Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 783
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- Capítulo 783 - 783 Quincy 783 Quincy Quando a cápsula de imersão profunda
783: Quincy 783: Quincy Quando a cápsula de imersão profunda fechou, Klaus Park se encontrou na mais completa escuridão. Segundos depois, um som de motor ligando ressoou e o monitor dentro da cápsula se acendeu.
“Klaus, está tudo bem? Você está confortável?” Uma voz suave ecoou em seus ouvidos, a voz de Hollie.
“Sim, é apenas diferente do habitual. Não é ruim de maneira alguma.”
“Entendi, tente relaxar. Vou ajustar as configurações para que tudo fique perfeito. Fique à vontade para me avisar se precisar de algo específico.”
Klaus, ainda um pouco apreensivo, assentiu, sentindo uma leve formigação percorrer seu corpo enquanto os sensores se sincronizavam. Ele observava os monitores holográficos atrás de Hollie exibindo dados em tempo real sobre sua saúde e estado mental. Então, quando Hollie terminou de ajustar algumas configurações, ela levantou os óculos e disse:
“Klaus, agora vou iniciar a imersão profunda. Qualquer dúvida, problemas ou desconforto durante o processo, por favor, deslogue.”
“Bug? Esp…”
Antes de terminar a frase, Hollie pressionou o botão que iniciou a imersão profunda, e Klaus foi completamente envolvido pela sensação de sua mente sendo puxada e esticada como chiclete. Então, num piscar de olhos, Klaus não estava mais dentro da cápsula. Em vez disso, ele estava em pé dentro de uma tenda.
A atmosfera era rústica, com o confortante cheiro de madeira queimada. A luz do sol infiltrava-se no tecido da tenda, e Klaus olhou ao redor, confuso com a mudança súbita. As paredes da tenda eram feitas de uma mistura de peles e tecidos, e o chão era coberto por tapetes coloridos.
Kaizen piscou, momentaneamente desorientado pela transição abrupta. O ambiente havia se transformado tão rapidamente que ele nem teve tempo de processar a mudança.
“O que diabos acabou de acontecer?” Kaizen murmurou para si mesmo, colocando a mão na testa enquanto tentava processar a mudança. “Dessa vez, eu não vi aquele mundo preto, nem as telas de carregamento e de login… Eu fui direto para o jogo sem passar por aquele processo.”
Enquanto Kaizen ainda tentava entender como essa transição de mundos aconteceu e foi processada tão rapidamente por essa nova cápsula, de repente a lona de sua tenda se abriu, revelando Xisrith, que carregava uma pequena caixa de madeira com algumas frutas dentro. Seus olhos vermelhos pareceram surpresos por um segundo e então um sorriso surgiu em seus lábios.
“Você finalmente decidiu logar, não é?” Ela disse enquanto colocava a caixa em uma mesa. “Acha que vai deixar todo o trabalho de reconstrução da cidade para os outros?” ela continuou, agora cruzando os braços e estufando as bochechas.
Klaus balançou a cabeça, afastando qualquer pensamento sobre a cápsula e concentrando-se na presença de Xisrith.
“Estava um pouco ocupado com as aulas. Desculpe a demora,” Klaus respondeu.
Xisrith assentiu, como se tivesse esperado essa resposta. “Bem, estamos felizes por tê-lo de volta. Há muito trabalho a ser feito e sua ajuda será inestimável.” Ela fez um gesto convidativo para que ele a acompanhasse do lado de fora enquanto levantava ligeiramente a lona mais fina da tenda. “Vamos, todos ficarão felizes em vê-lo.”
Klaus então saiu com Xisrith e contemplou o quão mal a cidade havia sido danificada.
No coração da cidade, onde o Capitólio outrora enfrentava o céu, agora jazia uma cratera com um vasto acampamento. A silhueta do maior monumento e prédio ainda podia ser delineada pelas ruínas e escombros espalhados pela cratera, mas as cicatrizes da guerra contra os demônios eram visíveis em cada pedra desmoronada.
A paz foi alcançada rapidamente, em uma única noite, mas as marcas deixadas por este susto eram muito grandes, muito dolorosas.
A cidade, outrora um vibrante centro de comércio e cultura deste reino, agora estava mergulhada em um silêncio, quebrado apenas pelo som de martelos batendo e as vozes determinadas dos trabalhadores. As muralhas ao redor da Capital, antigamente fortalezas impenetráveis, ainda se mantinham praticamente intactas como testemunhas silenciosas do conflito que quase destruiu tudo.
Por toda a cidade, comerciantes e artesãos estavam montando barracas improvisadas, reerguendo as estruturas de seus negócios que haviam sido derrubados. O som das marteladas se misturava ao barulho das vozes, criando uma sinfonia de renovação. No entanto, apesar do silêncio incomum, havia um consenso palpável de que a cidade não seria derrotada pela escuridão que a havia tomado. A chama da esperança ardia intensamente no coração dessas pessoas.
“Estamos trabalhando duro para recuperar o que perdemos. A população está unida, trabalhando juntos para reconstruir não apenas os prédios, mas também a confiança que foi quebrada neles. Precisamos restaurar a confiança e a esperança que foi despedaçada durante o ataque.” explicou Xisrith, seus olhos refletindo determinação enquanto olhavam tudo isso de uma parte mais alta do acampamento. “Felizmente, exceto pelos nove demônios, nenhum NPC foi mortalmente ferido.”
