Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 878
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- Capítulo 878 - 878 Segundo Círculo Luxúria (Parte Final) 878 Segundo Círculo
878: Segundo Círculo, Luxúria (Parte Final) 878: Segundo Círculo, Luxúria (Parte Final) O ar ao redor deles estava saturado com uma energia opressiva, quase tangível, que sugava suas forças a cada segundo. O ambiente era uma paisagem infernal, onde um céu cor de sangue encontrava a terra ressequida e rachada, e o rugido incessante de uma tempestade ecoava ao longe. As novas criaturas, feitas de almas amaldiçoadas, aproximavam-se com determinação implacável, suas formas espectrais e sem forma emanando uma aura de desespero. Seus gritos guturais ecoavam pela vastidão, ressoando como um coro de agonia.
“Precisamos de um plano,” disse Kaizen, ajustando sua postura e fixando seus olhos nas abominações que avançavam. Sua voz, apesar do esgotamento, carregava uma firmeza inabalável.
Lírio Sangrento assentiu, seu olhar fixo e intenso nas criaturas formadas pelas sombras. “Não podemos continuar desperdiçando energia assim. Precisamos ser mais estratégicos,” ele respondeu, erguendo sua espada, que pulsava com luz mágica.
Justamente então, um som familiar e reconfortante cortou a cacofonia infernal, chegando aos ouvidos de Kaizen e Lírio Sangrento. Era a voz de Alina, que, apesar de sua evidente cansaço, mantinha um tom de determinação. “Kaizen! Lily! Estamos aqui!”
Alina, Jayaa, Andrew, Xisrith e Og’tharoz emergiram das sombras, suas silhuetas iluminadas pelo brilho intermitente das barreiras mágicas. Cada um deles exibia claros sinais de exaustão, mas também coragem inabalável.
A barreira mágica de Alina tremeluzia instavelmente, quase à beira do colapso, enquanto Jayaa a segurava firmemente pelo braço, oferecendo suporte.
“Estamos perdendo MP rapidamente,” Kaizen alertou, observando seus amigos com preocupação. “Este lugar drena nossa energia. Precisamos agir rápido.”
Andrew, com seu olhar calculista, avaliou a situação. “Então temos que derrotá-los antes que fiquemos sem MP. Alina, você consegue manter a barreira por mais um tempo?”
Alina assentiu com dificuldade, seus olhos brilhando com determinação feroz. “Vou tentar. Jayaa, preciso da sua ajuda para canalizar a energia.”
Jayaa assentiu, posicionando-se ao lado de Alina e começando a murmurar palavras de poder. A barreira mágica ganhou uma nova estabilidade, brilhando com uma luz intensa que parecia repelir a energia negativa ao redor.
Xisrith, sempre o estrategista, começou a dar instruções. “Andrew, você e Og’tharoz cuidem do flanco esquerdo. Kaizen e Lírio Sangrento, mantenham o centro. Alina e Jayaa, continuem segurando a barreira. Vamos dividir nossa energia e atacar sincronizados.”
Og’tharoz, seus olhos ardendo com fúria controlada, preparou-se para o combate. “Entendido. Não vamos deixar essas criaturas nos pararem.”
As criaturas, sentindo a chegada de reforços, avançaram com ferocidade renovada. Seus gritos eram pura agonia, como se cada movimento fosse um grito desesperado por liberdade.
Kaizen e Lírio Sangrento posicionaram-se no centro, prontos para atacar. Lírio Sangrento ergueu sua espada, agora brilhando com uma luz mágica intensa. “Vamos acabar com isso de uma vez por todas.”
Kaizen concordou, canalizando o pouco de energia que lhe restava para suas mãos, que agora brilhavam com uma luz quase cegante. “Todos juntos. No meu sinal.”
As criaturas avançaram, e justo quando estavam prestes a atacar, Kaizen deu o sinal.
“Agora!”
