Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 820
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- Capítulo 820 - 820 Anãos de Gelo 820 Anãos de Gelo O grupo avançava
820: Anãos de Gelo 820: Anãos de Gelo O grupo avançava cautelosamente pela vila dos anões de gelo, as fachadas das casas esculpidas em pedra e gelo revelavam o domínio dos construtores locais.
A forja ressoava pelos corredores estreitos entre as moradias, criando uma sinfonia metálica que parecia ecoar por toda a região. As chamas das forjas iluminavam as paredes externas das casas, projetando sombras dançantes na neve ao redor.
Og’tharoz, Jayaa e Xisrith se aproximaram da praça central, onde um grande caldeirão fervia, emitindo um vapor espesso que se misturava com a névoa fria. Anões de gelo trabalhavam juntos, despejando metal derretido em moldes intrincados. O calor gerado pelas forjas contrastava com a atmosfera gelada, criando um microclima quase aconchegante naquele pequeno espaço.
Ao se aproximarem de um anão que martelava habilidosamente um pedaço de metal, Xisrith levantou a mão em cumprimento. O anão, cujo rosto estava quase completamente coberto por um gorro de pele, mal conseguia enxergar através da camada de gelo que se acumulava em seus cílios. Ele piscou várias vezes, esfregando os olhos com o dorso das mãos calejadas.
“Ei, amigo!” cumprimentou Xisrith, fazendo-se notar. “Estamos andando por este lugar gelado e estamos procurando por informações. Você pode nos ajudar?”
O anão de gelo olhou para cima, tentando focar nos recém-chegados. Seu nariz estava vermelho pelo frio intenso, mas uma expressão curiosa se desenhou em seu rosto quando ele finalmente reconheceu a presença dos visitantes.
“Estrangeiros?” murmurou o anão, surpreso. “Não me lembro de ver rostos como os seus por aqui. De onde vocês vieram?”
Og’tharoz, Jayaa e Xisrith trocaram olhares rápidos, aproveitando o frio intenso para manter suas identidades ocultas.
“Viemos de terras distantes, buscando informações sobre o que está acontecendo aqui. Ouvi dizer que vocês anões de gelo são sábios e conhecedores desta região, mas que estão sofrendo nas mãos de um senhor.”
O anão, com a visão prejudicada pela neve acumulada, aceitou a explicação sem questionar mais.
O anão assentiu lentamente, dividindo seu foco entre a conversa e o trabalho em andamento. “Ah, sim, conhecemos estas terras, mas nem sempre temos notícias de mais longe. O frio torna as comunicações muito difíceis. No entanto, posso tentar ajudar.”
Xisrith decidiu proceder com cautela, sabendo que a confiança do anão era preciosa. “Estamos procurando informações sobre este senhor que governa estas terras.”
O anão refletiu por um momento, martelando lentamente enquanto pensava. “Um senhor, você diz? Nunca ouvi falar dele.”
Mais uma vez, os aventureiros trocaram olhares. Não podiam dizer se o anão estava tentando evitar problemas para si mesmo ou se ele realmente não sabia do assunto.
“Mas se vocês estão procurando respostas, Talfor, o sábio da vila, é quem pode ajudá-los.”
“Onde encontramos ele?” perguntou Jayaa, inclinando-se para ouvir melhor.
O anão apontou para uma passagem entre as casas de pedra. “Sigam esse caminho e, quando chegarem ao sopé da colina, encontrarão uma trilha íngreme. Subam até o topo e lá encontrarão a morada de Talfor. Mas tenham cuidado, estrangeiros, a neve é ardilosa nessas partes, então usem algo metálico, como essa espada na bainha, garota, para não pisarem em um buraco.” Ele disse, olhando para a espada de Xisrith.
Agradecendo ao anão pelas informações, o grupo seguiu o caminho indicado. A passagem entre as casas era estreita, e a atmosfera ficava mais fria à medida que se afastavam da forja. A neve, agora mais profunda, chegava até seus tornozelos e o vento cortante uivava entre as construções geladas. O caminho os levou ao lado de uma pequena colina, onde uma trilha marcada por hastes de metal e bandeiras conduzia para cima. A subida íngreme exigiu esforço, mas o grupo perseverou, determinado a encontrar Talfor e obter informações sobre o misterioso senhor desta região de Niflheim. Eles sabiam quase nada sobre este mundo e qualquer grande informação seria de grande ajuda.
Cada passo deixava uma marca temporária na neve, que logo era coberta pelo vendaval incessante. A vista panorâmica da vila era impressionante, mas o frio persistente lembrava-lhes da dura realidade do mundo em que estavam.
Finalmente, eles alcançaram o topo da colina, onde um edifício solitário, esculpido na rocha, destacava-se contra o céu gelado. A morada de Talfor, o sábio anão, aguardava, revelando-se como um austero refúgio da vastidão congelante de Niflheim.
Os três intrépidos aventureiros bateram à porta, esperando que a sabedoria do ancião pudesse esclarecer suas dúvidas.
A porta rangeu ao abrir, revelando o interior da morada de Talfor. Uma luz tênue brilhava através das lanternas a óleo dentro, e o ar dentro da casa estava consideravelmente mais quente, impregnado com o cheiro de terra e rocha.
Talfor, um anão robusto com um capacete de mineração na cabeça e um rosto marcado pela sujeira de carvão, recebeu os visitantes com um aceno solene.
“Bem-vindos à minha moradia,” ele disse com uma voz profunda, tingida com o eco das montanhas. “O que os traz aqui?”
Og’tharoz, Jayaa e Xisrith sentiram o cansaço na voz de Talfor, e esse esgotamento também era notável nos olhos do anão de barba longa e músculos densos.
Xisrith, assumindo a liderança como porta-voz do grupo, decidiu revelar o propósito de sua busca.
“Viemos em busca de respostas, sábio Talfor,” começou Xisrith, curvando-se respeitosamente. “Estamos procurando informações sobre o senhor que governa estas terras geladas. Foi-nos dito que você poderia nos guiar.”
Talfor ouviu atentamente, seus olhos examinando cada um dos rostos dos visitantes com uma intensidade penetrante. Ele assentiu lentamente, como se avaliasse a sinceridade das palavras que lhe eram dirigidas, virou-se e começou a caminhar em direção a uma mesa mais adiante.
“Vocês certamente vêm de longe. Qualquer ser vivo na Região de Priston sabe que é perigoso perguntar tão abertamente sobre o senhor,” ele disse com uma voz grave. “Ou será mais um teste dele? Se ele nos testa tão frequentemente, pelo menos deveria nos pagar alguns salários pelos nossos serviços.”