Eles então começaram a caminhar pelo acampamento e, mesmo sendo apertados de todos os lados, conseguiram chegar à parte central do acampamento.
Logo, Xisrith apontou para um homem alto e imponente que estava supervisionando a reconstrução de uma estrutura danificada. Ele usava uma armadura reluzente que parecia ter sido cuidadosamente restaurada, e o emblema do reino brilhava em seu peito. Havia seu nome acima de sua cabeça, o que indicava que ele era um NPC.
“Kaizen, este é Quincy Coyle, o Comandante da Guarda Real. Ele é um dos pilares deste reino e sua liderança está sendo fundamental na reconstrução da cidade,” Xisrith apresentou com um gesto respeitoso na direção de Quincy.
Quincy olhou para Klaus com olhos astutos, avaliando-o antes de dar um sorriso discreto e fazer uma reverência completa, com um exagero do ponto de vista de Kaizen.
“Bem-vindo de volta, Sr. Kaizen. É uma grande honra finalmente conhecê-lo e estar em sua presença.”
Ao mesmo tempo, todos os outros guardas presentes se ajoelharam no chão e Kaizen, um pouco envergonhado de que todos estivessem olhando, disse enquanto uma gota de suor escorria pela sua testa:
“Por favor, homens, isso não é necessário.”
Depois disso, todos se levantaram, e Klaus cumprimentou o Comandante com um aperto de mão e um aceno de cabeça. Por fim, ele olhou por cima do ombro do Comandante, vendo uma grande mesa com um mapa da cidade cheio de pontos marcados.
“Parece que vocês estão bem organizados.”
“Ah! Isso mesmo, senhor… Marcamos os pontos mais críticos na estrutura da cidade e temos uma reunião marcada com os líderes das guildas locais e estrangeiras. Eles estão coordenando esforços para acelerar a restauração.” disse Quincy.
Kaizen olhou atentamente para o mapa estendido diante deles, com as mãos cruzadas atrás das costas enquanto seus olhos escuros percorriam os pontos marcados.
“Estamos priorizando a reconstrução dos distritos residenciais primeiro, seguidos pelos mercados e, claro, pelas defesas da cidade. Acreditamos que ao fortalecer as fundações da vida cotidiana, restauremos não apenas os prédios, mas também a confiança do nosso povo,” explicou Quincy, traçando linhas no mapa com o dedo.
Kaizen assentiu, satisfeito com a abordagem. Era raro um reino se concentrar primeiro em seu povo e depois na defesa. No entanto, nem tudo estava certo aos seus olhos naquele mapa. Seus olhos fixaram-se em um ponto específico: a avenida principal.
“Vejo que vocês marcaram a avenida principal que se conecta a este acampamento como uma baixa prioridade. Por que fizeram isso?”
“A quantidade de destruição na avenida principal foi muito grande. Tem destroços por toda parte, muito sangue e carne de demônio. Se começarmos por lá, levará dias apenas para cuidar disso.”
“Entendo os motivos, mas o benefício de limpar esse lugar ainda será melhor. A avenida conecta diferentes pontos da cidade e é uma rota direta do acampamento para a entrada principal da cidade e vice-versa. Se queremos ter um trabalho de restauração mais eficaz, a limpeza e restauração devem começar ali.”
“Muito bem, senhor! Vou providenciar isso na reunião com as guildas.”
“Obrigado… Aliás, e o Rei Oloneiros, onde ele está agora? Como está lidando com tudo isso?”
Quincy levantou as sobrancelhas, um breve momento de hesitação pairando no ar antes de responder. “Bem, Sr. Kaizen, o Rei Oloneiros… Ele não estava na cidade quando tudo aconteceu.”
A surpresa tomou o rosto de Kaizen. “O quê?”
Quincy deu de ombros. “Isso é difícil de dizer. Ele é conhecido por desaparecer de vez em quando, geralmente em busca de suas próprias… distrações. Desta vez, a distração que ele escolheu foi uma viúva de uma família nobre que vive em uma cidade do interior. Mas não se preocupe, ele está completamente seguro e não sofreu nem um arranhão.”
Kaizen franziu a testa. “E ele ainda não voltou? Certamente ele está preocupado com o que aconteceu aqui.”
Quincy soltou uma risada curta e amarga. “Preocupado? Oh, Sr. Kaizen, pelo visto você não conhece muito bem nosso querido rei. Ele mal se importou. Ser teletransportado e ter sua cidade destruída não o incomoda mais do que ter seu estoque de vinho esgotado, e não estou sendo irônico.”
A notícia fez Kaizen fechar a cara, uma mistura de incredulidade e irritação tomando conta. “Que tipo de rei é esse?”
Quincy deu de ombros, como se fosse algo comum. “O Rei Oloneiros tem suas próprias prioridades, Sr. Kaizen. Ser rei nem sempre é uma delas.”
A resposta não foi suficiente para acalmar a crescente irritação de Kaizen. Ele encarou o mapa por um momento, absorvendo a magnitude da tarefa diante deles, antes de voltar-se novamente para Quincy com os olhos firmes.