Lírio Sangrento desferiu um golpe poderoso, sua espada cortando o ar e encontrando a massa de sombras. Um grito ensurdecedor ecoou, e a criatura recuou, mas não foi derrotada. Em vez disso, pareceu ficar ainda mais enfurecida, avançando com fúria renovada.
Do flanco esquerdo, Andrew e Og’tharoz moveram-se com precisão letal. Andrew, com suas habilidades de combate corpo a corpo, atacou com agilidade impressionante, enquanto Og’tharoz usava sua força sobrenatural para desferir golpes devastadores. Cada movimento era calculado, cada ataque precisamente coordenado.
Alina e Jayaa, no centro da formação, continuavam a sustentar a barreira mágica, suas energias combinadas criando um poderoso escudo contra a energia negativa ao redor. Jayaa, sua voz firme e controlada, cantava cânticos antigos que reforçavam a barreira, enquanto Alina, seu rosto suado com o esforço, canalizava cada gota de energia que tinha.
Xisrith, sempre observador, notou uma abertura nas defesas das criaturas. “Kaizen, Lily, concentrem seus ataques no ponto fraco à esquerda! As almas em seu centro estão desestabilizadas!”
Kaizen, captando a dica, canalizou toda sua energia restante para criar uma lança de luz. “Lily, combine seu ataque com o meu!”
Lírio Sangrento assentiu, sua espada brilhando intensamente. “Vamos acabar com isso!”
Com um grito de guerra, Kaizen lançou a lança de luz diretamente no coração da criatura, enquanto Lírio Sangrento desferiu um golpe poderoso. A combinação dos ataques resultou em uma explosão de luz que iluminou toda a paisagem infernal.
A criatura soltou um grito ensurdecedor, e por um momento, tudo ficou silencioso. Depois começou a se desintegrar, as almas aprisionadas sendo liberadas numa explosão de luz.
Kaizen e Lírio Sangrento recuaram, protegendo-se do brilho intenso.
Quando a luz finalmente desapareceu, tudo que restou foi silêncio e um sentimento de alívio.
Kaizen, exausto, respirava com dificuldade, sua força quase esgotada. Lírio Sangrento, ao seu lado, pôs a mão em seu ombro. “Conseguimos.”
Mas a paz foi breve. Do céu tempestuoso, novos gritos guturais ecoaram, e novas amalgamações de almas começaram a se formar. Kaizen e Lírio Sangrento trocaram olhares e sorriram nervosamente.
“Parece que não acabou ainda!” disse Kaizen.
“Sério, de onde essas coisas estão vindo?” perguntou Lily.
Og’tharoz, com seu olhar sempre vigilante brilhando com fúria controlada, avançou. “Algo me diz que isso é um ciclo sem fim,” ele disse, seus músculos tensos e prontos para o combate. “A Luxúria geralmente é o inferno particular de cada um, mas estamos juntos e unidos. A única forma desse Círculo se conectar conosco e tentar nos derrotar é assim. Precisamos encontrar uma saída.”
Xisrith, estrategista por natureza, guardou sua katana vermelha e olhou ao redor, procurando qualquer sinal de fraqueza ou uma brecha no ambiente hostil. “E como exatamente vamos encontrar uma saída de um lugar que parece interminável?” ele perguntou, sua voz cheia de frustração e determinação.
Og’tharoz balançou a cabeça, incapaz de oferecer uma resposta concreta. “Não sei,” ele admitiu, seu olhar fixo no horizonte, onde as novas amalgamações de almas estavam se formando. “Mas temos que tentar. Não podemos continuar lutando sem fim.”
“Talvez haja um ponto fraco neste ciclo,” sugeriu Jayaa, seus olhos fechados em concentração. “Algo que podemos usar a nosso favor.”
Alina assentiu. “Posso ajudá-la a encontrar uma saída, mas, Jayaa, não conseguirei manter a barreira e você ficará por conta própria.”
Jayaa engoliu. “Tudo bem, pode desativá-la. Vou resistir o quanto puder.”