Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 203
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203: Promessa 203: Promessa Até que Kaizen e Klank conseguissem escoltar Yokoso e Rismar para a Cidade Universitária Galilei, já era manhã.
A distância da caverna onde estavam até a cidade era considerável, mas felizmente, não tiveram contratempos pelo caminho.
A chegada na cidade não significava que a missão estava completa, mas não levou mais do que quinze minutos para que chegassem ao Centro de Estudos Astronômicos. Isso significava que o acordo foi cumprido, e a missão foi concluída com sucesso, apesar dos danos.
Rismar Ferris entregou de bom grado o Cristal de Meteorito Avermelhado a Klank, além das outras recompensas.
Como Kaizen exigiu, Yokoso deu mais moedas de ouro do que o habitual para se desculpar pelo que fez. O mordomo entregou uma bolsa de ouro com 100 moedas extras, no entanto, o Psíquico não parecia satisfeito após ver aquela quantia de ouro, então Yokoso teve que ceder e deu tudo que teria direito como salário enquanto trabalhava como mordomo no Centro de Estudos Astronômicos pelos próximos meses, o que soma quase 300 moedas de ouro no total.
Depois que Kaizen se despediu dos Ferris e deixou o Centro de Estudos Astronômicos, ele praticamente cantarolou enquanto andava com tanta felicidade.
“Você está feliz assim só porque conseguiu bastante dinheiro?” Klank perguntou com um sorriso.
“Um… Claro que sim. Consegui quinhentas moedas de ouro em uma única missão secundária, isso é mais do que eu ganho em uma missão principal. Sem mencionar que você me prometeu mais mil de ouro também, não esqueça.”
“Sim, você está certo. Assim que chegarmos a um local mais discreto, farei essa transferência para você.” Klank parecia tão satisfeito quanto o Psíquico, que ficou curioso com isso.
“Cara, está mesmo tudo bem para você ficar só com aquela pedra esquisita como recompensa pela missão? Eu disse que poderíamos dividir o dinheiro meio a meio.”
Klank balançou a cabeça negativamente. “Estou bem assim. Você praticamente me carregou nesta missão, não tem como eu pedir mais nada. Além disso, esse cristal vai ajudar a Lily Sangrenta. Isso também é uma ótima recompensa para mim.”
Kaizen sorriu. “Bom, então. Aposto que ela vai apreciar esse gesto se esse item é algo que ela está procurando tanto… Isso me lembra que tenho pendências com ela. Há algum tempo, ela me fez prometer que a ajudaria a derrotar o Druida Centauro.”
“Oh! Vocês estão planejando lutar contra o Centauro Druida novamente? Bem, é normal que a Lily queira uma revanche, mas você também quer? Por que teria interesse nisso?”
“Primeiro, porque eu não quero ter o seu chefe como um inimigo. Segundo, tem um item que esse monstro derruba que me interessa.”
Klank ficou pensando que tipo de item o Psíquico poderia querer que o motivasse a lutar novamente contra uma criatura mítica tão difícil como o Druida Centauro, mas não ousou perguntar.
Depois de andarem um pouco pela cidade, encontraram a loja que vendia o que estavam procurando: cristais de teletransporte.
Como o nome indica, cristais de teletransporte têm o propósito de teletransportar um usuário de um ponto a outro. São muito úteis para quem quer economizar muito tempo de viagem, mas são proporcionalmente caros apenas por algum conforto.
Há dois tipos de cristais de teletransporte no Rise Online: os vazios e os específicos.
Cristais de teletransporte vazios podem levar seu usuário para qualquer lugar que deseje, desde que o usuário tenha visitado esse lugar antes. Por outro lado, os específicos já têm seus locais de viagem definidos, o que é ótimo para quem deseja visitar um lugar ao qual nunca foi.
De qualquer forma, ambos os tipos são muito caros para a maioria das pessoas, até mesmo os cristais específicos de localização, então seu uso não é muito comum entre NPCs e jogadores, sem mencionar que muitos odeiam usar esse método de viagem porque causa enjoo de movimento.
Como Kaizen e Klank não tinham problema com isso, eles compraram cristais de teletransporte vazios. Ambos estavam com pressa de voltar para a capital. Kaizen não queria deixar sua loja desassistida nem por um dia, e Klank queria entregar o cristal para a Lily Sangrenta o mais rápido possível.
Antes de se despedirem, Klank fez a transferência de dinheiro para Kaizen, que agradeceu, se despediu do colega e segurou firmemente o cristal de teletransporte na mão direita. Então o Psíquico pronunciou:
“Teleporte para Casa.”
Mentalmente, Kaizen esperava que esse cristal de teletransporte não fosse como o que Jayaa havia lhe dado uma vez.
Um segundo depois, Kaizen sentiu seu corpo todo sendo puxado e esticado, como um pedaço de chiclete, e quando abriu os olhos novamente já estava no saguão de sua residência, onde suas armas estavam em exposição e todos os seus móveis estavam.
“Ai!!! Ah, é você, Kaizen… Que susto você me deu!” exclamou Og’tharoz. Ele estava atrás de um balcão. “Como você fez isso? Como apareceu aqui de repente?”
Kaizen olhou para o demônio, levantou a mão direita e mostrou o cristal de teletransporte, que agora estava completamente cinza.
“O que é isso?” indagou Og’tharoz, interessado, atravessando o balcão como um fantasma.
