Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 825
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825: Elfos que agem como bárbaros 825: Elfos que agem como bárbaros Enquanto os elfos negros começavam a beber na taverna da aldeia, Talfor trabalhava arduamente para arrumar os estábulos, onde os Shaccares, grandes e ferozes gatos pretos, esperavam impacientes. Os velhos estábulos estavam enferrujados, com telhados danificados e paredes ásperas e desgastadas pelo tempo, mas eram o melhor que a aldeia tinha a oferecer.
Valthorn e os outros soldados jogaram bolas e apetrechos no chão, rindo alto e trocando palavras ásperas em sua maneira gutural de falar.
Dentro da taverna, a tensão pairava no ar. Os anões que lá estavam bebendo e conversando em mesas de madeira rusticamente esculpidas olhavam nervosamente para os elfos negros que ocupavam a maioria das mesas, evitando completamente seus olhares. O dono da taverna servia cerveja e comida com mãos trêmulas, temendo a reação dos recém-chegados.
Valthorn, com seu olhar penetrante, observava cada movimento. Enquanto seus subordinados devoravam sua comida e bebiam em silêncio, ele se sentava em uma cadeira maior com um sorriso no rosto.
Talfor, após garantir que os Shaccares estavam confortavelmente instalados, retornou à taverna, preparado para enfrentar os desafios que o aguardavam. Ele respirou fundo antes de entrar. Ao entrar, Valthorn, que estava no centro da taverna, cercado por seus subordinados, avistou Talfor.
“Ah, Talfor, venha e sente-se conosco. Você não quer ser rude, quer?” disse ele, forçando um sorriso irônico. Essa era sua maneira de mostrar aos outros anões o que era poder.
Talfor assentiu, aproximando-se da mesa central onde Valthorn estava. Puxou uma cadeira e sentou-se hesitante. “Como posso ajudá-lo, Valthorn?” ele perguntou, mantendo um tom de voz respeitoso, mas firme.
Valthorn ignorou a pergunta por um momento, avaliando Talfor com olhos frios. “Talfor, você é corajoso. Isso é algo que não vejo com frequência nos anões destas terras. Você deve ter muita confiança em si mesmo.”
Talfor manteve seu olhar firme, sem vacilar. “Eu sirvo a minha aldeia, Valthorn. E é meu dever proteger meu povo, afinal, esta é a minha casa. Estamos dispostos a cumprir nossas obrigações e…”
Valthorn soltou uma risada zombeteira, interrompendo o anão. “Casa? Esta aldeia é um amontoado de pedras e madeira. Mas não se preocupe, não estamos aqui para causar problemas. Estamos aqui para pegar o que precisamos e depois iremos embora como de costume. Você sabe como funciona.”
Talfor levantou os olhos e olhou para Valthorn. Desta vez, ele encarou os olhos do líder daquela guarnição. Naquele momento, Talfor percebeu que Valthorn realmente acreditava que não estava fazendo nada demais, como se fosse natural para os anões serem seus servos e viverem em situações tão precárias. Talfor apertou as mãos em punhos e baixou a cabeça novamente.
A reação do anão foi notada pelos olhos astutos de Valthorn. O silêncio envolveu a taverna enquanto Valthorn soltava uma risada profunda, sua voz ecoando pelas vigas de madeira envelhecidas. Tanto os locais quanto os subordinados de Valthorn olharam surpresos e confusos.
Valthorn inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa, seu olhar fixo em Talfor. “Talfor, eu sou justo, mais justo do que muitos percebem. Vejo que você é um líder respeitado aqui, e eu valorizo isso. Então, no espírito da justiça, proponho um jogo, um jogo que pode mudar o curso desta noite para ambos.”
Talfor ergueu uma sobrancelha, cauteloso. “Que tipo de jogo você propõe? Não acho que temos muito tempo para perder com entretenimento, dada a situação.”
Valthorn sorriu, revelando dentes afiados. “Oh, não se preocupe, não vamos perder muito tempo. O jogo é simples, algo que todos aqui podem entender. Um jogo de dados, uma rodada rápida de sorte. Se você ganhar, todos os suprimentos que coletamos serão devolvidos à sua aldeia, sem perguntas. Se eu ganhar, no entanto…” Ele pausou, observando a reação de Talfor antes de continuar. “Você dobrará a quantidade de tributo que será entregue a nós na próxima coleta. Jogo justo, não acha?”
O olhar de Talfor se tornou ainda mais sério. Ele olhou ao redor, vendo a reação de todos. Os murmúrios na taverna começaram a crescer, os anões trocando olhares preocupados enquanto os subordinados de Valthorn também estavam tensos, cientes de que seu líder estava arriscando algo considerável, afinal, se voltassem sem nada desta aldeia, o senhor ficaria furioso.
“Valthorn, você é mais cruel do que eu pensava…” Talfor declarou, mantendo a voz firme. “Sabemos que, para você, tudo é um jogo, mas para nós, é uma questão de sobrevivência. Você sabe disso, não é?”
O elfo negro riu novamente, mas desta vez havia um toque de desprezo em sua risada. “Talvez você seja mais sábio do que parece também, Talfor. No entanto, sou um homem de palavra. Se você ganhar, sua aldeia não sofrerá mais com nossas exigências por um tempo considerável. Se eu ganhar, bem… você já conhece as condições.”
Talfor olhou ao redor, sentindo o nervosismo crescente entre os outros anões na taverna. Essa não era a tipo de decisão que deveria ser tomada às pressas, mas também era uma oportunidade única, e tomar uma decisão precipitada poderia levar a consequências desastrosas.
O suspense na taverna era quase palpável quando a voz de Valthorn se dissipava, deixando o eco da proposta pairando no ar.
No entanto, antes que Talfor pudesse formular uma resposta, a porta da taverna se abriu com um rangido, revelando uma figura misteriosa. Uma figura envolta em uma capa escura entrou acompanhada por um vento amargamente frio. O silêncio na taverna foi completamente substituído pelo som do vendaval.
O estranho avançou alguns passos após a porta se fechar. Seus olhos, visíveis apenas através das sombras de seu capuz, examinavam a cena com intensidade penetrante. Era difícil discernir sua raça. Pela sua altura, certamente não era um anão, e pela sua pele clara, que contrastava com suas roupas escuras, certamente não era um elfo negro, que tem pele azulada.
Por um momento, Valthorn desviou o olhar de Talfor para encarar o recém-chegado. Sua expressão revelava uma mistura de surpresa e desconfiança, emoções raras em alguém acostumado a controlar cada situação.