Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 832
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- Capítulo 832 - 832 Caminhantes da Neve 832 Caminhantes da Neve O vento frio
832: Caminhantes da Neve 832: Caminhantes da Neve O vento frio cortava a paisagem branca e desolada à medida que a caravana seguia em frente, os Shaccares puxando os vagões com determinação. Valthorn, Kaizen e Xisrith estavam mergulhados em seus próprios pensamentos, cada um lidando com suas preocupações e dilemas.
Valthorn refletia sobre as palavras de Kaizen, sentindo um peso em seu coração. Ele nunca havia considerado completamente as consequências de seus atos antes, mas agora, olhando para trás, para a vila dos anões de gelo, ele começava a entender o impacto de suas escolhas. As palavras do humano ecoavam em sua mente, disparando um turbilhão de dúvidas e remorso.
O elfo negro Valthorn tinha uma aura de seriedade, seus olhos fixos no horizonte enquanto ponderava o que o destino lhes reservava.
Kaizen, por outro lado, permanecia focado na jornada à frente. Ele estava determinado a proteger aqueles ao seu redor o quanto fosse possível.
Enquanto isso, Xisrith estava em guarda. Ela não confiava completamente nos membros da caravana, incluindo a elfa negra que dirigia o vagão em que ela estava. Seu instinto de sobrevivência era aguçado, e ela estava preparada para agir no momento em que qualquer sinal de perigo aparecesse.
O grupo avançava em silêncio, cada um perdido em seus pensamentos, quando de repente um rugido ecoou pela planície gelada.
Valthorn e Kaizen se olharam com urgência, percebendo que estavam enfrentando uma ameaça iminente. Os Shaccares começaram a se agitar, suas orelhas pontiagudas erguidas enquanto farejavam o ar em busca do perigo oculto.
Do topo de uma colina próxima, figuras sinistras e monstruosas emergiram, cobertas de pelo grosso e com olhos brilhantes e famintos. Eram criaturas selvagens, bestas que habitavam as terras congeladas, sedentas por carne fresca.
“O que são essas coisas?” perguntou Kaizen, com uma mistura de surpresa e fascinação. Aquelas coisas não se pareciam com nada que ele já tinha visto, nem tinham uma forma semelhante, algumas delas estavam em pé, outras eram quadrúpedes, enquanto duas tinham duas cabeças, as formas das únicas cabeças das outras eram estranhas.
“Caminhantes da Neve!” gritou Valthorn, sua voz carregada de gravidade, para alertar o resto da caravana.
“Caminhantes da Neve?” Kaizen questionou, puxando as rédeas de seu Shaccar assustado.
“Criaturas que caçam apenas à noite, sempre à espreita por sua próxima presa. São elfos negros e monstros que morreram e foram corrompidos pela neve de Niflheim que, como você deve ter notado, até parece ter uma vontade própria.”
Xisrith segurou firmemente sua faca e desceu da carruagem que havia parado, pronta para o confronto iminente. “Kaizen, o que vamos fazer?”
Kaizen olhou em volta, avaliando rapidamente a situação, e percebendo a presença dos Caminhantes da Neve não apenas à frente da caravana, como também pelos lados. “Precisamos nos defender! Não podemos deixar que eles nos peguem de surpresa!”
Contudo, antes que pudessem executar uma formação de batalha ou plano, com um grito de guerra os Caminhantes da Neve avançaram colina abaixo com suas presas à mostra e garras afiadas prontas para o ataque.
Os Shaccares relincharam nervosos, mas se mantiveram firmes, prontos para proteger seus companheiros.
Valthorn sacou sua espada, seu coração batendo com uma mistura de medo e determinação. Ele estava pronto para lutar, para proteger aqueles ao seu redor a qualquer custo.
Kaizen pegou uma lança de seu inventário e manteve o olhar fixo nas criaturas que se aproximavam rapidamente.
Quando os Caminhantes da Neve estavam muito próximos e a batalha parecia prestes a começar, de repente todos os sons ficaram abafados, incluindo o som da tempestade de gelo cortante.
Valthorn, confuso, olhou ao redor e disse:
“O que está acontecendo?”
Kaizen olhou para trás, na direção das carruagens, e viu um brilho dourado vindo de dentro de uma delas, então sorriu. “Apenas a maga do meu grupo fazendo o que ela faz de melhor.”
A maga Alina havia conjurado um feitiço protetor na área, e logo os Caminhantes da Neve começaram a colidir com essa barreira mágica translúcida ao redor da caravana. Eles se chocavam e sangravam, tão rígida era essa barreira, mas os Caminhantes da Neve não eram monstros comuns, alguns deles já elfos.
Como se pudessem atravessar a tensão superficial da água, alguns dos Caminhantes da Neve começaram a fazer seu caminho através da barreira mágica, que se regenerava rapidamente.
“Desculpem, pessoal! Parece que isso não é suficiente para detê-los!” disse Alina, sua voz ecoando de todos os lugares dentro da barreira.
“Isso é mais do que suficiente para nos dar alguma vantagem!” disse Kaizen, girando sua lança.
A caravana viu-se envolvente em um redemoinho de ação, com membros lutando lado a lado contra as criaturas selvagens que lentamente faziam seu caminho através da barreira. O ar estava carregado com o som do metal contra metal, grunhidos de dor e fúria, enquanto a batalha fervia sob o manto do céu noturno
Valthorn habilmente girava sua espada, cortando as fileiras inimigas com destreza. Seu coração batia com uma mistura de adrenalina e determinação enquanto lutava para manter sua posição contra o ataque das feras.
Kaizen avançou com sua lança, suas habilidades de combate impressionantes enquanto ele abatia as criaturas com golpes rápidos e precisos. Seu rosto era uma máscara de concentração, seus olhos sérios enquanto defendia os membros da caravana. Os elfos negros estavam perplexos com a rapidez com que Kaizen, Andrew e Xisrith lutavam, enquanto Jayaa tocava pacientemente sua lira.
“Você não vai lutar?” perguntou Og’tharoz ao bardo.
Jayaa negou com um sorriso. “Ao lado daqueles monstros? Não, prefiro apenas observar~”
Xisrith lançou-se com ferocidade contra seus inimigos, sua faca cortando com facilidade a grossa pele das criaturas. Naquele momento, ela nem parecia a diplomata do grupo. Sua expressão era uma mistura de fúria e alegria.
A batalha rugia ao redor deles, cada momento uma luta pela sobrevivência. Finalmente, após cinco minutos de luta feroz, as bestas restantes recuaram, derrotadas e desmoralizadas.
“Todos estão bem?” perguntou Kaizen, sua voz carregada de preocupação.
Valthorn acenou com um sorriso cansado. “Sim, graças à magia de sua aliada. Obrigado.”
“Agradeça a ela, não a mim.”