O Psíquico arqueou as sobrancelhas surpreso, pois Og’tharoz era um demônio, então era estranho que ele não soubesse o que era aquele cristal em sua mão.
“Isso é um cristal de teletransporte. Você é velho, hein? Como não sabe o que é isso?”
Og’tharoz examinou o objeto de perto com grande curiosidade e respondeu:
“Cristal de teletransporte…? Que fascinante. Provavelmente é algo que foi inventado nos últimos cem anos, então eu não conheço.”
“Puxa, você está nessa casa há muito tempo, não é? Sempre tive curiosidade de saber por que você ainda está aqui, pode me contar?” Kaizen pensou que talvez ganhasse uma missão de um demônio.
Og’tharoz estremeceu com a pergunta do Psíquico e desviou o olhar. “Estou esperando por… alguém.”
“Alguém? Quem?”
“Uma pessoa que prometeu que voltaria para esta casa. Uma amiga. Enquanto ela não voltar, continuarei esperando.”
A devoção de Og’tharoz por essa pessoa fez Kaizen refletir um pouco.
O quão devotado alguém pode ser a uma promessa?
No mundo do Rise Online, promessas parecem ser coisas levadas muito a sério, e o comprometimento de Og’tharoz não era o único exemplo disso. Kaizen lembrou-se de que o anão Zahir tinha uma espada muito poderosa em sua loja, que já tinha um dono pelo qual Zahir acreditava fielmente que um dia voltaria pela grande arma.
Mesmo depois de sair do Rise Online para descansar desse longo dia, Klaus ainda pensava nisso.
‘Promessas… Quanto tempo podem durar?’
Quando criança, Klaus era um menino que levava promessas e juramentos muito a sério, como qualquer outra criança. Era um tempo em que ele ainda era muito inocente e não pensava nem em quebrar os compromissos que fazia.
Agora que não era mais tão ingênuo e com certeza sabia que não poderia cumprir tudo o que havia dito uma vez.
Mesmo assim, ele se lembrava de todas as diferentes promessas que já havia feito a muitas pessoas, como dizer que não chegaria atrasado para o trabalho no dia seguinte, para que seu chefe na obra não o demitisse, ou quando disse à sua mãe que estava comendo direito durante o intervalo do trabalho, quando na verdade não estava. Era inegável que, apesar de tudo isso, ele ainda acreditava que as promessas feitas com honestidade deveriam ser levadas a sério.
Entre as muitas promessas vazias que Klaus havia feito em sua vida, uma, em particular, era muito especial.
No dia em que fez essa promessa, Klaus estava na Casa de Jogos junto com seu time. Logo começaria a primeira de cinco partidas para se classificarem para o campeonato nacional. Seria sua partida de estreia como jogador profissional. Todos os seus colegas de equipe já eram conhecidos na cena profissional, então havia algumas expectativas para o jogo deles, mas Klaus era apenas uma criança nesse mundo estranho.
Ainda assim, Klaus não estava nervoso por finalmente ser considerado um profissional. Ele tinha muita confiança em suas habilidades e, de certa forma, já estava acostumado a jogar entre os profissionais nas partidas ranqueadas do Myth2. No entanto, ele sabia que as partidas do campeonato seriam mais complicadas do que o usual, e foi por isso que decidiu se aventurar nesse ambiente em busca de um desafio.
No entanto, o único medo real de Klaus era decepcionar seu irmão mais velho e seus pais, que estavam presentes no GH para apoiá-lo nessa primeira etapa de sua carreira.
Rhyzer Park nasceu com o dom de entender os sentimentos dos outros, então ele conhecia bem o irmão o suficiente para saber quando Klaus estava bem e quando não estava.
Enquanto esperavam pelo início da partida, Klaus andava de um lado para o outro pela sala, enquanto persistia em puxar o conteúdo de seu suco pelo canudo até que não restasse uma gota na caixa.
Rhyzer se aproximou do irmão mais novo e disse:
“Klaus, eu quero que você me prometa uma coisa, okay?”
O garoto de 12 anos estava confuso, “O quê?”
“Eu quero que você me prometa que esta partida não será a última da sua carreira. Seja bom ou ruim, não desista ainda. Prometa-me que você sempre jogará para fazer seus oponentes temerem você e seus companheiros de equipe respeitarem você. Se você puder me prometer isso, eu prometo que eu vou te contar o segredo de ser tão bonito quanto eu quando você crescer.”
Klaus encarou o irmão e riu. “Bonito como você? Obrigado, mas eu não quero… Você tem cabelo muito curto.”
“É? Você acha?” Rhyzer passou a mão na cabeça. “Então, em troca de você me prometer tudo isso, eu prometo que vou deixar meu cabelo crescer.”
“Isso é uma troca meio injusta, você não acha?” Klaus perguntou.
“Vamos, só prometa,” Rhyzer disse e deu uma beliscada na testa de Klaus.
“Ai! Okay, eu prometo que vou esmagar todos os meus oponentes e fazer meus companheiros me respeitarem!”
“Isso aí!”
Klaus sorriu enquanto Rhyzer bagunçava seu cabelo. “Hehe!”
Depois disso, Klaus ficou mais relaxado e conseguiu se concentrar no que tinha que fazer. Nas partidas seguintes, ele manteve em mente a promessa que fez a Rhyzer e deu todo o seu foco até se tornar um campeão mundial. Do outro lado, Rhyzer nunca mais cortou o cabelo.