Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 819
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819: Frio de congelar os ossos 819: Frio de congelar os ossos Apesar de seus problemas, a vida privada de Klaus Park deixou de ter importância no momento em que ele entrou no Rise Online. Ele queria ajudar Og’tharoz mais do que qualquer coisa no momento, e como ele não tinha ordens de Zylok ou Charles Richards, ele queria resgatar Luna do inferno o mais rápido possível.
Então, no outro dia, após suas aulas obrigatórias, Klaus foi para a sala privada do pod e se conectou ao Rise Online.
O próximo desafio para eles era encontrar Týr, e a primeira pista sobre seu paradeiro eles já tinham. Coincidentemente ou não, o deus Týr foi exilado para Niflheim, um mundo quase vazio abandonado pelos outros deuses, também o único mundo que jogadores não evoluídos de Midgar podiam visitar, graças aos esforços de O Olho de Hermodr, um culto extremista agora extinto.
Kaizen, portador da Chave dos Portões de Niflheim, encontrou a passagem para o mundo dos Gigantes de Gelo enfrentando um labirinto com um minotauro grande e poderoso. No entanto, quando ele cruzou o portal entre Niflheim e Midgar, ele encontrou uma vila de anões de gelo escravizados por um senhor, e essa vila foi o ponto de partida para sua missão.
“Bluurr! Que frio!” disse Jayaa enquanto esfregava os próprios braços num abraço. “Isso é pior que Montauk!”
“O frio é mais extremo do que eu esperava,” disse Andrew, dando alguns passos à frente. Seus pés logo afundaram na neve fofa.
Todos estavam de costas para a grande porta de pedra que havia fechado atrás deles e então, com o brilho de um círculo mágico, disfarçou-se como uma grande rocha comum. Alina foi a única a notar e soltou um suspiro impressionado.
Og’tharoz olhou ao redor, com toda aquela névoa fria o envolvendo, e perguntou:
“Como diabos vamos nos localizar neste lugar?”
O demônio estava certo em se preocupar. Uma vasta extensão de terreno branco gelado se estendia até onde os olhos podiam ver, como um campo infinito onde o gelo e a neve eram os governantes incontestáveis.
A neve, em Niflheim, era mais do que apenas um manto branco; era um cobertor de silêncio que se estendia por todo esse mundo. Os passos dos aventureiros intrépidos ecoavam brevemente pelo vazio, cada passo marcado pelo som suave da neve afundando. Torres compostas por cristais de gelo eram encontradas ocasionalmente ao longo do caminho, pontuando a paisagem como testemunhas gélidas de eras passadas.
Os bosques de árvores ao longe pareciam esqueletos esculpidos pelo frio inclemente, emergindo como sentinelas petrificadas. Ramos e folhas congelados, cobertos por camadas espessas de gelo, se estendiam até o céu nublado como garras torcidas. A luz do sol deste mundo, tímida e pálida, mal conseguia penetrar nas densas nuvens do céu.
No horizonte, sombras sinistras caminhavam entre os vales gelados. Esses eram os Gigantes de Gelo, criaturas que deveriam ser ignoradas se eles não quisessem atrair atenção.
O céu parecia pesar sobre a terra, lançando uma atmosfera de desespero e melancolia. Nuvens pesadas e cinzentas se moviam como exércitos escuros em diferentes direções, facilitando não apenas a ocultação do sol, mas também a neve incessante.
A brisa gelada, impulsionada pelo vento cortante, sussurrava entre os desfiladeiros e vales, como se fosse o sopro lamentoso de Niflheim. Cada respiração era um lembrete constante de que esse mundo não perdoava, um desafio para os corações mais bravos e uma ameaça constante para os desavisados.
No entanto, embora as dificuldades fossem numerosas, graças à memória de Kaizen eles conseguiram encontrar a vila dos anões de gelo após alguns minutos de caminhada.
“Nada mudou…” murmurou Xisrith enquanto olhava para a vila, com suas pequenas casas em forma de cabana e trabalhadores árduos.
Naquele momento, Kaizen olhou para Xisrith e lembrou da última vez que estiveram nesse lugar. Naquela ocasião, Kaizen estava procurando por uma flor rara que só crescia em Niflheim e que, se misturada com os ingredientes certos, poderia fornecer uma poção para dobrar o XP recebido por um jogador.
Naquele dia, Kaizen pediu a Xisrith e alguns outros descenddragons para ajudá-lo, porque eles lhe deviam um favor e Kaizen precisava de ajuda para explorar um lugar tão perigoso. Alguns dos descenddragons nunca voltaram daquela viagem, por causa do desafio de Ratatosk. E isso fez Kaizen se perguntar por que o esquilo guardião de Yggdrasil não interferiu desta vez como na primeira, ele estava ocupado? De qualquer forma, talvez Kaizen deva ser grato por isso.
“Não acho que devemos ir com um grupo grande para procurar informações na vila. Isso vai atrair muita atenção porque estamos em grupo grande, como da última vez, então vamos escolher apenas duas ou três pessoas,” disse Xisrith.
Og’tharoz de repente ergueu a mão, oferecendo-se, o que surpreendeu a todos. “O que?” ele perguntou, confuso. “Nunca vi um anão de gelo pessoalmente, estou curioso.”
“Muito bem, concordo com a abordagem proposta por Xisrith,” começou Kaizen, ajustando o capuz de sua capa contra o vento gelado que cortava a paisagem. “Precisamos ser discretos e estratégicos. Xisrith, Jayaa e Og’tharoz abordarão a vila para buscar informações. Andrew, Alina e eu estaremos prontos para agir, se necessário.”
Todos concordaram com o plano, e o grupo encarregado se moveu em direção à vila dos anões de gelo. A ideia era conseguir informações não sobre Týr agora, afinal, era quase impossível que anões feitos de escravos soubessem de algo. O que eles precisavam era encontrar uma maneira de conhecer pessoalmente o senhor deste lugar, e alguém com tanto poder provavelmente sabia de algo.
A neve mais fina e crocante sob os pés deles não era nada comparada ao barulho de forjamento vindo das casas da vila. À medida que se aproximavam, as casas de pedra e gelo se tornavam mais detalhadas, revelando a habilidade dos anões em construir estruturas que resistiam aos rigores do clima implacável.
Anões se movimentavam de um lado para o outro, ocupados com suas tarefas diárias, carregando mochilas pesadas com ferramentas, e outros carregando cargas pesadas de minério, enquanto outros martelavam habilmente em suas forjas, moldando o metal com maestria.