero o suficiente para que eu possa trabalhar sem ser interrompida.”
“Eu posso fazer isso,” disse Og’tharoz. “Minha resistência natural ao frio e danos deve me permitir manter sua atenção por algum tempo.”
“Resistência a danos?” Lírio Sangrento perguntou, curiosa.
“Ele pode se tornar intangível. O problema é que enquanto ele não pode sofrer danos, ele também não pode causá-los.” Andrew disse.
“Esse é um ótimo plano,” disse Kaizen. “E o resto de nós precisa garantir que não haja surpresas enquanto Alina trabalha. Jayaa, Andrew e Xisrith, vocês vão protegê-la.”
Todos assentiram, entendendo a gravidade da tarefa que tinham pela frente. Eles sabiam que qualquer erro poderia ser fatal, mas também sabiam que não havia outra escolha.
Com um plano em mente, começaram a se mover mais deliberadamente. Og’tharoz avançou primeiro, seus passos firmes na neve, cada movimento carregado de uma calma determinada. Ele se aproximou de Cérbero cautelosamente, mas sem hesitação.
O cão de três cabeças sentiu sua aproximação e ergueu a cabeça, rosnando ferozmente. Og’tharoz parou a uma distância segura e levantou a mão, como se cumprimentasse a criatura.
“Olá, vim buscar passagem para o próximo círculo,” ele disse, sua voz forte ecoando no ar gelado.
O monstro rosnou mais uma vez e a cabeça do centro abriu sua boca. “E quem diabos é você?”
Og’tharoz se manteve firme, seus olhos fixos na cabeça central do Cérbero, cujos olhos brilhantes brilhavam como tochas no meio do gelo. Ele sabia que qualquer hesitação poderia ser vista como fraqueza, então reuniu toda a sua coragem para enfrentar a lendária besta.
“Oras, eu sou um demônio!” ele anunciou, sua voz reverberando no ar gelado. “Não vê?”
As cabeças laterais de Cérbero se moveram, analisando Og’tharoz com interesse e desprezo. A cabeça à direita, com uma expressão mais astuta, sorriu cruelmente.
“Um demônio pedindo passagem? Que interessante,” zombou a cabeça à direita, sua voz gotejando sarcasmo. “Você acha que pode apenas pedir e passar sem nenhuma consequência?”
A cabeça à esquerda, com olhos cheios de malícia, também riu. “Vocês sempre acham que podem desafiar as ordens deste lugar. Não é à toa que tantos de vocês morreram recentemente. Você acha que é mais poderoso do que realmente é.”
Og’tharoz respirou fundo, mantendo sua postura. “Não estou aqui para desafiar ninguém. Se você me permitir passar, não causarei nenhum problema.”
A cabeça central, a mais séria e imponente, observou Og’tharoz em silêncio por um momento antes de inclinar levemente a cabeça. “E qual é o seu nome?”
“Og’tharoz,” ele respondeu, sem hesitar.
Imediatamente, as três cabeças de Cérbero soltaram um rugido uníssono que ecoou pelo deserto de gelo. As correntes que prendiam a besta tilintaram e se esticaram com a força da criatura se erguendo.
“Audacioso, Og’tharoz. Muito ousado!” A cabeça central rugiu, seus olhos ardendo com uma fúria intensa. “Nenhum demônio, mortal ou imortal, passa por aqui sem enfrentar nosso julgamento! No entanto, você está marcado, você está condenado pelo chefe!”
“No entanto, nos disseram que você não viria sozinho.” A cabeça à esquerda disse e começou a farejar o ar, então, de repente, virou bruscamente para a esquerda.
Os olhos brilhantes da cabeça esquerda de Cérbero fixaram-se em uma mulher encapuzada que estava com os olhos fechados ungindo as correntes da cabeça esquerda.
“Você não está sozinho, Og’tharoz!” A cabeça esquerda rosnou, mostrando suas presas afiadas. “Quem é esta intrusa!?”
Alina estava colocando em prática o plano que eles haviam meticulosamente planejado.
“Vocês são ousados demais!” gritou a cabeça à direita, sua voz ressoando como trovão. “Vocês pagarão caro por essa insolência!”
A mandíbula da cabeça imediatamente escancarou-se, pronta para desferir um golpe mortal na maga intrusa.
No entanto, Alina abriu um de seus olhos e, ao ver aquela boca enorme com dentes afiados vindo em sua direção, em um movimento rápido e ágil Alina levantou as mãos e as abaixou. No mesmo instante, as runas nas correntes brilharam intensamente e, com um estalo mágico, as correntes travaram e desceram, fazendo um movimento súbito.
Sua cabeça esquerda foi puxada para baixo com força, e sua mandíbula foi cerrada no impacto com o chão, com um baque surdo.