Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 810
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810: Livros 810: Livros Quando o som interrompeu a caminhada de Kaizen, Jayaa e Alina, eles olharam para trás e viram um homem alto num longo manto entrando pela porta da biblioteca. O cabelo bem-arrumado e o sorriso descompromissado do homem eram familiares, e ele disse:
“Ah, por que vocês parecem tão assustados? Eu disse que distrairia os Sentinelas, não que deixaria vocês explorarem nossa sagrada biblioteca sem supervisão.”
Kaizen então se virou e cedeu passagem para Vorian, um Ancião.
“Certo, é seu direito. Por favor, nos leve à sua sessão sobre Týr.”
Com as mãos atrás de si, Vorian assentiu. “Como desejar, entretanto, receio dizer que não temos uma sessão específica para o deus Týr, mas uma para todos os deuses do mundo.”
Kaizen, Alina e Jayaa trocaram olhares, absorvendo a informação de Vorian sobre a sessão na biblioteca. Surpresa misturada com curiosidade os impulsionou para a frente, seguindo o Ancião pelos corredores labirínticos da biblioteca oculta.
Seus passos ressoavam suavemente contra o chão de pedra enquanto Vorian os guiava por um caminho que parecia se entrelaçar com as paredes abarrotadas de livros.
“Esta biblioteca contém todo o conhecimento acumulado ao longo das eras,” Vorian explicou, com sua voz ecoando levemente pelos corredores. “Cada livro, cada pergaminho, contém a essência dos estudos que fazemos aqui e também a essência deste lugar, de Olaynore. Aposto que os fundadores queriam que estudássemos o universo e sua natureza mais do que suas maravilhas quando decidiram criar este local.”
Alina sentiu-se envolvida por um sentimento de admiração diante da vastidão do conhecimento ao seu redor. Ela estava acostumada a esse tipo de ambiente, mas de certa forma era nostálgico para ela e fazia-a pensar nas histórias que lera desde criança, as lendas dos deuses que moldaram o mundo e as antigas profecias que ecoavam ao longo dos milênios. Agora, diante da possibilidade de desvendar alguns desses segredos, seu coração batia com uma mistura de entusiasmo e apreensão.
Ao chegarem à entrada da sessão dedicada aos deuses, um sentido de antecipação pairava no ar. A porta da sessão especial, esculpida com símbolos sagrados e ornamentos mágicos, abriu-se silenciosamente ao toque de Vorian, revelando um espaço preenchido por luzes cintilantes.
A sala era um santuário para o conhecimento divino. Prateleiras adornadas com artefatos sagrados, estátuas de deidades ancestrais e pergaminhos decorados preenchiam o espaço, criando uma atmosfera de reverência e mistério. No centro da sala, um altar de pedra erguia-se majestosamente, envolto em uma aura de poder e magia.
Kaizen, Alina e Jayaa avançavam lentamente, seus olhos percorriam as maravilhas que os cercavam. Cada objeto, cada símbolo, parecia pulsar com uma energia única, convidando-os a desvendar os segredos escondidos atrás da fachada do mundo conhecido.
“Agora, a parte difícil começa… Encontrar o que vocês estão procurando sobre Týr.” Vorian estendeu a mão para uma prateleira.
No instante seguinte, um livro voou até sua mão e com um gesto solene ele o abriu, revelando páginas amareladas. No entanto, após uma rápida folheada, Vorian jogou o livro de volta com desprezo.
“Nada aqui.” Ele disse.
Alina ergueu as sobrancelhas. “Espera, você nunca leu os livros desta seção?”
“Li alguns, mas já li tantos livros sobre magia em minha vida que é impossível lembrar se vi Týr aqui.” Vorian respondeu.
Uma expressão de choque e, de certa forma, desdém tomou conta do rosto de Alina.
“O quê? Você não esperava que eu lembrasse, esperava? Esta biblioteca tem milhares, não, milhões de livros. Mesmo com um feitiço de memorização forçada, ainda seria difícil lembrar o conteúdo de algumas centenas de livros.” Vorian tentou se explicar para parar de ser julgado.
Kaizen deu de ombros e disse:
“Ela conseguiria.”
Então Alina, assim como Vorian havia feito há alguns segundos, esticou uma de suas mãos na direção das estantes e uma série de livros voou em sua direção. Esses livros começaram a folhear ao seu redor, enchendo a sala com o som de páginas passando.
“Se tudo aqui é tão organizado quanto eu imagino, precisamos encontrar a seção que fala sobre os deuses Aesir, porque se fôssemos olhar aqui livro por livro, certamente levaríamos dias e não temos tempo para isso.” Alina começou a explicar enquanto lia os livros. Então ela afastou os olhos e olhou para todos, que estavam parados, e disse: “Vocês não vão ajudar? Vamos, oito olhos trabalhando é melhor do que dois.”
“Sim, senhora!” Todos concordaram.
Jayaa aproximou-se receosamente de uma das estantes e um livro peculiar chamou sua atenção. Estava parcialmente escondido entre as fileiras, como se estivesse à espera de ser descoberto. A capa do livro era escura e sombria, com ornamentos prateados. Uma aura de mistério emanava dele.
Jayaa estendeu a mão para pegar o livro, e no momento em que seus dedos tocaram a capa, uma estranha sensação percorreu sua pele. O livro tremeu levemente, como se estivesse ganhando vida própria. Um murmúrio suave ecoou pela sala, como um latido abafado. De repente, o livro abriu-se por si só e Jayaa sentiu um fluxo de ar mágico escapar das páginas, só que não era ar mágico, mas sim um sopro terrível. As páginas do livro começaram a tremer, revelando olhos que brilhavam com uma luz intensa dentro do livro em vez de páginas. Era como se o livro tivesse uma consciência própria.
O coração de Jayaa acelerou enquanto as capas dianteira e traseira do livro transformavam-se em mandíbulas afiadas como lâminas, rememorando monstros que só existiam nas lendas mais obscuras. Ele começou a se afastar instintivamente enquanto o livro tentava mordê-lo, e percebendo que seus amigos estavam focados em suas tarefas, lutou impetuosamente para a frente e finalmente conseguiu empurrar o livro de volta ao seu lugar em questão de segundos.
Ofegante, ele olhou para baixo para o livro ainda tremendo na prateleira e caminhou rapidamente para o outro lado da sala.