Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 803
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803: Punho 803: Punho “Lady Sylly, suas palavras parecem tão frágeis quanto a teia de uma aranha. Talvez eu tenha subestimado a coragem necessária para infiltrar-se em nossa reunião, mas não subestime minha habilidade de discernir a verdade,” disse Vorian, com sua voz cortante ecoando pelo salão.
Alina, por sua vez, estava visivelmente desconcertada por sua bravata ter sido posta em questão. Seus olhos refletiam uma mistura de surpresa e preocupação com a reação de Vorian. Ela abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. A realidade do momento parece ter aprisionado sua língua, e ela procurava freneticamente por uma explicação convincente, só que ela não era alguém que conseguia pensar rapidamente em situações de emergência.
Os outros magos permaneceram em silêncio, observando a cena.
A atmosfera no recinto tornou-se ainda mais densa, carregada com a energia do confronto iminente entre o líder inquestionável e a intrusa misteriosa.
Vorian, cansado das palavras vazias, ergueu sua mão esquerda com a palma aberta em direção a Alina. Seus dedos eram finos e longos. Um brilho sutil começou a emanar de seus dedos, uma manifestação da magia que corria por suas veias. Círculos mágicos, intricados e luminosos, começaram a formar-se ao redor de seu braço erguido. Eles giravam como serpentes de luz, traçando padrões complexos com runas.
“Você não entende a gravidade de suas ações, Lady Sylly. Invadir uma reunião do Conselho dos Magos é um ato de espionagem suficiente para levá-la à guilhotina, e não esqueça que você tomou a Biblioteca dos Magos sem autorização. Suas intenções são obscuras e sua presença é uma ameaça à ordem que trabalhamos tanto para manter,” declarou Vorian com uma frieza que cortava como uma lâmina.
Alina finalmente conseguiu recuperar a compostura, mas seus olhos ainda revelavam uma busca desesperada por palavras que convencessem Vorian de que ela poderia ser confiável. Seu rosto anteriormente confiante agora mostrava sinais de inquietação. Ficou claro que ela não havia antecipado uma reação tão hostil.
“Vorian, por favor, ouça-me. Eu não sou uma inimiga. Estou aqui para proteger, para impedir que conhecimentos proibidos caiam nas mãos erradas.” Alina implorou, com sua voz trêmula, mas carregada de determinação.
Suas palavras, contudo, caíram no vazio. Vorian não cedeu à persuasão. Seus olhos permaneceram fixos em Alina enquanto os círculos mágicos continuavam a multiplicar-se ao redor de seu braço erguido.
“Proteger? Ou você busca seu próprio poder? Seus crimes falam mais alto que suas palavras, Alina Sylly. Você violou a confiança deste conselho e dos Anciãos, e agora terá que enfrentar as consequências,” disse Vorian, com voz que ecoava com uma severidade implacável.
Diante da decisão inabalável de Vorian, Alina finalmente percebeu que não haveria uma saída fácil. Sua mente girava em busca de uma saída, mas as palavras pareciam lhe escapar. Ela abaixou a cabeça momentaneamente, aceitando a inevitabilidade do destino que se desenrolava diante dela. Alina era poderosa, mas ela não poderia lutar contra um Ancião, afinal, como a bibliotecária da Biblioteca dos Magos, muitos dos livros que ela havia lido eram escritos pelos próprios Anciãos da Torre dos Magos.
Vorian, agora com os círculos mágicos completos em torno de seu braço, lentamente abaixou sua mão em direção a Alina.
“Você será levada perante a Corte dos Magos para responder por suas ações. Que a justiça mágica decida o seu destino!” proclamou Vorian, com voz que ressoava com autoridade.
Contudo, o toque inesperado de uma mão forte interrompeu o movimento descendente de Vorian. O Ancião virou a cabeça surpreso para encontrar os olhos determinados de Kaizen, um homem de cabelos negros como uma meia-noite, olhos pequenos que brilhavam com intensidade impressionante e ombros largos que denotavam uma força não comum entre magos.
“Velho, antes que você tome uma decisão precipitada, permita-me esclarecer algumas coisas,” disse Kaizen, com voz firme e controlada.
Vorian recuou um passo, soltando o pulso de Alina. Os círculos mágicos ao redor de seu braço começaram a desvanecer lentamente, dissipando-se como fumaça etérea. No entanto, a expressão do Ancião permaneceu séria como sempre.
“E você deve ser aquele que chamam de Psyker. Você foi perdoado de seus crimes pela misericórdia dos Guardiões, mas ousa interferir em Olaynore novamente? Isso é perigoso, até mesmo para você,” advertiu Vorian, com um tom carregado de uma autoridade que poucos ousavam contrariar Kaizen.
Kaizen, no entanto, não se intimidou. Olhou para Vorian calmamente. “Não estou aqui para interferir em nada, Vorian, e Alina não é tão ameaça quanto você presume.”
Vorian franziu a testa, mas não interrompeu Kaizen. Os outros magos permaneceram em silêncio, assistindo tudo com olhos arregalados.
Kaizen aproximou-se de Alina, colocando-se entre ela e Vorian. Ele manteve um olhar firme em Vorian, enviando uma mensagem clara de que não aceitaria nenhum gesto precipitado. “Se ela assumiu a Biblioteca dos Magos, foi para protegê-la de mãos erradas.”
Vorian arqueou uma sobrancelha, expressando suspeita. “Protegê-la? Você invade nossas cidades, mata e rouba um tesouro de conhecimentos que não lhe pertence, e ainda se atreve a nos acusar?”
Kaizen suspirou, como se estivesse lidando com o ego de uma criança. “Não importa mais. Nosso plano era sair despercebido, mas tudo bem se você nos notou, porque você, dentre todos os Anciãos, acredito que você é o único que não ousará me enfrentar.”
“Kaizen… você sempre foi um enigma para nós. Sua presença neste lugar é um desafio aos nossos preceitos e à ordem que juramos proteger,” declarou Vorian, com voz pesada de reflexão.
Kaizen inclinou ligeiramente a cabeça, aceitando as palavras de Vorian com uma serenidade que contrastava com a tensão no ar. Seus olhos, profundos como o abismo, encontraram-se com os de Vorian em um desafio silencioso.
Por anos, Vorian fora um defensor ardente dos princípios da Torre do Mago, dos fundadores, dedicando-se de corpo e alma à preservação da ordem mágica e da estabilidade em Olaynore. Se os Guardiões eram aqueles que sustentavam os princípios dos fundadores, Vorian era aquele que se aproveitava disso, o que significava que ele não era um apoiador da filosofia dos outros Anciãos de libertar Olaynore.