Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 865
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865: Týr 865: Týr Com Nesferati derrotado, Kaizen sentiu uma onda de alívio.
A imensa criatura das profundezas recuou, seus tentáculos acenando gentilmente enquanto desaparecia na escuridão aquática.
A batalha tinha sido árdua, mas Kaizen sabia que aquilo era apenas parte da sua jornada. Ele ainda tinha que alcançar o fundo do lago.
A pressão ao seu redor aliviou significativamente, e Kaizen finalmente pôde nadar em direção ao fundo sem impedimentos.
A água, antes turbulenta e caótica, agora estava calma, parada. Ele usou sua psicocinese para propulsionar-se mais rápido, cortando a água como uma flecha.
À medida que se aproximava do fundo, uma visão de tirar o fôlego se revelou. Colunas de gelo erguiam-se do leito do lago, estendendo-se em todas as direções como uma floresta cristalina. A luz refratada criava um espetáculo hipnótico de faíscas e reflexos, iluminando o entorno com uma luz azulada etérea.
Kaizen nadou entre as colunas, maravilhando-se com a beleza que o cercava.
Cada coluna de gelo era única, algumas altas e esguias, outras largas e robustas. Elas pareciam se estender indefinidamente, criando um labirinto de gelo pelo qual Kaizen tinha que navegar.
O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo som suave da água ao seu redor.
Finalmente, após caminhar por um caminho sinuoso entre as colunas, Kaizen avistou algo brilhando à distância. À medida que se aproximava, a visão de uma grande porta de ouro apareceu. A porta era incrivelmente ornamentada, com intricadas runas que pareciam contar histórias de tempos antigos. Era uma estrutura imponente que exalava uma aura de mistério e poder.
Kaizen pousou suavemente no fundo do lago, seus pés tocando o chão gelado. A grande porta de ouro parecia ainda mais magnífica de perto. Ele estendeu a mão, sentindo a superfície fria e sólida do metal.
Ele deu um passo para trás, admirando a porta em toda a sua glória. Ele sentia uma mistura de ansiedade e excitação. Atravessar aquela porta significava enfrentar novos desafios, descobrir novos mistérios e possivelmente encontrar um deus. Ele estava pronto. Cada batalha, cada prova até aquele momento, o haviam preparado para isto.
Com um suspiro profundo, Kaizen colocou as mãos nas maçanetas douradas da porta. Ele sentiu um leve tremor de energia passar por seus braços, como se a própria porta estivesse viva, esperando por alguém digno para atravessá-la. Com um esforço controlado, ele começou a puxar as maçanetas.
A porta não cedia facilmente. Era pesada, mas Kaizen usou sua força e determinação, sentindo o metal mover lentamente. Um som profundo ecoou quando a porta finalmente começou a abrir, revelando um vislumbre do que havia além. Uma luz dourada escapava pela fresta, iluminando o rosto de Kaizen e aquecendo seu espírito.
Quando a porta estava completamente aberta, Kaizen deu um passo à frente, cruzando o limiar para um novo mundo de possibilidades. Atrás dele, as colunas de gelo continuavam a brilhar, como guardiães silenciosos do caminho que percorrera. E diante dele, um novo desafio, um novo mistério esperava para ser desvendado.
A luz dourada emanando de dentro da porta era cegante, mas Kaizen não desviou o olhar. Ele sabia que, aonde quer que essa jornada o levasse, ele estava pronto para enfrentar qualquer adversidade. Ele deu outro passo à frente, entrando no novo reino, determinado a continuar sua busca e descobrir os segredos que o aguardavam.
O calor irradiando da luz era confortador, uma mudança bem-vinda da frieza do lago. Kaizen sentiu-se envolvido por essa luz, como se estivesse sendo recebido por uma presença benevolente. Conforme seus olhos se ajustavam ao brilho, ele começou a distinguir formas e estruturas dentro do novo ambiente.
O solo sob seus pés era firme e quente, um contraste marcante com o gelo que havia deixado para trás.
À sua frente, um vasto salão se desdobrava, com paredes adornadas por antigos tapeçarias e esculturas que pareciam contar histórias desde tempos imemoriais. No centro deste salão, havia uma figura sentada no chão em uma postura meditativa.
Kaizen respirou fundo, sentindo o conforto do calor emanando do salão dourado. Seus passos ecoavam suavemente no piso firme e quente, contrastando com o ambiente gélido que havia deixado para trás.
A figura à sua frente, sentada em uma postura de meditação, irradiava uma presença poderosa e serena, preenchendo o ar com um sentimento de reverência e mistério.
À medida que Kaizen se aproximava, ele podia ver mais detalhes. O homem tinha uma longa barba e cabelos castanhos que caíam sobre os ombros. Seus olhos estavam fechados, como se estivesse em um profundo estado de contemplação. Ele vestia uma simples túnica amarela.
Kaizen parou a alguns passos de distância da figura e, com uma voz respeitosa, quebrou o silêncio.
“Com licença, você é Týr?” ele perguntou, sua voz ecoando pelo vasto salão.
Os olhos do homem abriram lentamente, revelando-se mais normais do que Kaizen esperava. Ele levantou a cabeça e olhou diretamente para Kaizen, como se avaliasse sua alma.
“Sim, sou Týr,” respondeu o deus em um tom calmo, “e você, jovem guerreiro, deve ser Kaizen. Eu senti sua presença quando você derrotou Nesferati. Por que você está indo tão longe?”
“Estou em uma jornada para ajudar alguém e acredito que você pode me ajudar.”
Týr se levantou graciosamente, sua figura imponente agora totalmente visível. Ele era alto, muito alto, mais de três metros, exalando uma aura de poder inegável.
Ele caminhou lentamente em direção a Kaizen, cada passo parecendo ressoar com a própria essência do salão.
“Eu sei o que você está procurando…” disse Týr, estudando Kaizen com olhos perscrutadores. “No entanto, não posso lhe dar o conhecimento que deseja.”
A negação de Týr ressoou como um eco no vasto salão, mas Kaizen não foi dissuadido. Ele respirou fundo, reunindo a coragem para responder.
“Entendo que o que estou pedindo não é simples,” começou Kaizen, sua voz firme mas respeitosa. “No entanto, você é minha última esperança. Você é o único que pode ensinar um não evoluído a cruzar os mundos, para Muspelheim.”
Týr franzia a testa, sua expressão mudando de contemplação calma para perplexidade. Ele deu mais um passo à frente, diminuindo a distância entre ele e Kaizen.
“Você disse ‘cruzar os mundos para Muspelheim’?” perguntou Týr com um tom de incredulidade. “Isso é… estranho. Isso diverge completamente das profecias.”
“Profecias? Do que você está falando?” Kaizen perguntou.